Tribunal de Justiça de MT

Painel de gestão de dados da Corregedoria será destaque de boas práticas em evento do CNJ

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O Painel Estratégico de Business Intelligence (BI) desenvolvido pelo Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi) da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) e usado nas correições remotas e na gestão das unidades judiciárias das Comarcas será apresentado como uma prática inovadora no evento “Disseminando Boas Práticas do Poder Judiciário” do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O encontro acontecerá na próxima quarta-feira (31/5), às 16h, de forma virtual, com transmissão ao vivo pelo canal do CNJ no YouTube.
 
A iniciativa do CNJ busca proporcionar um espaço para apresentação e discussão de práticas bem-sucedidas adotadas por tribunais, a partir de experiências e ações que contribuam para aprimorar a eficiência e a qualidade dos serviços judiciais. Essas práticas encontram-se publicadas no Portal CNJ de Boas Práticas do Poder Judiciário e, agora, ganham mais destaque com a realização do evento.
 
De acordo com a diretora do DAPI, o Painel Estratégico foi cadastrado em julho de 2020 como uma boa prática no sistema do CNJ e recentemente foi aprovado. “Esse é o nosso painel mais acessado. É nele que as unidades conseguem ver a sua produtividade comparada com a das outras unidades do Poder Judiciário, pois elas são classificadas com base nos indicadores estratégicos da Corregedoria e do CNJ. Ele também é conhecido como ‘ranking’ entre as unidades judiciárias de 1ª Instância e estimula uma competitividade saudável. Além de cumprir um papel muito importante na Corregedoria, pois é por meio dele que são realizadas as correições remotas”, detalha.
 
Renata explica que o painel estratégico foi criado para ser usado na correição remota. “Mas após as primeiras reuniões identificamos o potencial do painel para promover um novo modelo de gestão da Primeira Instância – Gestão para Resultado. Hoje é uma ferramenta de gestão das unidades para analisar os indicadores: taxa de congestionamento, tempo de tramitação dos processos, percentual de julgamento com resolução de mérito e cumprimento das metas 1 – Julgar mais processos que os distribuídos e 2 -Julgar processos mais antigos, do CNJ. É por meio dele que definimos quais unidades serão correcionadas”.
 
Entre os benefícios da correição remota está a celeridade e a economia de custo. “É possível, por exemplo, correcionar 50 unidades em apenas um dia. Já que não precisamos deslocar equipe in loco. Economizamos dinheiro e tempo. Mas é importante ressaltar que a correição presencial ainda é essencial”, afirma. Renata ressalta que o painel está em constante desenvolvimento. “Tanto que iremos lançar na próxima semana dois novos indicadores: Índice de Produtividade Comparada e Qualidade de Dados. Estamos constantemente analisando as necessidades de melhoria e vamos adequando”, detalha.
 
Programação – Além da participação da diretora do DAPI o evento contará com a presença do secretário Especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica (SEP) do CNJ, Ricardo Fioreze. Na sequência, serão apresentadas as Boas Práticas do Eixo Gestão Processual, com a participação dos representantes do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Para atuar como moderadora, foi convidada a juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Dayse Starling Motta.
 
 
Portal de Boas Práticas – O Portal CNJ de Boas Práticas do Poder Judiciário é uma plataforma criada pelo CNJ e instituído pela Portaria CNJ n. 140/2019, em conformidade com a Resolução CNJ n. 325/2020, que determina a promoção e divulgação das práticas de sucesso desenvolvidas pelos tribunais. Desde a sua criação, o portal já recebeu 438 experiências para análise. Para serem aceitas, essas práticas devem ter sido implementadas há pelo menos um ano com os resultados concretos.
 
A integração dessas práticas, na plataforma, ocorre por meio da avaliação realizada por unidades técnicas especializadas no tema correspondente, com o apoio do Departamento de Gestão Estratégica (DGE) do CNJ.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem colorida com a logo do evento e os dizeres: Disseminando Boas Práticas do Poder Judiciário. Foto 2: Imagem colorida. Print do painel estratégico. Nele é possível ver dados sobre as unidades judiciárias.
 
Larissa Klein
Assessoria de imprensa CGJ-TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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