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Após recurso do MPMT, ordem de prisão contra acusado é restabelecida

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A Justiça julgou procedente quatro recursos interpostos pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e restabeleceu a ordem de prisão proferida contra Edson Raimundo Rosas da Cruz Veras. Somente em Lucas do Rio Verde, ele responde a cinco ações penais por crimes contra a dignidade sexual de diversas vítimas.

De acordo com o promotor de Justiça Saulo Pires de Andrade Martins, o réu é conhecido como Mestre Veras. Eventuais informações sobre o seu paradeiro podem ser dirigidas à Polícia Judiciária Civil no 197 ou no (65) 98173-0394.

Segundo ele, o réu chegou a ser preso, mas no decorrer da instrução processual teve a prisão revogada. “O cumprimento da prisão preventiva é essencial para garantir a ordem pública em razão da gravidade dos crimes praticados, aliado ao risco concreto de reiteração delituosa e repercussão perante a sociedade”, argumentou.

O réu, conforme o promotor de Justiça, responde a vários processos por ilícitos sexuais contra vítimas distintas, incluindo violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável, praticados pelo acusado ao se aproveitar de sua condição de líder espiritual em um centro espírita.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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