Ministério Público MT
Falta de vagas e política de cuidadores para idosos são debatidas
Publicado em
11 de maio de 2026por
Da Redação
Alternativas de proteção à pessoa idosa em situação de vulnerabilidade foram debatidas na tarde desta segunda-feira (11), em audiência pública promovida pela 34ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá, no auditório da sede das Promotorias de Justiça da Capital. A consulta teve como objetivo debater a insuficiência de vagas para o acolhimento de pessoas idosas hipervulneráveis em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) no município, além de discutir a viabilidade de implantação de uma política pública municipal de cuidadores.A audiência pública foi presidida pelo promotor de Justiça Daniel Balan Zappia, que está à frente da promotoria de defesa da pessoa idosa há quatros meses. Na abertura, ele ressaltou o papel institucional do Ministério Público na formulação de políticas públicas voltadas a esses grupos e enfatizou a necessidade de construção de soluções para o atual gargalo existente nos serviços públicos de assistência social, especialmente diante da situação de hipervulnerabilidade de idosos que não dispõem de suporte familiar ou recursos financeiros suficientes para garantir uma vida digna. O promotor de Justiça apresentou dados considerados alarmantes. “Hoje nós contamos com 88 idosos declaradamente que precisam de uma vaga em uma instituição de acolhimento”, pontuou, alertando que a única unidade conveniada com o município está superlotada. Para ele, a prioridade deve ser o fortalecimento da assistência domiciliar. “O que a gente observa é que, geralmente, quando o idoso vai para a instituição, ele não sai mais. Isso é um problema sério”, destacou.Segundo o promotor, ainda que exista a previsão de construção de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) municipal com capacidade para 100 pessoas (decorrente de uma Ação Civil Pública ajuizada em 2014), a política pública deve priorizar soluções que garantam ao idoso a manutenção do convívio com o bairro, a família e a comunidade. Assim, defendeu a implantação de uma política pública de cuidadores, capaz de permitir que o idoso permaneça em sua própria residência, preservando vínculos e reduzindo os impactos emocionais da institucionalização.Por fim, o promotor de Justiça apresentou uma proposta de política pública voltada ao atendimento de idosos em situação de hipervulnerabilidade em Cuiabá, inspirada em experiências de outros estados. A iniciativa prevê a atuação de cuidadores habilitados – familiares ou profissionais cadastrados – com auxílio financeiro para garantir assistência e dignidade ao idoso. O modelo propõe a integração entre saúde e assistência social, com acompanhamento periódico de equipes multidisciplinares para fiscalizar o cuidado e prevenir negligências, além de fortalecer vínculos familiares e suprir situações de abandono ou extrema vulnerabilidade social.Na sequência, a procuradora-chefe judicial de Cuiabá, Bianca Botter Zanardi, parabenizou o MPMT pela realização da audiência pública, destacando a iniciativa como um exercício da democracia deliberativa, que permite compreender de forma direta as demandas da população e orientar melhor a atuação do poder público. Ela informou que o projeto da ILPI municipal já foi aprovado e possui recursos garantidos para a construção, mas alertou que a unidade já nasce com a capacidade comprometida, o que reforça a necessidade de discutir alternativas complementares de acolhimento e cuidado para a população idosa.“No processo judicial, nós somos litigantes, partes contrárias, mas aqui nós somos um time. Estamos com a mesma intenção: efetivar essa política pública, implementar essa nova política de cuidados e, principalmente, estabelecer esses cuidadores. Por isso, estamos felizes em participar e pedimos que nos vejam como parceiros nessa atuação intersetorial, para que possamos encontrar soluções exequíveis, viáveis e adequadas à realidade de Cuiabá. Reforço, assim, o compromisso do município em buscar caminhos e efetivar essa política”, declarou.O delegado titular da Delegacia Especializada de Delitos contra a Pessoa Idosa (DEDCPI) de Cuiabá, Marcos Veloso, alertou que a demanda real por acolhimento na capital é muito superior aos números oficialmente registrados. Segundo ele, qualquer estimativa abaixo de 300 idosos em situação de necessidade imediata estaria subdimensionada. Marcos Veloso explicou que a unidade funciona como um projeto piloto em Mato Grosso, mas enfrenta limitações estruturais significativas, com apenas cinco policiais para atender a uma média de três denúncias graves por dia, além de um passivo de cerca de 1.600 procedimentos em andamento no cartório.Na avaliação do delegado, o problema não será solucionado por medidas isoladas, mas por um conjunto articulado de ações, descrito por ele como um “mosaico” de soluções, que envolva cuidadores, ILPIs e a implantação de Centros-Dia. Para ele, essas estratégias podem aliviar o atual quadro, mas o enfrentamento efetivo da situação passa, sobretudo, pela reconstrução dos vínculos e da estrutura familiar. O vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, Jerônimo Urei, criticou as graves deficiências na política de assistência aos idosos em Cuiabá e apontou a imobilidade do poder público diante de uma demanda crescente. Ele destacou a ausência de planejamento orçamentário e a urgência de ampliar os repasses financeiros às instituições de acolhimento, que operam com valores insuficientes por idoso atendido. Ressaltou ainda que o problema só será enfrentado de forma efetiva com recursos adequados e o comprometimento de todas as esferas de governo.“Se nós realmente queremos resolver essa questão, precisamos falar de dinheiro”, afirmou. Segundo ele, a solução para o acolhimento de idosos depende de aporte financeiro imediato. Jerônimo Urei informou que a prefeitura investe cerca de R$ 135 mil a R$ 150 mil no atendimento a idosos, enquanto destina aproximadamente R$ 900 mil ao acolhimento de crianças e adolescentes, e cobrou um tratamento mais equilibrado entre as políticas públicas.A audiência contou ainda com apresentações técnicas, intervenções do público e debates entre os participantes. No encerramento, o promotor de Justiça Daniel Balan Zappia anunciou uma série de encaminhamentos estratégicos para o fortalecimento da rede de proteção à pessoa idosa em Cuiabá, ressaltando a importância de transformar os diagnósticos apresentados em medidas concretas. Entre as ações previstas, o Ministério Público requisitará informações detalhadas sobre as condições de funcionamento da delegacia especializada e instaurará procedimentos autônomos voltados à estruturação da Rede Municipal de Direitos da Pessoa Idosa e à implementação de um Centro de Convivência na região oeste da capital.O promotor informou ainda que, para assegurar a continuidade dos trabalhos, foram agendadas duas reuniões técnicas para junho de 2026: a primeira destinada à elaboração de um projeto de lei para a criação do programa de cuidadores domiciliares; e a segunda voltada à instituição de um Procedimento Operacional Padrão (POP), com o objetivo de integrar os fluxos de comunicação entre hospitais, conselhos e secretarias, evitando que denúncias de maus-tratos se percam em trâmites burocráticos. Além disso, Daniel Balan comprometeu-se a intervir junto ao município para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Municipal do Idoso e a apurar a habilitação do Hospital Militar para a oferta de atendimentos especializados à população idosa.Assista aqui à audiência pública na íntegra.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Ministério Público MT
A pátria nos acréscimos
Published
2 horas agoon
30 de junho de 2026By
Da Redação
Encontrei novamente João Ubaldo Ribeiro, desta vez na sala da minha casa, algumas horas depois de Brasil e Japão, o que já não me pareceu tão espantoso quanto da primeira vez. Há coisas que, depois de acontecerem uma vez, deixam de pertencer ao território do milagre e passam a integrar a rotina secreta do país. Um morto ilustre aparecer em casa, no calor implacável do nosso Mato Grosso, para comentar a Seleção, é menos absurdo do que o Brasil precisar de um gol aos cinquenta minutos do segundo tempo para restaurar a circulação sanguínea de mais de duzentos milhões de brasileiros. Ele estava sentado no meu sofá, com a tranquilidade de quem acabara de atravessar a morte, Itaparica e uma partida eliminatória da Copa do Mundo sem perder o senso de observação. Na mesinha, um copo, um prato esquecido e aquela atmosfera doméstica de pós-jogo em que ninguém sabe se agradece, reclama, respira, vira a camisa do avesso para espantar o mau-olhado ou procura o controle remoto para rever o lance pela trigésima vez. — Eu avisei — disse ele, antes que eu perguntasse qualquer coisa. — Avisou o quê? — Que ninguém deveria dizer que o jogo estava fácil. O brasileiro adora uma retórica de vitória antecipada, mas a bola não lê roteiro. Sentei-me, ainda com os nervos desobedientes e a garganta seca. O Brasil vencera o Japão por 2 a 1, de virada, no NRG Stadium, em Houston, garantindo a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo. Mas há vitórias que não terminam no apito do árbitro. Continuam tremendo dentro da gente, como se a bola de Martinelli ainda estivesse a caminho da rede e o país inteiro, com os dedos cruzados, esperasse autorização do destino para voltar a respirar. — Foi sofrimento demais — eu disse. Ubaldo me olhou com a piedade que os imortais reservam aos ansiosos. — Meu caro, sofrimento demais é perder. Ganhar no sofrimento é apenas o nosso jeito de assinar presença em Copa do Mundo. Vocês querem vitória sem angústia, sem susto, sem contradição. Isso não é futebol. Isso é ata notarial. Futebol exige sobressalto. Na televisão, os comentaristas ainda tentavam explicar o inexplicável com setas, mapas de calor, linhas de impedimento e estatísticas de posse. Aquela linguagem moderna que, às vezes, parece inventada para esconder que a bola continua sendo redonda, teimosa e imune à lógica. No grupo da família, naturalmente, todos já sabiam de tudo. Um dizia que a culpa do gol japonês fora da transição. Outro garantia que, desde os dez minutos, previra o empate de Casemiro. Um terceiro, mais sincero, confessou que aos quarenta e nove do segundo tempo já estava negociando com Deus, com os santos, com os antepassados e, se necessário, com a Confederação Brasileira de Futebol. João Ubaldo sorriu largo. — Esse último é dos nossos. A mandinga é a ciência exata do povo. O jogo, visto com a frieza dos números, teve domínio absoluto do Brasil. Mas quem assiste à Copa do Mundo friamente deveria ser convidado a repensar sua relação com a vida. O Brasil teve a bola, trocou passes, empurrou o Japão contra a própria área, finalizou vinte vezes, cobrou escanteios, martelou, sufocou. Se estatística fosse gol, o brasileiro teria ido dormir cedo, civilizado e entediado. Mas estatística não é gol. Estatística é a ilusão que o comentarista oferece enquanto o torcedor abraça a almofada procurando explicação para o próprio desespero. — Setenta e tantos por cento de posse de bola… — resmunguei. — Posse de bola é casamento no papel — respondeu Ubaldo, ajeitando-se. — O que interessa é saber se há amor, vergonha na cara e alguém disposto a cabecear a bola quando o país começa a perder a paciência. O Japão, organizado como se tivesse estudado não apenas a Seleção, mas também a nossa tendência histórica a complicar o que nasceu para ser festa, abriu o placar aos vinte e nove minutos. Kaishu Sano aproveitou uma bobeira na saída de bola, bateu cruzado no canto de Alisson e instalou o silêncio fúnebre. Foi um daqueles gols que produzem um fenômeno psicológico coletivo: em menos de três segundos, todo mundo se transforma em viúvo de algum jogador que não foi convocado. João Ubaldo levantou o dedo em riste. — A frase “eu sabia” é a mais mentirosa e a mais brasileira de todas as frases de Copa. Ninguém sabia de nada. Mas todo mundo passa a saber retroativamente. É o nosso consolo. E lá estava o Brasil, com a bola nos pés e a alma pendurada por um fio. O Japão, metódico, parecia ter trazido para o campo uma planta baixa da nossa ansiedade. A cada minuto que passava, o brasileiro ia ficando menos torcedor e mais especialista em tragédia grega. No intervalo, Ancelotti fez o que treinadores italianos parecem fazer desde o Império Romano: olhou o incêndio, não alterou o batimento cardíaco e mudou a ordem dos móveis. Saiu Paquetá, entrou Endrick. O Brasil voltou aflito, vertical, exposto. Não era mais jogo. Era trincheira. Mão na cabeça, palavrão engolido a seco. Olhei para o lado e vi minha filha com os olhos arregalados, os livros da escola abandonados num canto. Ela começava a aprender ali, ao vivo, que em dia de Copa a história do Brasil não se estuda; sofre-se na carne. — Nessa hora — disse Ubaldo, apontando a cena —, cada família revela sua verdadeira organização constitucional. — Como assim? — Simples. O pai perde a autoridade. A mãe assume a regência espiritual. A avó começa a rezar. A criança é proibida de mudar de lugar no sofá para não quebrar o fluxo astral. O cunhado quer explicar a saída de três. O cachorro é culpado por latir no momento errado. E alguém é mandado para o banheiro porque, da última vez que levantou, o Brasil quase marcou. A superstição, meu amigo, é a nossa jurisprudência mais sólida. Aos onze minutos do segundo tempo, veio o primeiro alívio. Gabriel Magalhães cruzou, Casemiro subiu carregando na testa a biografia de uma nação desconfiada e testou firme. A sala explodiu. O grito rasgou a garganta e tomou as ruas de Sorriso. A poeira vermelha de Mato Grosso pareceu subir em celebração. Cuiabá tremeu. O país explodiu com aquela alegria meio ressabiada, como quem abraça a felicidade, mas deixa uma fresta aberta para reclamar do juiz. — Casemiro — sentenciou Ubaldo, com respeito — é desses sujeitos que lembram ao futebol moderno que ainda existe gravidade moral no mundo. O empate deveria trazer calma. Não trouxe. O brasileiro não sabe lidar com placar empatado em mata-mata. Vini Jr. teve uma chance clara e Zion Suzuki fez uma defesa dessas que beiram a feitiçaria. O goleiro japonês pareceu multiplicar os braços e a envergadura. A casa inteira gemeu, como se tivesse levado um golpe seco na boca do estômago. — Esse goleiro resolveu virar santo hoje? — perguntei, incrédulo. — Santo, não. Goleiro contra o Brasil em Copa é personagem de Dostoiévski. Sofre, impede a felicidade alheia, vive o inferno na terra e ainda sai moralmente engrandecido. O tempo derretia. E, quanto mais derretia, mais o torcedor fazia contas erradas, pedindo pênalti por qualquer esbarrão ocorrido desde o descobrimento de Cabral. Já havia quem não olhasse mais para a televisão, fitando o teto num transe doméstico, convencido de que o simples ato de olhar faria o Brasil errar o passe. — O senhor está calmo? — perguntei a Ubaldo, com o suor já pregando a camisa. — Estou morto, meu caro. Isso dá uma vantagem tática considerável. Aos cinquenta minutos, quando a prorrogação já rondava o estádio como um fantasma burocrático, Bruno Guimarães encontrou um passe milimétrico. Desses que rasgam não apenas a zaga, mas a incredulidade nacional. Gabriel Martinelli dominou e bateu no cantinho. A bola entrou. Entrou devagar e entrou para sempre. O Brasil virava o jogo. O Japão caía diante daquilo que nenhum manual, nenhuma tática e nenhum algoritmo conseguem domesticar: a insistência brasileira em transformar o último suspiro em batucada. A casa veio abaixo. Minha filha pulou no meu pescoço, batizada oficialmente na religião do futebol. Alguém derramou bebida na própria roupa e jurou que usaria a mesma camisa até a final. Alguém gritou que sempre acreditou, outra mentira gloriosa. Ubaldo, comovido à sua maneira baiana, ergueu o copo. — Está vendo? O mundo lá fora pensa que o Brasil ganha com onze. Continua sendo um equívoco de gringo. — Hoje ganhou com quantos? Ele olhou a sala: a televisão iluminando os rostos exaustos, o sofá fora do prumo, o copo derramado, os celulares vibrando freneticamente. — Com todos — respondeu. — Inclusive com os que desistiram aos quarenta e oito e voltaram a ter fé aos cinquenta. Em cada canto desse país continental, a pátria se defendeu em pequenas trincheiras. Em Sorriso, garanto que teve torcedor que ficou em pé durante todo o segundo tempo, achando que sentar seria traição à pátria. Em alguma casa de esquina, uma criança como a minha entendeu que o futebol é um curso intensivo de esperança, sofrimento e exagero. Nisso, João Ubaldo chamou a turma dele. Não me pergunte de onde saíram. Em Copa do Mundo e no coração de Mato Grosso, essas coisas simplesmente se materializam. Nelson Rodrigues surgiu de terno, dizendo que toda virada brasileira tem o dedo do Sobrenatural de Almeida e que a objetividade é uma doença importada. Armando Nogueira anotou que o passe de Bruno Guimarães parecia esculpido pelo vento. João Saldanha reclamou que a zaga estava frouxa, elogiou o ponta e brigou com o ventilador de teto. E Manoel de Barros, sentindo-se em casa na nossa vastidão, espiou a tela miudinha e decretou, manso: — O menino Martinelli chutou uma borboleta bem no canto do mundo. — E agora? — suspirei. — Agora vem o pior — disse Ubaldo. — A Noruega? — Não. A confiança. Ele tinha toda a razão. A confiança do brasileiro é um bicho perigoso. Pequena, ela nos protege das rasteiras da vida. Quando cresce demais, cega e derruba o dono. A vitória foi linda justamente porque foi encardida, suada, arrancada a fórceps e orações. Foi uma vitória que não admite salto alto. O Brasil mereceu, mas precisou espremer até a última gota de suor para dobrar o destino. E isso é fundamental. A Copa não premia só o talento de vitrine. Ela cobra humildade, pulmão e a capacidade de continuar correndo quando a razão já aconselha a assinar a rendição. Levantei-me para desligar a televisão. Ubaldo continuava no sofá, cercado por sua confraria fantástica, fazendo da minha sala um misto de arquibancada, mesa de bar e terreiro metafísico. Antes que o clique do controle encerrasse a magia, ele pontuou: — Não esqueça de escrever uma coisa. — O quê, mestre? — Que o Brasil não venceu apenas o Japão hoje. Venceu o relógio, o goleiro inspirado, a pressa e a própria tentação do desespero. E venceu porque, quando a luz parecia apagar, ainda tinha alguém disposto a correr, alguém disposto a passar e uma nação inteira disposta a empurrar a bola com a força do pensamento. Fiquei em silêncio. A Copa tinha me tirado dez anos de expectativa de vida e me devolvido outros vinte em adrenalina. O Brasil passou. Aos trancos, aos gritos, amparado pela mandinga, pelas estatísticas quebradas e pelo gol redentor no limite do tempo. Passou sendo o Brasil. E, convenhamos, quando o Brasil passa assim, a ferro, fogo e fé, a literatura e a emoção explicam muito mais do que a prancheta do treinador. Estaremos aqui, na mesma trincheira cívica de Sorriso, prontos para provar que a prancheta tática não tem a menor chance contra a mandinga. E que o Sobrenatural de Almeida já vá aquecendo à beira do campo. Afinal, a nossa maior tática sempre foi a paixão. E é por ela que, do céu, o velho lobo, Mário Jorge Lobo Zagallo, solta o grito: vocês terão que nos engolir! Que venha a Noruega ou a Costa do Marfim! Mostra a tua força, Brasil!
