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Funcionamento do sistema de saúde é tema de reunião no MPMT

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Tangará da Serra (a 239 km de Cuiabá) realizou uma reunião na quarta-feira (27), para tratar do sistema de saúde do município, com foco no atendimento às gestantes, especialmente nos casos de alto risco. A iniciativa integra procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) com o objetivo de apurar a prestação dos serviços de saúde e buscar soluções para o aprimoramento do atendimento à população.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados à estrutura da rede municipal de saúde, incluindo o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a assistência a partos emergenciais e a necessidade de garantir atendimento especializado, em especial na área de ginecologia e obstetrícia.A promotora de Justiça Itâmara Guimarães Rosário Pinheiro destacou a importância do diálogo institucional e reforçou o compromisso do Ministério Público com a defesa do direito à saúde, especialmente no que se refere à proteção de gestantes e recém-nascidos. Também foi enfatizada a necessidade de adoção de medidas que assegurem um atendimento adequado, humanizado e eficiente.Representantes do município apresentaram informações sobre o funcionamento da rede de saúde, incluindo dados sobre atendimentos realizados, estrutura disponível e desafios enfrentados. Também foram discutidas as dificuldades relacionadas à ausência de profissionais especializados para atendimento de gestantes de alto risco.Participaram da reunião representantes da Prefeitura Municipal de Tangará da Serra e da Secretaria Municipal de Saúde, além de gestores e profissionais da rede pública de saúde, incluindo diretores da UPA e do hospital municipal, responsáveis técnicos, equipe de enfermagem e coordenação de segurança do paciente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

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A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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