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Abertura de curso sobre Tribunal do Júri reúne mais de 200 participantes

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A abertura e a aula inaugural do curso de extensão “Tribunal do Júri: Perspectivas e Desafios” contaram com a participação de mais de 200 membros do Ministério Público brasileiro, na manhã desta sexta-feira (29), via plataforma Microsoft Teams. O evento marcou o início do Curso de Extensão promovido com o objetivo de discutir, analisar e debater a atuação ministerial no Tribunal do Júri, bem como estimular o intercâmbio de conhecimento visando o aprimoramento da atuação em plenário. 

Representando o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o subprocurador-geral de Justiça Jurídico e Institucional, Marcelo Ferra de Carvalho, destacou a importância do evento para o Ministério Público brasileiro. “O júri é uma das nossas vitrines e, ao mesmo tempo, uma área de muita preocupação em razão da dificuldade de provimento de algumas promotorias com atribuição para o Tribunal do Júri pelo país”, observou, lembrando que os cursos de extensão sobre o tema estão entre mais procurados, notados e prestigiados. 

“O desafio é fazer com que os membros atuem nas promotorias de Justiça que têm atribuição do júri com a mesma vontade que demonstram por estudar e debater a matéria. Não basta gostar de falar sobre júri, debater sobre o júri, se não tiver essa mesma vontade de atuar perante o Tribunal do Júri. Que cursos como esse sirvam não só para aprendizado, mas para estímulo, que os promotores de Justiça se animem a atuar também nas nossas tribunas e representar bem o nosso Ministério Público perante a sociedade”, argumentou.

O presidente da Unidade Nacional de Capacitação do Ministério Público do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), conselheiro Daniel Cárnio Costa, disse se sentir prestigiado por participar da abertura de um curso dessa qualidade. Contou que, no início da carreira, atuou por dois anos como estagiário do Ministério Público de São Paulo no Tribunal do Júri. “Aprendi muito sobre o Tribunal do Júri e aprendi a amar essa matéria e admirar a atuação do Ministério Público no plenário e na defesa da vida. Então fico muito feliz de estar aqui representando a unidade nacional de capacitação e de dar apoio institucional a mais um programa de formação”, assinalou. 

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O coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Antonio Sergio Cordeiro Piedade, agradeceu à administração superior do MPMT pela autonomia pedagógica concedida ao Ceaf e pelo apoio na realização de eventos como o de hoje. “Este evento conta ainda com a colaboração de todos os colegas promotores de Justiça do Ministério Público brasileiro, que se uniram e somaram esforços para que realizássemos esse curso de extensão”, apontou. 

O promotor de Justiça também reforçou o papel do júri para o exercício da cidadania e da democracia. “Mais do que nunca, o Ministério Público precisa ter consciência de que é defensor da vida, da vítima e da sociedade no Tribunal do Júri. Hoje é um dia importante e certamente a partir desse curso de extensão colheremos frutos para uma atuação mais abalizada, consistente e com unidade institucional”, acrescentou. 

Sobre o curso – O curso terá 12 módulos mensais, carga horária total de 40 horas e será realizado na modalidade virtual síncrona (ao vivo). Nesta sexta, foram abordados três temas. A promotora de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) Simone Sibilio do Nascimento falou sobre “Tribunal do Júri e Crime Organizado”. O promotor de Justiça do MPMT Samuel Frungilo abordou “O silêncio parcial do réu e seus reflexos no Tribunal do Júri”. E o promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) Claudio Maia de Barros expôs a respeito de “A preparação para o plenário: estratégias da denúncia e os artigos 422 e 479 do CPP”. 

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Os promotores de Justiça do MPMT Marcelle Rodrigues da Costa e Faria e César Danilo Ribeiro de Novais mediaram os trabalhos. “É uma alegria poder celebrar esse curso de extensão, especialmente com palestrantes que têm muito a nos ensinar em relação à atuação no Júri”, consignou Marcelle Faria. “Sabemos que o DNA do Ministério Público Mundial é a sua atuação criminal. Todas as áreas são importantes, evidentemente, mas o a espinha dorsal da instituição é a titularidade da ação penal. E quando falamos disso, sabemos que o ponto culminante é a nossa atuação ostensiva no Tribunal do Júri, em que temos a oportunidade de defender a vida, a liberdade e a justiça”, apontou César Danilo Novais. 

A iniciativa é da Escola Institucional do MPMT, em parceria com a Confraria do Júri – Associação dos Promotores do Júri, do Centro de Apoio Operacional (CAOP), do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Júri. E tem apoio do Colégio de Diretores de Escolas e Centros de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional dos Ministérios Públicos do Brasil (CDEMP) e da Unidade Nacional de Capacitação do Ministério Público do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT participa de lançamento de Rede Nacional de Observatórios

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O Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), participou do Lançamento da Rede Nacional de Observatórios das Mulheres e do II Encontro Nacional de Observatórios das Mulheres, realizados nos dias 1º e 2 de julho, na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília (DF). O evento reuniu representantes de observatórios, universidades, centros de pesquisa, instituições públicas, fundações, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para discutir estratégias de fortalecimento da produção e do uso de dados na formulação de políticas públicas para as mulheres.Representando o MPMT, a promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Observatório Caliandra, integrou a mesa temática “Estratégias para Expansão da Rede de Observatórios”, na qual apresentou a experiência de Mato Grosso na implantação e consolidação do Observatório. Durante o painel, destacou as principais boas práticas desenvolvidas pela instituição, especialmente a articulação interinstitucional para qualificar a produção de dados e a disponibilização de informações por meio de painéis públicos que ampliam a transparência das estatísticas sobre feminicídios e outras formas de violência contra as mulheres, além de um Quiz que sinaliza comportamentos abusivos, canais de denúncias e serviços. A promotora destacou que a criação do Observatório Caliandra surgiu de uma necessidade interna de reunir informações dispersas e transformá-las em conhecimento capaz de subsidiar políticas públicas e ampliar o controle social sobre a violência de gênero.“O Observatório surgiu da necessidade de concentrar os dados sobre feminicídios e dar transparência a essa violência para toda a sociedade. Esse também é um desafio da Rede Nacional. No início, enfrentamos dificuldades que foram superadas por meio de parcerias institucionais. Formalizamos termos de cooperação com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e com a Polícia Civil para garantir acesso às bases de dados e estamos em tratativas com a Federação das Indústrias de Mato Grosso para incorporar informações sobre qualificação profissional e vagas de emprego. Essa integração é essencial para a sustentabilidade dos observatórios e para o fortalecimento das políticas públicas”, afirmou Claire Vogel Dutra.A mesa foi mediada pela coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal, Maria Tereza Firmino Prado Mouro, e contou com representantes do Observatório da Mulher de Teresina, do OBSERVA Minas, do Observatório de Gênero e Diversidade na América Latina (UNILA) e do Observatório da Mulher Piauiense.Na abertura dos debates, Maria Tereza destacou que a constituição da Rede Nacional representa um passo importante para fortalecer a atuação dos observatórios em todo o país.“Este é um momento para conhecermos de perto os observatórios, promover o alinhamento dos trabalhos e fortalecer essas iniciativas para que sejam sustentáveis e cumpram seu papel de produzir conhecimento e subsidiar políticas públicas para as mulheres”, ressaltou.A Rede Nacional de Observatórios das Mulheres tem como objetivo fortalecer a cooperação entre instituições que produzem e analisam dados sobre a realidade das mulheres brasileiras, promovendo o intercâmbio de metodologias, experiências e informações. A iniciativa busca qualificar a produção de conhecimento, ampliar a transparência das informações e subsidiar a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento das violências de gênero e à promoção da igualdade.Atualmente integram a rede 75 observatórios distribuídos em 17 unidades da federação. A participação do Observatório Caliandra no encontro nacional reafirma o protagonismo do Ministério Público de Mato Grosso na produção de dados qualificados sobre violência contra as mulheres e no desenvolvimento de ferramentas que fortalecem a transparência, ofertas de serviços, canais de denúncias, controle social e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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