Tribunal de Justiça de MT

Vara da Infância e Juventude de Rondonópolis e parceiros promovem campanha Opção Pela Vida!

Publicado em

A Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis, juntamente com a Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, a 1ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), a Justiça Comunitária e demais membros da sociedade civil organizada, realizarão, a partir desta terça-feira (12), a campanha “Opção Pela Vida!”, em alusão ao Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção ao suicídio.
 
A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a valorização da vida entre adolescentes, envolvendo a comunidade escolar do ensino médio, como professores e diretores de 12 escolas estaduais e militares, especialmente os estudantes participantes de grêmios estudantis, além de adolescentes do sexo masculino em cumprimento de medida socioeducativa em meio fechado e conselheiros tutelares.
 
A abertura do evento será nesta terça-feira (12), às 19 horas, no auditório da 1ª Subseção da OAB-MT, com palestra do médico psiquiatra Bruno Lodi e apresentação artística do projeto Tocando em Frente.
 
O evento se estenderá até a sexta-feira (15), no mesmo local, com a realização de palestras proferidas por psicólogo e psiquiatra, e rodas de conversa. Em cada encontro, serão distribuídos panfletos com informações sobre onde procurar ajuda psicológica e mensagens motivadoras, que poderão ser compartilhados com os demais membros de cada unidade escolar. O encerramento da campanha será no dia 23 de setembro, a partir das 8 horas, com uma caminhada entre a Praça do Carreiro até a Praça Brasil, no Centro de Rondonópolis.
 
 
De acordo com a juíza Maria das Graças Gomes da Costa, da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis, os profissionais convidados a palestrar terão como foco da mensagem a necessidade do diálogo entre adolescentes e pessoas de seu convívio, visando uma cultura de paz e não violência. “Teremos duas palestras com psicólogo e psiquiatra. Serão profissionais diferentes em cada noite, sempre trabalhando o respeito à diversidade, a não rivalidade e a comunicação atual pelas redes sociais e a falta de comunicação que nós estamos vivenciando com os nossos jovens, o que faz com que eles não falem sobre os seus sentimentos e acabem optando por outra via, que não seja essa que nós estamos propondo, que é a opção pela vida”, explica.
 
Setembro Amarelo – A campanha surgiu no Brasil, a partir da campanha criada em 2015, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), com o objetivo de promover o debate sobre esse assunto que foi tido como tabu na sociedade. 
 
Ano a ano, essa iniciativa vem ganhando força e, neste ano, a campanha da ABP escolheu como lema “Se precisar, peça ajuda!”. O objetivo é chamar a atenção para a importância de conversar sem estigmas sobre o assunto e a busca por ajuda nos momentos difíceis e de crise.
 
Programação
 
Abertura: 
Data: 12/09 – 19h 
Local: Auditório da OAB/MT – 1ª Subseção – Rua Barão do Rio Branco, 2650, Jardim Santa Marta
Palestrante: Dr. Bruno Lodi  
Público-alvo: Diretores e professores do ensino médio, conselheiros tutelares
Apresentação artística: Projeto Tocando em Frente – Prof. Valdik Arantes  
 
1º Encontro com a Juventude Estudantil:
Data: 13/09 – 19h
Local: Auditório da OAB/MT – 1ª Subseção – Rua Barão do Rio Branco, 2650, Jardim Santa Marta
Palestrante: George André Silva Ribeiro
Público-alvo: Alunos do ensino médio do Estado e socioeducandos do CASE/ROO 
Apresentação artística: Maria Clara (Diretoria Regional de Educação – D.R.E.)  
 
2º Encontro com a Juventude Estudantil 
Data: 14/09 – 19h 
Local: Auditório da OAB/MT – 1ª Subseção – Rua Barão do Rio Branco, 2650, Jardim Santa Marta
Palestrante: Tatiane Marques 
Público-alvo: Alunos do ensino médio do Estado e socioeducandos do CASE/ROO 
Apresentação artística: Grupo Reluz 
 
3º Encontro com a Juventude Estudantil 
Data: 15/09 – 19h 
Local: Auditório da OAB/MT – 1ª Subseção – Rua Barão do Rio Branco, 2650, Jardim Santa Marta
Palestrante: Maionara, psicóloga da DRE e  Sandra, assistente social da DRE 
Público-alvo: Alunos do ensino médio do Estado e socioeducandos do CASE/ROO 
Apresentação artística: Maria Clara (D.R.E) 
 
Encerramento – Caminhada no Centro da cidade
Data: 23/09 – 8h
Trajeto: Praça do Carreiro até a Praça Brasil 
Público alvo: Estudantes de toda a rede estadual de ensino e público em geral
Apresentação artística: Projeto Tocando em Frente – Prof. Valdik Arantes; e apresentações de entidades esportivas.
  
Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem: Imagem na vertical com a logomarca da campanha “Opção Pela Vida!” escrita em caixa alta na cor amarela com fundo preto e o laço amarelo. Ao lado, a frase “No meio do caos há sempre uma oportunidade” Sun Tzu e, no canto inferior direito, em tamanho menor, a logomarca da campanha Setembro Amarelo, escrito nas cores preto e amarelo e com o laço amarelo ao lado.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Curso de Formação debate precedentes, meio ambiente, direito agrário e combate a demandas abusivas

Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Published

on

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  Traficantes são presos em flagrante no centro de Rondonópolis

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Justiça Itinerante transforma histórias com acordos rápidos e facilidade de acesso

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA