Tribunal de Justiça de MT

TJMT abre processo seletivo para credenciamento de assistentes sociais e psicólogos em Juara

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Profissionais das áreas de Serviço Social e Psicologia interessados em atuar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso já podem participar do processo seletivo para credenciamento na Comarca de Juara. As inscrições estarão abertas entre os dias 13 de julho e 13 de agosto, exclusivamente pela internet, por meio do portal de processos seletivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O edital prevê a formação de cadastro de reserva para as duas áreas profissionais. Os credenciados deverão prestar serviços de apoio técnico às unidades judiciárias, elaborando estudos sociais, pareceres, laudos e avaliações psicológicas, além de realizar atendimentos, visitas domiciliares e demais atividades relacionadas à atuação interdisciplinar no Judiciário, conforme a demanda da comarca.
A seleção será realizada por meio de análise documental e de títulos, considerando a experiência profissional e a formação acadêmica dos candidatos. Não haverá aplicação de prova, nem cobrança de taxa de inscrição. A classificação observará critérios como tempo de serviço, experiência na área e titulação de especialização, mestrado e doutorado.
Para participar, os candidatos devem possuir graduação na respectiva área, registro no conselho profissional, idade mínima de 21 anos, além de atender aos demais requisitos previstos no edital. Também será necessária a apresentação de documentos como certidões negativas, diploma, currículo, atestado de sanidade física e mental e demais declarações exigidas para o credenciamento.
Os profissionais credenciados atuarão como prestadores de serviço autônomos, sem vínculo empregatício com o Tribunal de Justiça. A remuneração será realizada por atividade executada, em caráter indenizatório, observados os limites estabelecidos no Provimento nº 61/2020 do Conselho da Magistratura.
O processo seletivo terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. Todas as etapas, publicações e resultados serão divulgados no Diário da Justiça Eletrônico de Mato Grosso.
Confira o edital completo no link: Edital 08-JUA.pdf

Autor: Ana Assumpção

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça condena policial penal e mais cinco envolvidos em corrupção e tráfico em presídio de MT

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Fundo branco com uma balança da justiça dourada ao centro. À direita, em azul escuro, lê-se '1ª INSTÂNCIA DECISÃO DO DIA'. Embaixo, o logo 'TJMT' e três linhas azuis paralelas.A 3ª Vara da Comarca de Pontes e Lacerda condenou seis pessoas, sendo um policial penal e cinco detentos, por participação em um esquema criminoso de entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município. A sentença foi proferida pela juíza Djéssica Giseli Küntzer.
Os réus foram condenados pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção passiva e coação no curso do processo, conforme a participação de cada um no esquema.

Investigação após apreensão de colchão
As investigações tiveram início em maio de 2024, quando servidores da unidade prisional identificaram 422 gramas de maconha escondidos dentro de um colchão que seria entregue a um detento. A droga foi descoberta durante a inspeção realizada com o aparelho de body scanner (raio-X), instalado recentemente no presídio.
De acordo com o processo, o colchão foi comprado por uma familiar de um dos presos e enviado ao CDP por meio de um motorista de aplicativo.
Participação de policial penal
Durante a instrução processual, ficou comprovado que o policial penal utilizava o cargo para facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares na unidade prisional. Segundo a sentença, ele recebia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil para permitir a entrega dos materiais ilícitos.
A investigação também demonstrou que o servidor comercializava a senha da rede Wi-Fi da unidade aos detentos pelo valor de R$ 1 mil.
Diante da gravidade da conduta, a magistrada determinou, além da condenação criminal, a perda do cargo público do policial penal.
Testemunha ameaçada
A sentença também reconheceu a prática do crime de coação no curso do processo. Conforme os autos, após a descoberta do esquema, os envolvidos ameaçaram de morte um detento que colaborava com as investigações.
Além das ameaças, o grupo tentou convencer a testemunha a alterar o depoimento e acusar falsamente outros policiais penais de participação nos crimes.
Penas
As penas foram fixadas de acordo com a atuação de cada réu na organização criminosa:
-F. Z. (Policial Penal): condenado a 23 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, além de 1 ano e 6 meses de detenção em regime inicial fechado;
-R. M. F. J.: identificado como o idealizador e articulador da logística, recebeu pena de 21 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão;
-I. S. C. e M. M. S.: ambos foram condenados a 18 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão
-R. R. S. S.: condenado a 13 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão;
-K. C. M. S.: responsável pela compra externa do colchão, foi condenada a 9 anos e 4 meses de reclusão.
Todos os réus deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
Na decisão, a magistrada destacou a gravidade dos crimes praticados e os prejuízos causados à segurança do sistema prisional, especialmente pela participação de um agente público. Para Djéssica Giseli, “o acusado transformou a função pública que exercia em instrumento de obtenção de vantagens particulares, utilizando-se da posição de agente estatal responsável pela custódia e fiscalização dos privados de liberdade para permitir a entrada de objetos ilícitos”.
Número do processo: 1001860-26.2025.8.11.0013

Autor: Vitória Maria Sena

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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