Ministério Público MT

MP sugere medidas para corrigir problemas em unidades básicas de saúde

Publicado em

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 3ª Promotoria de Justiça Cível de Sorriso, município distante 394 Km de Cuiabá, se reúne na próxima semana com representantes da Secretaria Municipal de Saúde e Coordenação de Atenção Básica em Saúde para apresentar um relatório sobre a fiscalização realizadas em quatro unidades básicas de saúde. Na ocasião, também será entregue notificação recomendatória com as medidas a serem adotadas para a solução dos problemas verificados.

De acordo com o promotor de Justiça Marcio Florestan Berestinas, a notificação contemplará providências para facilitar a transmissão de informações e orientações à população dentro de cada área de cobertura, ampliação do cadastramento da população, desenvolvimento de ações intersetoriais para prevenção e promoção da saúde, preenchimento da matriz de monitoramento e elaboração de plano de ação quanto às metas não cumpridas dos indicadores do Programa Previne Brasil, entre outras.

“Durante a reunião, serão desenvolvidas tratativas para solucionar os problemas constatados por meio de soluções consensuais, definidas e documentadas em acordos estruturais. Nos casos em que eventualmente nãos e revelar possível a solução dos problemas pela via consensual, o Ministério Público, após a promoção de audiências públicas, promoverá o ajuizamento de ações civis públicas estruturais”, explicou o promotor de Justiça.

Segundo ele, todas as medidas estão sendo documentadas em procedimentos administrativos voltados à fiscalização da atenção primária em saúde no município de Sorriso. As visitas também serão efetuadas pela equipe da 3ª promotoria de justiça cível nas unidades básicas de saúde do Município de Ipiranga do Norte. Ao todo, serão inspecionadas 28 unidades básicas de saúde.

Leia Também:  MP articula regulamentação da lei do passe livre cultural

O trabalho de inspeção, conforme o promotor de Justiça, é realizado a partir de prévio levantamento acerca do desempenho de cada unidade básica de saúde sobre a efetivação das metas do Programa Previne Brasil, que compreende ações sobre saúde da Mulher, saúde Bucal, pré-natal, saúde da Criança e doenças crônicas (Hipertensão Arterial e Diabetes Melittus).

A final das visitas, a equipe da 3ª Promotoria de Justiça se reúne com as equipes de saúde da família e de saúde bucal para colher informações sobre o atendimento prestado e para transmitir orientações sobre os problemas e dificuldades verificados em cada unidade.

Inspeção da estrutura física das unidades, aferição da regularidade da composição das equipes de saúde da família e de saúde bucal, fiscalização da oferta de vacinação e verificação das disponibilidades nas unidades dos materiais, instrumentos, equipamentos e medicamentos descritos no Manual de Estrutura Física das Unidades Básicas de Saúde do Ministério da Saúde são algumas das atividades realizadas durante as visitas.

INOVAÇÃO – O promotor de Justiça Márcio Florestan Berestinas ressalta que, para ampliar a resolutividade do trabalho realizado, a equipe da 3ª Promotoria de Justiça Cível elaborou tabelas e gráficos de monitoramento do cumprimento das metas dos indicadores do programa Previne Brasil, os quais são utilizados nas reuniões com as equipes da estratégia de saúde da família.

Leia Também:  Ouvidoria Itinerante visita dois municípios na próxima semana

“Para aprimorar as abordagens desenvolvidas durante as visitas, a nossa equipe participou de capacitação online oferecida pelo Escritório Regional de Saúde de Sinop. Até dezembro, todas as sextas-feiras, no período da tarde, a  equipe da 3ª Promotoria de Justiça Cível dará continuidade às visitas das unidades básicas de saúde dos Municípios de Sorriso e Ipiranga do Norte, sempre com a presença do promotor de Justiça”, destacou.

O promotor de Justiça acrescentou ainda que a execução desse trabalho alinha-se à Recomendação Conjunta 2/2024/PGJ, assinada pelo procurador-geral de Justiça do MP-MT, pelo corregedor-geral e pelo procurador de Justiça titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico.

A equipe da 3ª Promotoria de Justiça Cível de Sorriso é composta ainda por Sandrely Ugulino Cardoso (oficial de gabinete), Amanda Rocha Verni (assistente ministerial), Michelle Maxa Silva (auxiliar ministerial) e Alice Barbosa Zanatta (estagiária). As quatro unidades vistoriadas durante o mês de março foram as Unidades Básicas de Saúde Jardim Europa, Jardim Carolina, Vila Bela,  Bela Vista.

Acesse:

Formulário – USF Jardim Europa

Formulário – PSF – Jardim Carolina

Formulário- PSF – Vila Bela

Ofício Atividades Coletivas em Saúde

Recomendação USF 11

Portaria USF XI

Tabela comparativa Meta indicadores

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

Promotor afirma que Instagram de políticos é laboratório eleitoral

Published

on

“O maior laboratório de Direito Eleitoral é o Instagram dos políticos.” A afirmação foi feita pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Ceará (MPCE) Igor Pereira Pinheiro durante a capacitação “Integridade em Foco: Intersecções entre Direito Eleitoral, Probidade Administrativa e Responsabilização Criminal”, na tarde desta quinta-feira (18). No painel “Ilícitos Penais e a Improbidade Administrativa: repercussão política e eleitoral”, o palestrante defendeu uma atuação mais estratégica, preventiva e proativa do Ministério Público no acompanhamento das eleições.Ao abordar a atuação ministerial em anos eleitorais, Igor Pereira Pinheiro alertou para a necessidade de os integrantes do Sistema de Justiça ampliarem o conhecimento sobre os tipos penais eleitorais. Segundo ele, o desconhecimento da legislação criminal eleitoral ainda representa um obstáculo para a identificação, investigação e responsabilização de condutas ilícitas durante o processo eleitoral.Na sequência, o promotor destacou que, entre os diversos crimes previstos na legislação, dois merecem atenção prioritária por terem como consequência a cassação do registro, diploma ou mandato. Um deles é o uso indevido de veículos oficiais nos 90 dias que antecedem a eleição. O outro é a distribuição de bens, prêmios, sorteios ou benefícios com a finalidade de promover candidaturas ou influenciar eleitores. Para ele, são práticas recorrentes, presentes em diferentes realidades municipais e que exigem atuação firme dos órgãos de controle.Sobre o tema, enfatizou que essas condutas muitas vezes passam despercebidas, apesar dos seus impactos sobre a lisura do pleito. “Quando a gente fala em crimes eleitorais que cassam diploma ou mandato, evidentemente que estamos diante de situações que deveriam ser prioritárias na nossa atuação fiscalizatória. São condutas que acontecem em todas as comarcas e que muitas vezes passam despercebidas”, afirmou.O palestrante também defendeu uma atuação preventiva, com o acompanhamento das movimentações políticas antes do início oficial da campanha eleitoral. Para ele, a fiscalização não deve se limitar ao período eleitoral, mas começar já na pré-campanha, quando surgem os primeiros sinais de promoção política e possíveis irregularidades. “A pré-campanha é um conceito fluido que depende muito mais do comportamento do pré-candidato do que da norma em si. A partir do momento em que alguém se apresenta como pré-candidato, passa a fazer reuniões, participar de eventos e buscar visibilidade política, ele atrai para si não apenas direitos, mas também todas as restrições e mecanismos de fiscalização previstos na legislação eleitoral”, argumentou.Dentro dessa perspectiva, o promotor de Justiça chamou atenção para a importância do monitoramento de redes sociais, eventos políticos e atos administrativos. Segundo ele, as plataformas digitais se transformaram em importantes ferramentas de investigação, permitindo identificar comportamentos, reunir provas e acompanhar a movimentação de agentes políticos de forma contínua. “O político e o pré-candidato precisam de exposição, precisam divulgar os atos que praticam. Se você tem uma rotina mínima de acompanhamento, consegue identificar comportamentos, registrar provas e perceber situações que muitas vezes ocorrem de forma