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Organizações sociais de Cotriguaçu são convocadas para apresentar projetos ao Judiciário

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A população de Cotriguaçu passa a contar com mais uma etapa no direcionamento de recursos para ações sociais. A Justiça estadual divulgou a classificação final de associações aptas a receber verbas provenientes de prestações pecuniárias e convocou as entidades para apresentarem seus projetos, medida que viabiliza o repasse de recursos para iniciativas de interesse público no município.

O Edital nº 02/2026-COT foi publicado pela juíza de Direito e diretora do Foro da Comarca de Cotriguaçu, Gezicler Luiza Sossanovicz Artilheiro. A seleção integra o processo iniciado pelo Edital nº 005/2024/DF, que abriu cadastro para instituições públicas e privadas com finalidade social sediadas na comarca.

Após análise da documentação pela Diretoria do Foro e pelo Ministério Público, foram consideradas regulares e classificadas as seguintes entidades:

Associação Pestalozzi de Cotriguaçu;

– Associação Pestalozzi de Juruena;

– Associação Espírita Lar das Orquídeas;

– Conselho Comunitário de Segurança Pública de Cotriguaçu (Conseg).

Com a divulgação da classificação, as instituições estão convocadas a apresentar projetos conforme as regras previstas no Provimento nº 05/2015 da Corregedoria-Geral da Justiça e no Edital nº 001/2024/DF.

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Os recursos financeiros são oriundos de prestações pecuniárias, composições civis, transações penais e suspensões condicionais de processos, e devem ser aplicados em iniciativas que gerem benefícios diretos à comunidade local.

A publicação está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última quinta-feira (19 de fevereiro), na página 25.

Autor: Adellisses Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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A Justiça começa onde as pessoas vivem

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No balcão do fórum, a Justiça perde a abstração. Quem chega não pergunta por rankings. Quer saber se a audiência ocorrerá, se a urgência foi examinada ou por que o processo parou. Antes da decisão, o atendimento forma a imagem do Judiciário.

A administração central acompanha dados indispensáveis sobre processos, prazos, estrutura e orçamento. O primeiro grau mostra o que eles não alcançam. A falta de um servidor pesa de modo diverso conforme o tamanho da unidade, as distâncias e as demandas locais.

Instituições extensas correm o risco de confundir igualdade com uniformidade. Comarcas semelhantes podem enfrentar condições distintas. Oferecer-lhes recursos e soluções idênticos parece objetivo, mas pode conservar desigualdades. A equidade exige reconhecer as diferenças e responder a elas com critérios claros.

Mato Grosso torna isso visível. Suas 79 comarcas se distribuem por um território extenso e diverso. Em algumas regiões, o serviço digital evita deslocamentos. Onde faltam conexão ou domínio das ferramentas, o apoio presencial continua indispensável. A solução que aproxima algumas pessoas pode deixar outras à margem.

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A Administração Presente responde a essa realidade. Decisões da sede precisam ser examinadas onde produzirão efeitos. O contato com magistrados, servidores, advocacia e cidadãos revela problemas que, de longe, parecem simples ou sequer aparecem. A visita adquire sentido quando a escuta orienta providências.

Novas demandas sem reforço da capacidade exigem reavaliar recursos. Quando o obstáculo está no fluxo interno, cobrar mais produtividade pode agravá-lo. Às vezes, a tecnologia oferece a resposta. Em outras situações, falta alguém preparado para orientar quem não conseguiu acessar o serviço.

Os indicadores continuam essenciais. Reduzir o congestionamento diminui a espera de quem depende do processo. Produtividade deve representar decisões consistentes em tempo útil. Os dados cumprem sua finalidade quando ajudam a revelar o que precisa mudar para quem procura a Justiça.

Antes da sentença, a qualidade já está sendo percebida. Informação difícil de localizar, prédio inacessível ou descuido com quem chega fragilizado também definem o serviço. A pessoa precisa compreender o que pode ser feito, o que depende de decisão e quanto poderá esperar. O julgamento correto é indispensável; durante a espera, clareza e cuidado evitam desorientação.

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Na Presidência, confirmamos que o primeiro grau é onde decisões concebidas na capital encontram a realidade. Se uma política funciona na sede e tropeça nas comarcas, a administração precisa rever o que planejou.

Administrar um tribunal exige perceber a distância entre o serviço organizado e o que chega ao cidadão. Ela aparece no fórum: numa orientação incompreendida, numa providência tardia, numa resposta que perdeu parte da utilidade. Os relatórios ajudam a medi-la. A experiência de quem procurou a Justiça revela o que ainda precisa ser corrigido.

Autor: José Zuquim Nogueira

Fotografo:

Departamento: Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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