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Projeto Cartório Inclusivo é premiado no Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) teve o seu Projeto “Cartório Inclusivo: integrar para valorizar” reconhecido como uma ação de destaque na 5.ª edição do Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral de Proteção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar. Realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a iniciativa tem o objetivo de dar visibilidade a ações de prevenção e enfrentamento do fenômeno da violência doméstica e familiar contra mulheres e meninas.

Premiado com o 7º lugar na categoria “Prêmio Destaque: prevenção e erradicação da violência contra a mulher nas populações vulneráveis” a iniciativa mato-grossense prevê a destinação de 10% das vagas de trabalho abertas em cartórios do foro extrajudicial a mulheres vítimas de violência doméstica.

“É com imensa satisfação que recebemos a notícia do Prêmio Viviane Amaral pelo TJMT. A premiação reconhece a importância e o impacto social desta iniciativa que oferece, dentro dos cartórios, um ambiente de trabalho seguro, com acolhimento, treinamento e valorização profissional”, afirma o corregedor-geral, desembargador José Luiz Leite Lindote.

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A juíza auxiliar da Corregedoria, Myrian Pavan Schenkel, que coordena o projeto em Mato Grosso, também celebrou o reconhecimento e destacou o compromisso do Poder Judiciário mato-grossense com a causa. “Estamos felizes com o reconhecimento de um projeto que dá a oportunidade a mulheres em situação de violência a terem sua independência financeira. Ao serem encaminhadas aos cartórios elas entram não como vítimas, mas como funcionárias, com sua dignidade e autoestima restabelecidas”, destaca.

Cartório Inclusivo – A iniciativa premiada foi instituída em março de 2024, na gestão do então corregedor, desembargador Juvenal Pereira da Silva sob coordenação do juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon de Almeida César, pelo Provimento TJMT/CGJ N. 5/2024. O projeto tem adesão obrigatória para cartórios sob gestão interina e facultativa para aqueles administrados por titulares concursados.

O objetivo é oferecer oportunidades de emprego e um ambiente laboral seguro e inclusivo para as vítimas de violência doméstica, com treinamento e acolhimento dentro das serventias.

Atualmente, 56 cartórios aderiram ao programa, disponibilizando 67 vagas. Desde sua implementação, ao todo 68 mulheres foram encaminhadas para entrevistas de emprego em cartórios do Estado e 10 foram contratadas.

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Prêmio – Criada pela Resolução CNJ nº 377/2021, a premiação reverencia a memória da juíza do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Viviane Vieira do Amaral, vítima de feminicídio, praticado pelo ex-marido, em dezembro de 2020.

O “Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral” é concedido em seis categorias: Tribunal, Magistrados/Magistradas, Atores/Atrizes do Sistema de Justiça Criminal, Organizações Não Governamentais, Mídia e Produção Acadêmica.

A cerimônia de entrega será realizada no próximo dia 26, na sede do Conselho, em Brasília.

Acesse a página do CNJ e confira os outros vencedores do Prêmio.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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