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Moradores do bairro Manaíra cobram asfalto e rede de esgoto

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Os moradores do bairro Manaíra, em Várzea Grande, afirmam que foram esquecidos pelo poder público. Com quase 30 anos de existência, cerca de 80% das ruas não são pavimentadas. A maioria está intransitável, com esgoto a céu aberto, mato e lixo acumulado ao longo das vias. Além disso, a população reclama da má qualidade da iluminação pública e da ineficiência do transporte coletivo, que atende apenas a avenida principal.Esses e outros problemas foram relatados pelos moradores que compareceram, no sábado, 17 de maio, ao projeto Ouvidoria Itinerante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), realizado no miniestádio Josemar José da Silva. Diversos serviços na área da cidadania e orientações jurídicas foram oferecidos gratuitamente.“Quando ouvi o carro de som passando na minha rua, chamei minha mãe para vir aqui e falar da nossa situação. Vi na Ouvidoria uma oportunidade de mostrar que nós existimos, que temos necessidades que não estão sendo vistas pelo poder público. Temos duas ruas asfaltadas, apenas ao redor do campo de futebol. Fizeram um cartão-postal, mas o restante está abandonado. Não temos asfalto, nem rede de esgoto. Moramos ao lado de condomínios de luxo, mas fomos esquecidos aqui”, destacou Manuele Carolina Souza Silva, de 21 anos, que registrou sua reclamação junto à Ouvidoria.Para ela, a Ouvidoria Itinerante foi uma oportunidade de dar visibilidade aos problemas enfrentados pelos cerca de 1.500 moradores. “Às vezes, a gente não sabe a quem recorrer. Aqui foi fácil e rápido. Fui muito bem atendida. Estamos na esperança de que agora seremos ouvidos.”Morando no bairro há oito anos, Cássia Silva, de 56 anos, vive em uma rua onde só é possível chegar a pé. “Nossa vida é muito sofrida aqui. Este ano, recebi um boleto de R$ 900,00 de IPTU. Mas não tenho nenhum serviço. Não tem asfalto, rede de esgoto, nem coleta de lixo, porque o caminhão não entra na minha rua. Não temos nada. Quando vou ao supermercado, o Uber deixa minhas compras na esquina e eu levo tudo a pé. Minha mãe tem Alzheimer e preciso levá-la várias vezes ao médico. Tenho que caminhar 20 minutos com ela até um ponto onde o Uber consegue chegar. Aqui, quase todas as corridas são recusadas. Somos invisíveis.”A ouvidora-geral do MPMT, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres, percorreu as ruas do bairro e conferiu de perto as reclamações dos moradores. “A Ouvidoria é a porta de entrada do Ministério Público. É nossa obrigação ir ao encontro da população carente, aquela que não consegue vir até nós, que muitas vezes não tem dinheiro nem para pagar o ônibus. Esse é o nosso intuito: ir até onde as pessoas possam acessar o Ministério Público, ouvir suas demandas e buscar minimizar, ao menos um pouco, os problemas que enfrentam”, ressaltou.Ela destacou os principais serviços oferecidos durante o projeto, como vacinação, cadastro para emprego, cursos gratuitos, regularização fundiária, assistência jurídica, emissão de carteira de identidade, inclusão no Bolsa Família, Cadastro Único, entre outros. “Procuramos trazer todos os serviços que entendemos serem necessários à população. Identificamos as demandas e buscamos os parceiros, que sempre nos atendem, como a Assembleia Legislativa, apoiadora do projeto”, explicou Eliana Maranhão. Ela também aproveitou a oportunidade para falar sobre a Ouvidoria da Mulher, alertando que a violência contra a mulher não se limita à agressão física, mas também inclui violência psicológica, moral e financeira.O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana de Várzea Grande, Lucas Ribeiro Ductievicz, esteve presente na Ouvidoria Itinerante e ouviu as reclamações dos moradores. Segundo ele, já foi feito um levantamento técnico pela Secretaria de Obras e Aviação. “Temos um estudo técnico com laudo sobre os problemas existentes. Ainda não iniciamos os trabalhos por conta do período de chuvas, mas, assim que o tempo firmar, entraremos com a equipe de drenagem. Em até 15 dias, daremos início às obras aqui”, garantiu.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Campanha Abril Verde termina com Blitz Ergonômica no MPMT

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A Campanha Abril Verde, desenvolvida pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) – Vida Plena, foi concluída com a realização de uma Blitz Ergonômica Postural, que levou orientações práticas diretamente aos postos de trabalho de servidores e membros da instituição. A ação marcou o encerramento do mês dedicado à conscientização sobre saúde e segurança no trabalho, com foco na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.De caráter preventivo e educativo, a blitz foi bem recebida pelos participantes, que destacaram a importância. A assistente ministerial Priscilla Aparecida Castilho Cruz, da Diretoria-Geral Administrativa (DGA), ressaltou o cuidado institucional com os servidores. “Participei da blitz ergonômica e achei a iniciativa muito positiva. Foi importante receber orientações práticas e perceber que a instituição se preocupa com a nossa saúde no trabalho. Às vezes, nem percebemos como pequenos ajustes fazem grande diferença na rotina. Gostei muito da ação e de poder participar desse momento”, afirmou.Na mesma linha, a oficial de gabinete Karoline Victória Barreiro Costa, também da DGA, destacou os benefícios da avaliação realizada. “A Blitz Ergonômica foi muito bem recebida por mim e por toda a equipe da Diretoria-Geral. É uma iniciativa extremamente relevante para avaliar nossa postura durante o trabalho e prevenir dores e possíveis lesões decorrentes da rotina diária”, pontuou. Ela acrescentou que as orientações sobre posicionamento da tela, uso correto da cadeira e identificação da necessidade de equipamentos adequados foram fundamentais. “A avaliação do ambiente de trabalho se mostrou realmente necessária e foi muito bem conduzida pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho”, completou.A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo Vida Plena, Gileade Pereira Souza Maia, avaliou positivamente as ações desenvolvidas. Segundo ela, o Abril Verde reafirma o compromisso do MPMT com a valorização das pessoas. “Encerramos a campanha com a certeza de que ações simples, quando bem direcionadas, têm grande impacto na prevenção de adoecimentos e acidentes. Cuidar da saúde física e mental dos nossos integrantes é essencial para o cumprimento da missão institucional e deve fazer parte da nossa rotina, não apenas em datas específicas”, destacou.A Blitz Ergonômica, no entanto, ainda não terminou. O Vida Plena seguirá realizando atendimentos, tanto de forma presencial quanto remota, conforme a necessidade dos interessados. Quem quiser participar pode se inscrever por meio do formulário disponibilizado pelo Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho. Conjunto de ações – Além da Blitz Ergonômica, a Campanha Abril Verde no MPMT contou com diversas ações educativas promovidas pelo Núcleo Vida Plena. Entre as iniciativas, destaca-se a realização do Curso de Noções Básicas de Suporte Básico de Vida, voltado à prevenção e ao atendimento de emergências no ambiente laboral, bem como a publicação da cartilha “Abril Verde – A segurança começa por cada um de nós”, que reúne orientações simples e práticas para a promoção de um ambiente de trabalho mais seguro, saudável e produtivo.A campanha também incluiu a divulgação de mensagens educativas e motivacionais em formato de “pílulas”, disponibilizadas em pontos estratégicos da Procuradoria-Geral de Justiça, além de uma ação realizada em parceria com a Geap Saúde, que ofereceu aferição de pressão arterial, teste de glicemia, avaliação de bioimpedância e exames oftalmológicos.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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