Ministério Público MT

Força-tarefa ambiental realiza perícias e diligências em áreas rurais

Publicado em

​A força-tarefa ambiental do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) realizou, nos últimos 30 dias, perícias em planos de manejo e diligências em empreendimentos madeireiros em sete áreas rurais de Mato Grosso. O trabalho é uma continuidade da Operação Desbaste, de repressão a uma organização criminosa investigada por delitos na área ambiental, deflagrada em setembro deste ano. As diligências foram realizadas em diversos municípios do estado, entre eles Cláudia, Feliz Natal, Marcelândia e Sinop.

O objetivo é levantar eventuais provas de fraudes em licenciamentos ambientais. Conforme a delegada Alessandra Saturnino de Souza Cozzolino, “nas diligências foi possível constatar, in loco, diversas irregularidades, resultando de imediato em novas apreensões, especialmente de produto florestal (madeira)”. Ela explica que a principal constatação é de divergência entre essência florestal e volumetria encontrados, em relação à documentação apresentada.

A delegada argumenta que a “robustez probatória é resultado da soma do trabalho de equipes multidisciplinares e interinstitucionais, com profissionais altamente qualificados”. Ela conta que “para a realização dos trabalhos periciais em planos de manejo e diligências em empreendimentos madeireiros, a força tarefa ambiental do Gaeco conta com o trabalho colaborativo de peritos do Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx) Ambiental do Ministério Público de Mato Grosso, do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e do Batalhão Ambiental.

Leia Também:  COFCO International Realiza Segunda Venda de Soja Livre de Desmatamento ao Mercado Chinês

“Soma-se a esses os peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e demais unidades da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além da parceria contínua que temos com as demais forças presentes na Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Meio Ambiente”, acrescentou.

O promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano, coordenador do CAEx Ambiental, enalteceu a adoção de imediato, por parte da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), de medidas administrativas para que os delitos não voltassem a ocorrer. “Entre as medidas adotadas estão as alterações em procedimentos e normativas do órgão ambiental, em atendimento a diretrizes apresentadas pela força tarefa ambiental do Gaeco, bem como a realização do workshop ‘Sistemas Sema’, com objetivo de apresentar os sistemas usados pela pasta e as ferramentas disponíveis para uso dos órgãos parceiros”, assinalou

Sobre a operação – A Operação Desbaste visa combater empreendimento criminoso que supostamente teria se especializado em fraudar a gestão ambiental do estado, particularmente licenciamentos ambientais e sistemas de controle ambiental (CC-SEMA, Sisflora, Simlam), lavagens de ativos (produtos florestais) e, com isso, garantir que seus integrantes obtivessem vantagens indevidas em prejuízo do meio ambiente sistematicamente degradado e de toda a coletividade.

Leia Também:  Comarca de Nova Mutum abre processo seletivo para áreas de Serviço Social e Psicologia

Durante as investigações, verificou-se que a organização criminosa constituída estaria atuando nos procedimentos administrativos ambientais da Sema-MT de forma não condizente com as boas práticas e, inclusive com atos e termos de referência do próprio órgão ambiental estadual. Assim, estariam produzindo documentação, em tese, dissociada da verdade dos fatos, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, especialmente através da elaboração de pareceres e vistorias inidôneos.

Os trabalhos tiveram início no ano de 2021. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação e crime contra a administração ambiental, cujas penas máximas somadas podem chegar a mais de 20 anos.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

Segunda fase da Operação Gomorra cumpre 26 ordens judiciais

Published

on

Nesta quarta-feira (1º), durante a segunda fase da Operação Gomorra, foram cumpridas 26 ordens judiciais, sendo oito mandados de busca e apreensão, uma medida de afastamento de sigilo fiscal, quatro afastamentos cautelares de servidores públicos e 13 ordens de indisponibilidade de bens e arresto de ativos financeiros. A operação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), investiga supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública. Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam R$ 17 mil em espécie na residência de um dos investigados. Além disso, o Naco Criminal requereu à Justiça o bloqueio de ativos financeiros que somam mais de R$ 2,9 milhões. A medida visa assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos e preservar recursos que possam estar relacionados aos fatos apurados. A ação contou com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).As diligências foram realizadas nos municípios de Cuiabá e Campo Verde. Na capital, os mandados foram cumpridos em residências e empresas ligadas aos investigados. Já em Campo Verde, as ações ocorreram na Prefeitura Municipal e nas residências de dois servidores públicos investigados.A nova etapa da operação também incluiu medidas de quebra de sigilos telemático e fiscal, além do afastamento de servidores públicos de suas funções e da indisponibilidade de bens de investigados, entre particulares e agentes públicos.Segundo o MPMT, as determinações judiciais têm como objetivo aprofundar as investigações, reunir novas provas e apurar a eventual participação de agentes públicos e particulares em irregularidades relacionadas a contratos administrativos e procedimentos licitatórios.

Leia Também:  Município corrige edital de seletivo após recomendação do MPMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA