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Encontro reúne mais de 500 pessoas de forma presencial e virtual

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Embora não exista no Brasil nenhuma pesquisa sobre a quantidade de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), estimativa feita com base em estudo realizado no ano passado nos Estados Unidos indica a existência de seis milhões de crianças com TEA no Brasil. Em Mato Grosso, seriam 10 mil crianças, mas esse número, conforme avaliação da médica neurologista infantil Paola Fadul Vianna da Cunha, pode ser ainda maior.

Nesta sexta-feira (26), na abertura do I Encontro do Ministério Público sobre Autismo e Inclusão, que contou com a participação de mais de 500 pessoas nas modalidades presencial e virtual, Paola Fadul proferiu palestra com o tema “Transtorno do Espectro Autista: do diagnóstico à intervenção”.

Segundo ela, o diagnóstico e a incidência do TEA têm sido crescentes. Explicou que isso se deve, principalmente, em razão das mudanças e ampliação dos critérios para diagnóstico e também pela facilidade de acesso à informação. A palestrante informou que não tem como falar em causas determinantes, mas que existem fatores de risco que podem interferir e justificar a existência do TEA.

Destacou que 97% dos casos estão ligados a questões de genética. A pessoa nasce com a patologia ou com uma pré-disposição a tê-la. Existem também outras questões que podem interferir, como o uso de drogas ilícitas durante a gravidez, idades paterna e materna avançadas, entre outras situações.

Assista aqui o evento.

I ENCONTRO – Na abertura solene do evento, o titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado, que no ato representou o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Júnior, falou sobre a importância do conhecimento e da inclusão. “É preciso você conhecer o TEA para trilhar novos caminhos nas escolas, no dia a dia junto com a sociedade e no relacionamento entre as pessoas. Estamos aqui com toda a rede de proteção para discutirmos formas de assegurarmos esta inclusão tão almejada”, afirmou.

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O corregedor-geral do MPMT, procurador de Justiça João Augusto Veras Gadelha, falou sobre a necessidade da democratização dos espaços e serviços para atendimento às pessoas autistas. Acrescentou ainda a importância do acesso à informação para eliminação do preconceito e efetivação da inclusão.

O coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) – Escola Institucional do MPMT, Antonio Sergio Cordeiro Piedade, ressaltou a necessidade da criação de um protocolo de atuação integrado entre todas as instituições para promoção da inclusão das pessoas com o transtorno do espectro autista.

Acrescentou ainda que o Ministério Público precisa ser resolutivo em favor da sociedade e que a unidade institucional fortalece a atuação na defesa da inclusão.

Também compuseram a mesa de honra do evento, a presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Daniele Crema da Rocha de Souza; a presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Jandira Socorro da Silva Andrade; e o presidente da APAE, Leonaldo Arruda Magalhães.

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A abertura contou com apresentação musical do estudante do terceiro semestre da Faculdade de Música da Universidade Federal de Mato Grosso Arthur Henrique (suporte 01 TEA). Ele é músico, pianista, compositor, cantor, desenhista e poliglota autodidata.

Programação: A programação do evento incluiu quatro painéis, divididos em dois blocos: autismo e saúde pela manhã e autismo e educação no período da tarde. O primeiro painel, com o tema “Transtorno do Espectro Autista: do diagnóstico à intervenção”, abordado pela médica neurologista infantil Paola Fadul Vianna da Cunha, teve como debatedores o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado e o promotor de Justiça Alexandre Balas.

Na sequência houve o painel “Direito à saúde da pessoa autista: uma análise completa”, ministrado pela advogada Carla Borges Bertin, com debates dos promotores de Justiça Wagner Cezar Fachone e Milton Mattos da Silveira Neto.

No período da tarde, às 14h, o tema “Atendimento educacional especializado na perspectiva inclusiva” será abordado pela promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, com debates dos promotores de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa e Miguel Slhessarenko Junior. O último painel será “A importância da família no desenvolvimento da pessoa autista”, com a promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach e debates dos promotores de Justiça Daniele Crema da Rocha de Souza e Henrique de Carvalho Pugliesi.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT articula ações para proteger meninas e mulheres indígenas

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Diante da grave situação de violência sexual contra uma menina indígena registrada na última semana em Barra do Garças, representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt) e do Governo do Estado se reuniram na terça-feira (5), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá. O encontro teve como objetivo discutir estratégias de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres indígenas.A reunião ocorreu no gabinete da procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino (CAO VD), e foi solicitada pela liderança do Departamento das Mulheres da Fepoimt, Maria Anarrory, diante da gravidade do caso ocorrido no município da região do Araguaia.Também participaram do encontro a analista assistente social do CAO VD, Renata Teixeira, e a assistente social da Secretaria Adjunta de Programas e Projetos Especiais e Atenção à Família da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (SAPPEAF/Setasc), Graciele Meira.A iniciativa buscou articular esforços institucionais para a construção de estratégias e ações integradas de prevenção e enfrentamento da violência contra meninas e mulheres indígenas, considerando as especificidades culturais, territoriais e sociais desses povos. O diálogo reforçou o compromisso das instituições com a proteção dos direitos humanos e com uma atuação sensível às realidades das comunidades indígenas.Durante a reunião, foi destacada a importância do fortalecimento da articulação interinstitucional, da escuta qualificada e do diálogo intercultural como caminhos essenciais para garantir o acesso das mulheres e meninas indígenas às políticas públicas, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social.Nesse contexto, o CAO VD tem realizado visitas técnicas e promovido diálogos institucionais com diversos órgãos e entidades, com foco na construção conjunta de estratégias e no enfrentamento da violência em suas múltiplas formas. Até o momento, já houve articulações com a SAPPEAF/Setasc, com a Fepoimt e com a representante indígena no âmbito do Poder Legislativo, reforçando a necessidade de ações coordenadas e permanentes.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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