Mato Grosso

Vistoria técnica da Defesa Civil estadual mapeia áreas de risco em São José dos Quatro Marcos

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A Defesa Civil de Mato Grosso realizou, entre os dias 23 e 27 de fevereiro, o mapeamento técnico das áreas de risco no município de São José dos Quatro Marcos (a 310 km de Cuiabá).

A vistoria técnica foi realizada pela equipe da Coordenadoria de Gestão de Riscos da Defesa Civil estadual, em parceria com a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, com objetivo de identificar as áreas mais vulneráveis e subsidiar o planejamento de ações preventivas.

A atividade envolveu reuniões de alinhamento com representantes do Município, levantamento do histórico de ocorrências e entrevistas com moradores. Também foram realizadas vistorias em campo, com apoio de tecnologias como imagens de satélite, drones e sistemas georreferenciados, análises geotécnicas

O mapeamento das áreas de risco também envolve a análise da vulnerabilidade do município e avaliação da capacidade de resposta em caso de desastres.

Ao todo, foram identificados quatro setores com algum tipo de vulnerabilidade, sendo principalmente risco de alagamentos e inundações.

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O relatório final com as informações técnicas mapeadas será entregue ao município para fortalecer a gestão de riscos e subsidiar as ações preventivas a fim de minimizar os impactos para a população.

Semana de Defesa Civil

O mapeamento das áreas de risco em São José dos Quatro Marcos fez parte da semana de ações promovida pela Defesa Civil estadual, realizada em apoio ao município.

A programação incluiu também os cursos de Radiocomunicação em Desastres e de formação de voluntários, reuniões estratégicas com a Prefeitura, ações educativas e apresentação do plano de trabalho para elaboração do Plano de Contingência do município.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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