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TJMT anuncia Cejusc especializado no agronegócio durante simpósio sobre segurança jurídica no setor

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deu um passo concreto em direção à resolução mais ágil de conflitos no campo: o desembargador Mario Kono anunciou, durante a abertura do I Simpósio de Segurança Jurídica nas Cadeias Produtivas do Agronegócio, a criação iminente de um Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) dedicado exclusivamente ao agronegócio mato-grossense. O evento, realizado nos dias 2 e 3 de março, na sede do Sistema Famato, em Cuiabá, reuniu representantes do Judiciário, juristas, pesquisadores e produtores rurais.

O simpósio é uma realização da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso e da Harven Agribusiness School.

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Durante a abertura oficial, Mario Kono representou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim, e o diretor-presidente da Escola Superior da Magistratura, Márcio Vidal. Em sua fala, ele reforçou o interesse do Judiciário em participar das iniciativas de capacitação ligadas ao agronegócio.

“O nosso grande interesse em participar de todas essas capacitações e iniciativas do agro é porque queremos lançar, muito em breve, o Centro Judiciário de Soluções de Conflitos do Agronegócio no Estado de Mato Grosso. É muito bom saber que aqui tem professores e cursos para que possamos capacitar magistrados, assessores e, principalmente, mediadores exclusivos para o agronegócio”, declarou.

Segundo o desembargador, a complexidade das demandas envolvendo o setor exige formação técnica específica. “Nós sabemos da complexidade dessa causa, de uma questão econômica que é primordial não só para o país, mas principalmente para o Estado de Mato Grosso. Nosso interesse é que todos possam sair daqui com mais conhecimento e fervilhando de ideias naquilo que possa ser feito.”

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Segurança jurídica como base do setor

Um homem de cabelos escuros, óculos, veste terno azul e gravata vermelha, discursa em microfone sobre púlpito de madeira. Ao fundo, telão exibe Representando a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso – Famato, o consultor jurídico Rodrigo Bressane destacou a importância da integração entre produtores rurais, especialistas, professores e operadores do Direito para fortalecer a segurança jurídica nas cadeias produtivas.

“O que se pretende é exatamente o nome desse encontro: segurança jurídica das cadeias produtivas. É uma busca incessante por essa segurança que todo mundo precisa, tanto o produtor rural, que precisa de mais previsibilidade com relação à produção e às decisões judiciais”, afirmou.

Para ele, a união entre as instituições organizadoras é o principal diferencial do evento. “Nós temos a Famato representando o setor produtivo, a academia, com a Harven, e o Poder Judiciário, representado pela Escola da Magistratura. Essa sinergia é interesse de todos e faz com que os temas discutidos aqui reverberem não só no campo, mas também dentro dos gabinetes.”

Em discurso na abertura, Bressane ressaltou que a segurança jurídica é essencial para o desenvolvimento do agronegócio. “Ela é a base para investir, contratar, financiar, produzir, gerar emprego e planejar o futuro. Sem segurança, aumenta o risco, encarece o crédito e enfraquece a competitividade”, disse.

Ele lembrou que nos dois dias de programação serão debatidos temas como crédito, garantias e recuperação judicial, sempre com foco em decisões mais consistentes e em um ambiente de negócios mais estável. Ao final, convidou os participantes a contribuírem com os debates e declarou aberta a programação do simpósio.

Educação e profissionalização para o futuro do agro

Sócio fundador e diretor-geral da Harven Agribusiness School, Roberto Fava Scare proferiu a palestra de abertura “Direito, Agronegócio e Profissionalização: a educação como pilar para o contínuo desenvolvimento do setor”. Ele destacou que o crescimento do agronegócio brasileiro, ao longo das últimas décadas, foi impulsionado principalmente por fatores produtivos, tecnológicos e pela expansão das fronteiras agrícolas.

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Segundo ele, esse modelo precisa ser superado diante do cenário atual. “Na conjuntura geopolítica e no ambiente tenso das cadeias produtivas, principalmente em termos de financiamento e crédito, esse modelo precisa ser ultrapassado com maior segurança jurídica, garantindo um ambiente institucional mais estável para quem empreende e investe no agronegócio”, explicou.

Palestrante apresenta gráfico sobre expansão da produção de grãos no Brasil desde 1985. No telão, dados da safra 2025/26. Plateia acompanha atenta e registra a exposição com celulares.O diretor ressaltou que o fortalecimento do setor passa por temas estruturantes, como ferrovias, portos, Código Florestal, contratos e mecanismos de financiamento privado, além de políticas educacionais. “As pessoas são fundamentais nesse processo. O Brasil tem um déficit educacional muito grande. É preciso discutir novas metodologias, uso de inteligência artificial e um novo processo de aprendizagem”, afirmou.

Para Roberto Fava Scare, eventos como o simpósio são fundamentais para promover a integração entre academia, setor jurídico e produtivo. “Um evento desse porte, em um estado tão importante como Mato Grosso, permite comunhão de conhecimento, discussões e reflexão para que as pessoas possam modificar o dia a dia, políticas públicas, ações dentro das organizações e projetos de pesquisa em prol do desenvolvimento do agro.”

Programação

No segundo dia de evento (03), os painéis vão abordar temas como crédito e garantias, recuperações judiciais, reforma tributária, licenciamento ambiental, regularização fundiária, marco temporal de terras indígenas, o acordo UE-Mercosul e análise econômica do direito aplicada ao agronegócio.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Corregedoria alinha logística com parceiros para 1ª Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa

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Os participantes estão distribuídos em torno de uma mesa em formato de A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) realizou nesta segunda-feira (27), reunião de alinhamento com as instituições parcerias que participarão da 1ª edição da Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa. O encontro híbrido, pela plataforma Microsoft Teams e na sala de reuniões da Corregedoria, definiu detalhes operacionais para a mobilização, que ocorrerá de 14 e 18 de setembro em Cuiabá e Várzea Grande.
Instituído pelo Provimento TJMT/CGJ nº 18/2026-GAB-CGJ, a iniciativa promoverá a cidadania documental, a inclusão social e a ampliação do acesso a direitos da pessoa idosa em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas acolhidas em instituições de longa permanência, casas-lares, abrigos e demais serviços de acolhimento.
Durante o encontro, conduzido pela juíza auxiliar da Corregedoria, Myrian Pavan Schenkel, foram definidos os últimos ajustes para a execução da ação, como a definição dos locais de atendimento: Ganha Tempo da Av. Ipiranga, em Cuiabá e o Centro de Convivência Vovó Zeid, em Várzea Grande, a logística de atendimento, o fluxo de cadastramento prévio, a divisão de responsabilidades entre os parceiros e a organização dos serviços que serão disponibilizados durante o mutirão.
“Estamos organizando cada etapa da ação para que os atendimentos ocorram de forma integrada. O cadastramento prévio permitirá identificar a necessidade de cada pessoa idosa antes do mutirão, direcionando os serviços e garantindo mais agilidade e efetividade no atendimento”, pontuou a juíza auxiliar.
Entre os serviços previstos estão a emissão de segundas vias de certidões, regularização de CPF, emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e encaminhamento para benefícios assistenciais e previdenciários.
Participaram da reunião a titular do Cartório de Notas e Registro Civil do Coxipó do Ouro e representante da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de Mato Grosso (Arpen-MT), Larissa Aguida Vilela Pereira de Arruda, além de representantes da Comissão de Atenção à Pessoa Idosa do Poder Judiciário de Mato Grosso, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), das Secretarias Municipais de Assistência Social de Cuiabá e Várzea Grande, Receita Federal.

Autor: Larissa Klein

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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