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Aplicativo possibilita autoconhecimento e segurança digital aos jovens

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A pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, a organização não-governamental New School incluiu em seu aplicativo mais duas trilhas educacionais, uma sobre segurança digital e a outra sobre autoconhecimento por meio da comunicação não-violenta. O projeto, denominado “Protagonismo Juvenil”, foi desenvolvido com recursos na ordem de R$ 250 mil destinados pelo Banco de Projetos e Entidades do Ministério Público (Bapre). 

O aplicativo é gratuito (baixe aqui). Ao acessar, além de adquirir conhecimento, o usuário acumula “nozes” (pontos) e ainda pode ganhar prêmios. Em Chapada dos Guimarães e região, local em que o projeto foi executado, 25 mil jovens já foram impactados. 

Segundo o promotor de Justiça Leandro Volochko, a iniciativa foi desenvolvida com os alunos das escolas Coronel Rafael Siqueira e Ana Tereza Albernaz. O aplicativo da New School trabalha a Base Nacional Curricular da Favela (BNCF) que, por sua vez, é um recorte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Com uma linguagem acessível e partindo da realidade dos jovens do município, o projeto trabalhou também a autoestima dos alunos, despertando em cada participante o potencial de se tornar protagonista da sua jornada. 

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“Por meio do conteúdo produzido, os jovens foram estimulados a promover reflexões para mudança de comportamentos e hábitos, tornando-os seres questionadores, para que possam cada vez mais serem responsáveis por suas escolhas e seu destino. Trabalhamos fortemente a comunicação não-violenta para solução de conflitos”, ressaltou o promotor de Justiça.

Segundo ele, durante o projeto a equipe da ONG realizou visitas às escolas em Chapada dos Guimarães e as entregas foram materializadas com a apresentação de audiovisuais. Os vídeos foram produzidos pela New School com a participação dos alunos, que foram os atores. 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Plantonista de clínica terapêutica é denunciado por morte de paciente

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A 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá denunciou, na segunda-feira (6), O. R. de S. pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. Assinada pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, A a denúncia se refere à morte de Alessandro Sidinei Braga, paciente da Clínica Terapêutica Pró Vida, na capital, ocorrida em maio deste ano nas dependências da unidade. O denunciado, que atuava como plantonista da clínica, encontra-se atualmente custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE).De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Alessandro era dependente químico, diagnosticado com esquizofrenia, e estava acolhido na instituição para tratamento. Segundo as investigações, os pacientes com esquizofrenia e mais agitados ficavam trancados durante a noite em um cômodo conhecido como “quartão”, cuja chave ficava sob responsabilidade do plantonista.Na noite de 30 para 31 de maio de 2026, Alessandro apresentou comportamento agitado, com gritos, batidas na porta do quarto e pedidos por medicação para dormir. Em razão da situação, os demais internos acionaram o plantonista, que entrou no cômodo para contê-lo. Conforme a denúncia, O. R. de S. teria submetido a vítima a sucessivas agressões físicas, incluindo manobras de estrangulamento, além de tapas e chutes. Por volta das 3h, Alessandro voltou a demonstrar agitação. O plantonista então teria realizado nova contenção física, levando a vítima novamente à perda de consciência. Em seguida, ela foi amarrada com os braços para trás por meio de uma corda e permaneceu imobilizada durante a madrugada. As práticas de violência teriam sido presenciadas por outros internos que, além de pacientes da clínica, atuavam como “monitores” em apoio aos plantonistas.A denúncia sustenta ainda que, aproveitando-se da impossibilidade de reação da vítima, que já estava contida, o plantonista a matou por estrangulamento utilizando um cinto. O laudo de necropsia apontou que Alessandro morreu em decorrência de estrangulamento, que causou uma grave lesão interna na região do pescoço.De acordo com a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, o homicídio foi praticado por motivo fútil, em razão do comportamento alterado apresentado pela vítima durante a noite. A denúncia também atribui as qualificadoras de emprego de asfixia e de recurso que dificultou a defesa da vítima, que estava imobilizada no momento da ação.O denunciado foi acusado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual, com incidência das agravantes relacionadas à violação do dever inerente ao ofício e ao fato de o crime ter sido praticado contra pessoa enferma. Os delitos foram denunciados em concurso material e com as implicações da Lei dos Crimes Hediondos.Simulação de suicídio – Na denúncia, o Ministério Público relatou ainda que, na manhã seguinte do crime, o denunciado informou aos funcionários da clínica ter encontrado Alessandro em uma situação compatível com suicídio por enforcamento. Entretanto, as investigações apontaram que a cena teria sido alterada para sustentar essa versão. O laudo pericial concluiu que os vestígios identificados não davam suporte técnico à hipótese de suicídio, destacando a existência de sinais de contenção física e alterações na disposição original dos elementos presentes no ambiente.Irregularidades na clínica – Durante as investigações, o proprietário da clínica foi intimado a apresentar documentos como livros de ocorrência, receitas médicas, escalas de serviço, relação de pacientes e contratos de profissionais responsáveis pelo atendimento. Conforme a denúncia, os documentos não foram apresentados.Além disso, relatório elaborado pela Vigilância Sanitária identificou 60 irregularidades no estabelecimento. O documento aponta que a clínica operava em desacordo com as normas sanitárias vigentes, apresentava deficiência de profissionais e oferecia condições consideradas inadequadas para a assistência e segurança dos residentes.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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