Mato Grosso
Virginia Mendes: Uma Entrevista Poderosa Sobre suas Iniciativas Transformadoras na Luta Contra a Violência Doméstica
Publicado em
14 de agosto de 2023por
Da Redação
Agosto Lilás
Nesta entrevista exclusiva concedida ao site Cenário News, Virginia Mendes, a Primeira Dama de Mato Grosso, traz à tona a essencial batalha contra a violência doméstica. Com uma visão clara e determinada, Virginia compartilha suas iniciativas transformadoras que estão redefinindo o cenário das mulheres em seu estado. Através da conscientização e empoderamento, ela lidera com o intuito de criar um futuro mais seguro e igualitário para as mulheres de Mato Grosso. Seu legado é um testemunho inspirador de como a liderança comprometida pode moldar positivamente a sociedade.
Confira
Cenário News – Como a violência doméstica afeta a sociedade como um todo e por que você decidiu focar seus esforços nessa questão?
VM – A violência doméstica é um problema universal que atinge pessoas em todas as classes sociais, ao meu ver o maior obstáculo que enfrentamos são as leis fragilizadas em nosso país, melhor dizendo ultrapassadas. É necessário leis mais duras, não é possível que a violência doméstica seja tratada com precedentes de crimes comuns. Eu acho que defender as mulheres em situação de violência não é uma questão de escolha, mas sim de obrigação para todo cidadão de bem. Então, posso dizer com toda certeza, eu não vou parar de me posicionar sobre esse assunto, quero ser a voz das mulheres que estão passando por momentos ruins, que estão suportando diferentes tipos de violência pelo fato do agressor mesmo com as leis ainda estar numa situação confortável. Isso é inadmissível.
Cenário News – Quais são as principais iniciativas que você tem liderado para combater a violência doméstica em Mato Grosso?
VM – Digamos que eu sou apenas uma porta voz, acho melhor falar dessa forma. Hoje em nosso estado nós temos um diferencial de outros, temos a maioria de mulheres em posições importantes no judiciário, na Polícia Civil, na OAB, e outras. Então temos uma rede de apoio, e foi com essa união de esforços que conseguimos conquistar alguns mecanismos e ferramentas para o combate da violência doméstica. Nós temos a Delegacia da Mulher 24 Horas, onde tive a honra de receber o projeto da desembargadora Maria Erotides, não foi fácil, mas conseguimos tornar realidade. O Governo do Estado tem nos apoiado em todas as ações, à exemplo da grande conquista do programa SER Família Mulher com o auxílio moradia de R$ 600 às mulheres vítimas de violência doméstica com medida protetiva conforme a Lei nº 11.340/2006, gerenciado pela Setasc, além do auxílio o acompanhamento familiar, e a qualificação profissional que é uma condição para a beneficiária ter acesso ao benefício, e todos os recursos disponíveis por meio da rede de apoio às vítimas.
Cenário News – Quais são os maiores desafios que as vítimas de violência doméstica enfrentam ao buscar ajuda e como você está trabalhando para superá-los?
VM – O primeiro desafio é o próprio medo que ela enfrenta, outro ponto crucial é a dependência financeira, esse ainda pesa mais quando envolvem filhos. Tenho constantemente mostrado a essas mulheres que elas não estão sozinhas, que elas não precisam se calar diante da violência e permanecer perto do agressor, e tenho cobrado dos parlamentares federais que eles pensem em leis mais duras para que o agressor se sinta fortemente inibido de avançar contra a vida de uma mulher, não podemos deixar que as notícias sobre feminicídio e dos dados sejam apenas estatísticos, precisamos avançar em nossas leis. É dolorido saber que crianças e jovens ficaram órfãos por decorrência de violência doméstica. E sobre a dependência financeira, o programa SER Família Mulher foi pensado justamente para encorajar a mulher a sair de perto do agressor, o valor de R$ 600 pode parecer pouco, mas é o começo, além de toda segurança que ela terá.
Cenário News – Como a sua experiência pessoal influenciou sua paixão por ajudar as vítimas de violência doméstica e criar programas para enfrentar esse problema?
VM – Olha não posso dizer que é uma experiência porque eu nunca passei por qualquer situação de violência, na verdade eu acho impossível a gente mensurar a dor e o sofrimento de uma vítima. Quero ressaltar que além da dor física a psicológica também é algo que gera muito sofrimento. De verdade, acho que não podemos dizer que ajudar as vítimas é uma paixão, não podemos falar dessa forma, eu queria pensar em outros projetos para as mulheres, mas infelizmente a violência doméstica é algo que não podemos fazer vistas grossas, meu sonho é que esse ciclo de violência acabe, é que antes de qualquer agressor pensar em avançar contra uma mulher ele possa avaliar as consequências e de uma vez por todas dar às mulheres o respeito que elas realmente merecem.
Cenário News – Quais são os principais aspectos do programa “Ser Família Mulher” que você acredita que têm um impacto positivo na vida das vítimas de violência doméstica?
VM – Além do auxílio financeiro existe uma rede integrada de proteção a mulher com Assistência Social; Justiça; Segurança Pública e Saúde. Porém, o principal aspecto é do encorajamento que o programa proporciona às vítimas com pessoas capacitadas para orientar. Quero lembrar que é muito importante na primeira tentativa de agressão fazer a denúncia, se não puder ir pessoalmente ligue no 180, mas não deixe a primeira vez se tornar o início de uma rotina de violência.
Cenário News – Além do apoio direto às vítimas, quais outras estratégias estão sendo implementadas para prevenir a violência doméstica em Mato Grosso?
VM – Vou destacar o que já foi implementado. Na Secretaria de Estado de Segurança Pública temos o Gabinete de Gestão Integrada com a Câmara Temática da Mulher articulados com outros órgãos do Governo do Estado juntamente com uma grande rede composta pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso; Defensoria Pública de MT; Ministério Público do MT; temos a disposição das mulheres a Delegacia 24 Horas; aplicativos disponíveis as vítimas de violência sob medida protetiva com o botão do pânico; a Polícia Civil também disponibilizou o aplicativo para o celular S.O.S Mulher um socorro na palma da mão; a Polícia Militar com a Patrulha Maria da Penha; a Politec reformou um espaço chamado Sala Lilás, que tenho a honra de ser madrinha, com um espaço adequado para atender às vítimas de violência doméstica, com espaço especial para as crianças; e o programa MT Vigia uma ferramenta moderna de videomonitoramento que também é um grande avanço no combate aos crimes incluindo a violência doméstica. Enfim, existem investimentos de amparo e prevenção, e toda a união de esforços da sociedade é imprescindível para o sucesso ao combate à violência doméstica.
Cenário News – Como você enxerga a importância da conscientização e da educação para mudar a cultura que perpetua a violência doméstica?
VM – Eu acredito que é preciso tratar desse assunto com mais frequência, porque a violência contra a mulher é mais presente do que imaginamos. Diariamente mulheres, jovens e meninas são submetidos a algum tipo de violência em MT, no Brasil e no Mundo, esse é um assunto macro. Então é necessário incluir essa pauta com mais frequência conscientizando a população que tanto o homem quanto a mulher têm papéis importantes na sociedade. O homem precisa aceitar que quando um relacionamento termina cada um deve seguir seu caminho. Infelizmente e isso é histórico, a sociedade foi estabelecida de maneira machista, e não estou falando isso por um discurso feminista, longe de mim. É necessário e fundamental desnaturalizar essa herança que muitos homens carregam para construir uma cultura de respeito e dignidade. Em casa precisamos conversar com nossos filhos, mostrar para eles que ser educado e gentil é parte do caráter. A nossa cultura com relação a aceitação das mulheres precisa mudar urgente, os homens precisam participar desse debate também, isso é assunto para eles. Precisamos nos debruçar sobre as causas, sobre as raízes culturais da violência.
Cenário News – Quais são os passos que você está dando nesse sentido?
VM – Tenho constantemente falado sobre esse assunto, e graças a Deus posso contar com o apoio de muitas mulheres comprometidas com essa luta, digamos que trazer a discussão para o centro dos debates é o primeiro e mais importante passo. É preciso mais que auxílios, é preciso leis mais duras em nosso país, senão qualquer inciativa será em vão, e amanhã ou depois os infratores estarão em liberdade e as vítimas mortas como estamos vendo acontecer.
Cenário News – Mato Grosso é um estado vasto e diverso. Como você lida com os desafios de abordar a violência doméstica em áreas urbanas e rurais?
VM – Por meio da Setasc nós desenvolvemos um cronograma de ações que leva atendimento ao interior do estado e nas zonas rurais com o Ônibus Lilás, que faz parte do programa SER Família Mulher, são ministradas palestras, atividades de motivacionais e atendimento psicossocial, essa foi a maneira que encontramos para nos aproximar mais da população.
Cenário News – Quais são as principais parcerias e colaborações que você tem buscado para fortalecer a luta contra a violência doméstica em Mato Grosso?
VM – Olha posso dizer que sou uma pessoa muito abençoada, porque as pessoas têm vindo até mim, pedem para apoiar as causas e isso é maravilhoso. Quero aproveitar para destacar a amizade e o apoio da vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Erotides por tudo o que ela me ensinou até hoje, ela me encorajou nessa missão e nosso primeiro desafio juntas foi a implantação da Delegacia da Mulher 24 Horas, não foi fácil, mas conseguimos. A OAB, o MPMT, a Defensoria Pública, a PJC, a PM, o Corpo de Bombeiros, o TRE-MT, a Secretaria de Estado de Saúde, é muita gente envolvida, e claro toda a sociedade organizada melhor dizendo, e que quiser arregaçar as mangas e vir para essa luta vamos receber com o maior prazer.
Cenário News – Como você imagina o futuro no que diz respeito à redução da violência doméstica em Mato Grosso? Quais são os objetivos a longo prazo que você espera alcançar através de suas iniciativas?
VM – Espero que as sementes que estamos plantando, digo estamos, porque não faço nada sozinha, germine e dê bons frutos. Sobre a redução da violência doméstica não apenas no MT, mas em todo o país, vamos precisar da boa vontade e do compromisso do Congresso Nacional, lá que as leis são criadas e precisamos de leis firmes e duras, a ponto do agressor pensar, mas pensar mesmo antes de partir para a violência. E espero que sejam leis severas para todos os crimes, porque a sociedade está cansada de viver a impunidade.
Cenário News – Como você avalia o papel do poder judiciário de Mato Grosso nas ações conjuntas com o governo do estado em prol do combate ao feminicídio?
VM – Nós temos total apoio do judiciário no combate ao feminicídio. Eles têm contribuído com campanhas extremamente importantes, à exemplo da campanha Quebre o Ciclo, que ressalta a importância da denúncia para romper o ciclo da violência doméstica e familiar contra a mulher e preservar a vida de mulheres que poderiam vir a serem vítimas de feminicídio; a Medida Protetiva On-line, dentre outras ações e apoio que o judiciário dispõe, temos um ótimo alinhamento em prol das vítimas de violência doméstica e feminicídio.
EM RESUMO
A entrevista com a Primeira Dama, Virginia Mendes, oferece um olhar profundo sobre a mente e o comprometimento de uma líder apaixonada em construir um futuro mais esperançoso para as mulheres do estado de Mato Grosso.
Créditos
Foto: Jana Pessoa
Mato Grosso
Polícia Civil cumpre mandados de prisão contra investigados por estupro de vulnerável em Cuiabá
Published
2 horas agoon
18 de maio de 2026By
Da Redação
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (18.5), a Operação Marco Zero, para cumprir ordens judiciais contra investigados pelo crime de estupro de vulnerável. A ação foi deflagrada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Brasil.
Na operação, são cumpridos 18 mandados de prisão preventiva expedidos pela 14ª Vara Criminal, após análise e parecer favorável da 27ª Promotoria Criminal, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica).
Os mandados são cumpridos em Cuiabá, além de alvos localizados nos estados de Pernambuco e Mato Grosso do Sul. A ação se consolida como a maior da Região Metropolitana de Cuiabá em número de prisões preventivas cumpridas relacionadas a crimes de abuso sexual infantojuvenil.
O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio da Diretoria Metropolitana, da Diretoria Regional de Cuiabá, da Diretoria Regional de Várzea Grande, da Diretoria de Atividades Especiais e da Coordenadoria de Enfrentamento ao Crime Organizado (Cecor), além de unidades policiais dos estados de Pernambuco e Mato Grosso do Sul, por meio da DPCA de Recife (PE) e do GOI de Campo Grande (MS), que atuam no cumprimento simultâneo das ordens judiciais.
Segundo o delegado titular da Deddica, Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, as investigações reuniram elementos robustos que subsidiaram os pedidos de prisão preventiva ao Poder Judiciário, demonstrando a gravidade dos crimes apurados e a necessidade de resguardar as vítimas, bem como garantir a aplicação da lei penal.
“O trabalho da Polícia Civil no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes é prioridade absoluta, destacando a importância da denúncia e da atuação integrada da rede de proteção”, destacou o delegado.
Nome da operação
A operação foi denominada “Marco Zero” por representar um momento histórico para a Deddica, sendo a primeira grande ação, com elevado número de prisões preventivas de abusadores, desenvolvida a partir de investigações conduzidas integralmente pela própria unidade especializada.
O enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes é prioridade permanente da instituição, reforçando a importância da denúncia e da atuação integrada da rede de proteção.
Maio Laranja
Integrando as ações da Campanha Maio Laranja, a ofensiva ocorre na data em que é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi escolhida em memória ao caso de Araceli Crespo, sequestrada, violentada e cruelmente assassinada em 18 de maio de 1973, em Vitória (ES), quando tinha apenas 8 anos de idade.
Fonte: Governo MT – MT
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