totalmente aberta, porque já foram naturalizadas”, observou.Ao incentivar os membros do Ministério Público a adotarem uma postura mais ativa e investigativa, Igor Pinheiro defendeu que a atuação eficiente exige curiosidade, iniciativa e disposição para identificar irregularidades antes que produzam efeitos mais graves sobre o processo eleitoral. “Nós somos pagos para duvidar. Nós temos que desconfiar de tudo e de todos, porque só o curioso é que vai descobrir”, afirmou.O promotor ressaltou ainda que os resultados mais efetivos costumam surgir quando o acompanhamento das condutas começa ainda no período pré-eleitoral, permitindo a construção de um histórico de comportamentos capaz de demonstrar eventual abuso de poder. “Os dados mostram que os casos de maior sucesso são justamente aqueles que começam a ser acompanhados ainda no ano pré-eleitoral, permitindo demonstrar uma sequência de condutas e um padrão de comportamento”, reforçou.Ao tratar do uso da máquina pública para promoção política, Igor Pinheiro chamou atenção para o aumento da exposição de possíveis candidatos e para a utilização de perfis pessoais em redes sociais para divulgar ações institucionais. Na avaliação dele, muitas vezes os indícios de uma candidatura se manifestam antes mesmo de qualquer anúncio formal, exigindo atenção dos órgãos de fiscalização.“Na política, muitas vezes o não dito é um sim. Quando começam a apontar alguém como pré-candidato, quando essa pessoa passa a ter uma exposição que antes não tinha e quando há sinais concretos de movimentação política, cabe ao Ministério Público investigar, acompanhar e reunir elementos objetivos. Não podemos esperar que tudo esteja declarado formalmente para começar a fiscalizar”, destacou.O promotor também ressaltou que a fiscalização deve alcançar todos os atores políticos, independentemente de posicionamentos ideológicos ou partidários. Segundo ele, a atuação isonômica é fundamental para preservar a credibilidade institucional e afastar questionamentos sobre eventual perseguição ou seletividade. “A maior estratégia contra qualquer alegação de perseguição ou assédio processual é agir de forma igual contra todos. Se a conduta é irregular, ela deve ser investigada independentemente de quem a pratique. O Ministério Público não pode ter lado político; o lado do Ministério Público é o lado da legalidade”, enfatizou.Ao abordar a corrupção eleitoral, o painelista criticou a realização de acordos penais e defendeu uma postura mais rigorosa na responsabilização dos envolvidos. Para ele, o Ministério Público deve exercer protagonismo na proteção da integridade do processo eleitoral e atuar de forma efetiva na prevenção e repressão dessas práticas. Na avaliação do promotor, a baixa efetividade da repressão aos crimes eleitorais exige uma reflexão sobre as respostas adotadas pelo Sistema de Justiça. “Em um país que registra historicamente altos índices de corrupção eleitoral, o Ministério Público precisa refletir sobre a efetividade das suas respostas. Se o sistema já puniu pouco, se são raríssimos os casos de prisão e condenação efetiva, precisamos avaliar com muito cuidado até que ponto determinados acordos contribuem para a prevenção e para a credibilidade do processo democrático”, apontou.Por fim, o palestrante reiterou a defesa de uma atuação mais firme do Ministério Público diante dos crimes eleitorais e da corrupção política. “O MP tem que ser demandista sim, em algumas hipóteses graves. E nós estamos falando de corrupção eleitoral, de algo gravíssimo. Nós temos um déficit punitivo alarmante. Como é que você, num país que tem mais de cinco mil municípios, em que a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 40 milhões só na última eleição por corrupção eleitoral, não tem um indivíduo condenado e preso? É um sistema totalmente sem efetividade”, finalizou.

Leia Também:  Está querendo dar um Up na saúde e de quebra refrescar nesse verão? Veja só essa receita de Suco Detox Maravilhoso

Fotos: Chico Ferreira.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA