Tribunal de Justiça de MT

Vara da Infância e Juventude de Rondonópolis e parceiros doam mais de 2 mil quilos de alimentos

Publicado em

A Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis, cuja titular é a juíza Maria das Graças Gomes da Costa, juntamente com o Rotary Clube Comunidade, Carmed, Unimed, supermercados Comper e Tropical, Sementes Girassol, COFCO International e outros parceiros, entregaram, na semana do Natal, 136 cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica, que têm crianças e adolescentes atendidos pela Justiça estadual. A quantidade de cestas é equivalente a 2.014 quilos de alimentos não perecíveis, que foram arrecadados ao longo do mês de dezembro, a partir do programa “Opção Pela Vida”.
 
Colocando em prática a solidariedade que permeia as pessoas no período natalino, a entrega das cestas básicas beneficiou famílias em vulnerabilidade social e financeira, cujas crianças e adolescentes são atendidos pela Casa Abrigo ou estão internos no centro socioeducativo daquele município.
 
“A Vara da Infância, junto com o Rotary Clube Comunidade de Rondonópolis, conseguiu dentro daquele grande programa que é o Opção Pela Vida, arrecadar cestas básicas. E graças a Deus, com a parceria de vários empresários, a gente conseguiu essa arrecadação de 2 mil quilos de alimentos, 136 cestas completas. E nós fizemos as entregas, inclusive no centro socioeducativo para que meninos da nossa cidade, cujas famílias são vulneráveis financeiramente, ao visitarem seus filhos, levem para casa uma cesta. Também entregamos na Casa Abrigo, que atende famílias acompanhadas pela Vara e que têm crianças e adolescentes em vulnerabilidade social”, explica a juíza Maria das Graças.
 
A campanha solidária arrecadou alimentos como arroz, feijão, açúcar, café, macarrão, óleo de soja, achocolatado, bolacha, bombons, flocos de milho, extrato de tomate, fubá, goiabada, leite, leite em pó, panetone, refrigerante, sal, suco, temperos, torrada, farinha de trigo, farinha de mandioca e sardinha enlatada.
 
Opção Pela Vida – O programa teve início em setembro deste ano, com a realização de um ciclo de palestras em alusão ao Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, para centenas de adolescentes estudantes de escolas estaduais e internos do centro socioeducativo, além de uma passeata, que levou mais de 500 pessoas a percorrerem as ruas do centro de Rondonópolis. Os participantes e empresários parceiros também foram convidados a doar alimentos não perecíveis.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Foto em plano aberto no pátio do centro socioeducativo que mostra um carrinho carregado com cerca de 10 cestas básicas e, atrás do carrinho, em pé, a juíza Maria das Graças, representante do Rotary Clube, dois policiais penais e um adolescente usando uniforme escolar.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  2ª Corrida da Justiça e Cidadania reúne esporte e solidariedade em Rondonópolis

Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Palestra no Detran-MT reforça combate à violência contra a mulher

Published

on

Plateia acompanha palestra sentada, de costas para a câmera. Ao fundo, telão exibe dados sobre feminicídio em Mato Grosso e palestrante fala ao microfone no púlpito.Controle do celular, ciúme excessivo, humilhações, isolamento e desvalorização. Antes de chegar à agressão física, a violência contra a mulher pode se manifestar de diversas formas, muitas vezes normalizadas pela sociedade. Foi a partir dessa reflexão que a juíza Tatyana Lopes, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá, conduziu a palestra “Mulheres e Direitos: Construindo uma História de Respeito e Parceria”, realizada nesta quinta-feira (23) no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT).
Promovido pela Coordenadoria de Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com o Detran-MT, o encontro reuniu servidoras e servidores para discutir os direitos das mulheres, as desigualdades históricas entre homens e mulheres e as diferentes formas de violência. A iniciativa foi realizada pela primeira vez no órgão e buscou sensibilizar os participantes para a importância do acolhimento e do respeito no atendimento ao público. “Precisamos entender um pouco da história das desigualdades que existem entre homens e mulheres para compreender por que nós ainda temos tanta violência. A violência não começa com uma agressão física. Ela nasce nas palavras, no controle, na humilhação e na desvalorização”, explicou a magistrada.
Durante a palestra, Tatyana destacou que a violência contra a mulher é um problema cultural e coletivo, que não será solucionado apenas com o aumento das penas aos agressores.Mulher de cabelos escuros, blusa vinho, fala ao microfone. Ao fundo, telão exibe slide sobre violência doméstica, com o título Para ela, a mudança precisa começar na educação e na construção de relações baseadas no respeito e na igualdade. “Enquanto houver essa desigualdade, a gente vai trabalhar com essa violência. Precisamos mudar essa cultura, ensinar nossos filhos e entender que ninguém é propriedade de ninguém. Um relacionamento acaba e a vida continua”, afirmou.
Acolhimento

A parceria entre o TJMT e o Detran-MT também está relacionada à implementação da Lei nº 13.400, que criou um programa de assistência voltado às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Entre as medidas previstas está a prioridade e a maior agilidade na emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para essas mulheres.
Mulher de cabelos curtos e cacheados sorri, veste blusa verde-oliva. Ao fundo, auditório com telão roxo exibindo slide e outra palestrante desfocada.Para a coordenadora de Gestão de Pessoas do Detran-MT, Silmara Dourado, a palestra representa o início de um trabalho de sensibilização dos servidores que atuam diretamente no atendimento ao público. “O Detran é uma entidade que lida diretamente com o atendimento ao público. A gente precisa que o servidor que está na ponta tenha essa sensibilização quanto ao acolhimento. Não queremos apenas emitir uma documentação. Queremos atender a pessoa e acolher quem está passando por esse momento de uma forma digna e humana”, explicou.
Segundo Silmara, a iniciativa busca preparar os servidores para reconhecer que, por trás de um atendimento, pode estar uma mulher que vivencia uma situação de violência e precisa ser recebida sem julgamentos. “Queremos que o servidor reconheça que ela é uma vítima e que estamos aqui para ajudar, não para julgar e não apenas para emitir uma documentação”, ressaltou.
Reflexão

A importância da denúncia e a necessidade de romper com padrões culturais que naturalizam a violência também foram temas destacados durante o encontro. Para o gerente deHomem de cabelos grisalhos sorri, vestindo polo rosa claro. Está em auditório vazio, com cadeiras ao fundo, bandeiras e um púlpito de madeira ao lado direito da imagem. Contratos do Detran-MT, João Bosco Silva, a palestra chamou a atenção para a dificuldade enfrentada por muitas mulheres para manter uma denúncia, especialmente diante da dependência emocional, física ou econômica. “Uma coisa que me marcou muito foi a questão da denúncia. A mulher tem que denunciar e, às vezes, retira a denúncia por causa da dependência econômica ou emocional. A importância dessa palestra é salientar para todos nós que a denúncia é fundamental”, afirmou.
Jovem de barba e cabelos escuros sorri, vestindo camiseta preta estampada e mochila nos ombros. Ao fundo, corredor coberto de prédio com colunas e jardim.Atendente do Detran-MT, João Vitor Moreno destacou que a reflexão também contribui para melhorar a forma como os servidores se relacionam com o público. “A gente atende muitas pessoas e um tema como esse é muito importante para saber como devemos nos portar. Precisamos ter cautela e cuidado para zelar pela pessoa. Se você quer que as pessoas o respeitem, precisa começar respeitando as pessoas”, disse.
Ao encerrar a palestra, a juíza Tatyana Lopes reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da participação de toda a sociedade. Para ela, servidores que recebem informações e refletem sobre o tema também podem se tornar multiplicadores de uma cultura de respeito. “Esse é um problema de toda a sociedade, não apenas da mulher. Precisamos ensinar nossos filhos e trabalhar essa cultura de respeito e igualdade entre homens e mulheres”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Leia Também:  Juiz auxiliar da Corregedoria conversa com novos servidores da Central de Processamento Eletrônico

Fotografo: JLSIQUEIRA/ALMT

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA