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Depoimento especial precisa ser aprimorado em MT, defende palestrante

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Crianças e adolescentes vítimas de violência, sexuais ou não, aguardam em média sete anos para serem ouvidas em Mato Grosso. A demora na requisição da oitiva no âmbito penal foi um dos problemas apresentados pela juíza de Direito da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, Anna Paula Gomes de Freitas, no primeiro dia do 3º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado de Mato Grosso, nesta segunda-feira (27).

A magistrada ressaltou a importância da utilização de protocolos específicos que visem a proteção da criança e do adolescente, garantindo a credibilidade do relato ao assegurar o rigor técnico e a qualidade da prova coletada. “Precisamos avançar e mudar nossa abordagem em relação às crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência, sejam elas sexuais ou não. O Depoimento Especial em Mato Grosso precisa ser aprimorado para que possamos tornar a lei efetiva”, complementou.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, apresentados pela promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Nova Mutum, indicaram que o ano de 2021 registrou um número histórico de 75 mil ocorrências de vítimas de estupro no Brasil. Desse total, mais de 56 mil vítimas tinham entre zero e 14 anos.

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“Dado o crescimento exponencial, é um crime que precisa ser tratado de forma diferenciada. Nós, do Sistema de Justiça, não podemos permitir que a condução desses processos seja igual à dos demais. Trata-se de um crime que gera inúmeras consequências, e devemos evitar essa revitimização secundária com a utilização do Depoimento Especial”, destacou a promotora de Justiça.

A atuação integrada do Ministério Público para a efetiva defesa e proteção das crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, conforme estabelecido na Resolução Nº 287 do Conselho Nacional do Ministério Público, de 12 de março de 2024, foi amplamente debatida na palestra “Depoimento Especial”.

A preservação da integridade física e emocional das crianças e adolescentes que foram vítimas de violência esteve no centro das deliberações. Os debatedores Tiago Souza Nogueira de Abreu, juiz de Direito da Vara Especializada da Infância e Juventude de Várzea Grande, e Daniele Crema da Rocha Souza, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente da Capital, também defenderam a aplicação de técnicas adequadas para a coleta de depoimentos, a capacitação de profissionais especializados, a apresentação de protocolos e a criação de novos fluxos com o objetivo de respeitar a vítima e preservar a materialidade das provas.

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As deliberações defendidas durante as palestras foram encaminhadas para compor a Carta Compromisso em Prol da População Infantojuvenil, que será apresentada ao final do evento.

Fotos: Ednilson Aguiar | TJMT. 
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT fortalece defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+

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Garantir o respeito à diversidade e combater todas as formas de discriminação estão entre as atribuições do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). No dia 28 de junho, quando é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a instituição reforça seu compromisso com a defesa dessa população, atuando para assegurar direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, promover a cidadania, fiscalizar políticas públicas de inclusão e responsabilizar autores de práticas discriminatórias.A proteção desses direitos tem fundamento na Constituição Federal, que assegura a igualdade, a liberdade e a dignidade de todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza. Nos últimos anos, importantes avanços foram consolidados no campo da proteção à população LGBTQIAPN+, entre eles o reconhecimento da união estável e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, a possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil sem necessidade de cirurgia, a equiparação da homofobia e da transfobia ao crime de racismo e o fortalecimento das garantias de igualdade, inclusão e respeito à identidade de gênero em diferentes espaços sociais.Além disso, práticas como recusar atendimento, humilhar, constranger, excluir ou agredir alguém em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero são passíveis de responsabilização. Nesse contexto, o Ministério Público atua tanto na repressão quanto na prevenção de violações de direitos. A instituição recebe e apura denúncias de discriminação e violência, acompanha e fiscaliza a implementação de políticas públicas voltadas à inclusão social, promove a defesa dos direitos fundamentais e desenvolve ações educativas para conscientizar a população sobre a importância do respeito à diversidade e do combate à intolerância.As violações podem ocorrer em diferentes espaços da convivência social. Casos de discriminação são registrados em escolas e universidades, unidades de saúde, repartições públicas, ambientes de trabalho, estabelecimentos comerciais, espaços religiosos e também nas plataformas digitais. Em todas essas situações, o Ministério Público pode atuar para apurar os fatos, acolher e orientar as vítimas, promover a responsabilização dos envolvidos e adotar medidas destinadas à prevenção de novas violações.O MPMT reforça que vítimas e testemunhas de discriminação ou violência não devem permanecer em silêncio. A denúncia é uma ferramenta fundamental para a proteção de direitos e para o enfrentamento de práticas discriminatórias. Em situações de urgência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Para registrar denúncias, a população pode procurar a Ouvidoria do Ministério Público pelo telefone 127, pelos números de WhatsApp (65) 99271-0792 e (65) 99255-4681, ou ainda buscar a Promotoria de Justiça mais próxima.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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