Fonte: Ministério Público MT – MT
Declaração Anual de Rebanho 2026: produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para atualizar cadastro
TCP registra alta e movimenta 690 mil TEUs no acumulado de 2026 em Paranaguá
Polícia Militar prende suspeito por tentativa de homicídio de mulher em Várzea Grande
Polícia Militar prende suspeito por tentativa de homicídio de mulher em Várzea Grande
Governador Otaviano Pivetta afirma que Estado vai manter combate à criminalidade com “mão pesada”
CUIABÁ
MATO GROSSO
Polícia Militar prende suspeito por tentativa de homicídio de mulher em Várzea Grande
Policiais militares do 2º Comando Regional prenderam um homem, de 22 anos, pelo crime de tentativa de homicídio, na manhã...
Governador Otaviano Pivetta afirma que Estado vai manter combate à criminalidade com “mão pesada”
O governador Otaviano Pivetta afirmou que o Estado vai manter o enfrentamento à criminalidade com “mão pesada” e reforçou que...
SES distribui vacina Pneumo 20 aos municípios de Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) recebeu 14.700 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente do Ministério da Saúde e...
POLÍCIA
Polícia Militar prende suspeito por tentativa de homicídio de mulher em Várzea Grande
Policiais militares do 2º Comando Regional prenderam um homem, de 22 anos, pelo crime de tentativa de homicídio, na manhã...
Polícia Militar prende dois suspeitos por tentativa de latrocínio em Sinop
Policiais militares do 11º Batalhão prenderam dois homens, de 26 e 52 anos, suspeitos por tentativa de roubo seguido de...
Governo de MT entrega 47 novas viaturas da Patrulha Maria da Penha e alcança 100% dos municípios
O Governo de Mato Grosso reforçou, nesta segunda-feira (30.6), o combate à violência doméstica com a entrega de 47 novas...
FAMOSOS
Isabelle Nogueira dá adeus ao posto de ‘cunhã-poranga’ após mais de uma década
Isabelle Nogueira se despediu oficialmente do posto de cunhã-poranga do Boi Garantido no domingo (29), durante a terceira e última...
Grávida, Sabrina Sato aposta em vestido soltinho para jogo do Brasil e Japão
Sabrina Sato, de 45 anos, revelou nas redes sociais para quem seria a sua torcida nas oitavas de final da...
Izabel Goulart posa em cenário paradisíaco nos Lençóis Maranhenses: ‘Paraíso’
A modelo Izabel Goulart, de 41 anos, desembarcou nos Lençóis Maranhenses ao lado do noivo, o goleiro alemão Kevin Trapp,...
ESPORTES
Brasil busca virada heroína e carimba vaga nas oitavas da Copa
A Seleção Brasileira garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer o Japão de virada por...
Brasil avança como líder e define confronto contra o Japão no mata-mata da Copa
A Seleção Brasileira confirmou o favoritismo e carimbou a vaga para a segunda fase da Copa do Mundo na liderança...
Dembélé brilha com hat-trick histórico e França vence a Noruega
O atacante Ousmane Dembélé foi o grande protagonista da vitória da França sobre a Noruega nesta sexta-feira, em partida válida...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
AGRONEGÓCIO7 dias agoPIB de Minas Gerais recua 0,5% no 1º trimestre de 2026 e acende alerta para desaceleração econômica, aponta FIEMG
-
Saúde6 dias agoMinistério da Saúde abre audiência pública para criação de teste portátil de diagnóstico de tuberculose
-
Lucas do Rio Verde4 dias agoConexão Família: Educação investe no fortalecimento das famílias de alunos atendidos pelo Programa Anjos da Escola
-
POLÍCIA6 dias agoPolícia Militar prende foragido da Justiça de Alagoas com três mandados de prisão em aberto




