Tribunal de Justiça de MT

Nosso Judiciário: advogados recém-formados de Sinop visitam o Tribunal de Justiça de Mato Grosso

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso recebeu na tarde desta segunda (09 de outubro), advogados recém-formados do município de Sinop. Os profissionais tiveram a oportunidade conhecer a sede da justiça mato-grossense, além de assistir a uma sessão de julgamento da 1ª Câmara de Direito Público. No Espaço Memória, lugar que guarda parte da história do Poder Judiciário do estado, os novos advogados contaram com a presença do corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva, da Juíza auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça, Viviane Brito Rebello além da desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas.
 
O Programa Nosso Judiciário faz parte da ponte que o Tribunal de Justiça constrói com a sociedade. Como forma de aproximação, esses jovens advogados conhecem as memórias históricas e como funciona hoje por dentro do Poder Judiciário. Para o corregedor, essa visita é importante não só para o Tribunal, mas também para esses novos profissionais do direito “espero que possamos contribuir na vida profissional deles e consequentemente que eles também possam contribuir com as suas peças judiciais em defesa do cidadão”.
 
Para Roger Ferreira Lopes, que conquistou a carteira da OAB este ano, foi uma experiência única acompanhar uma sustentação oral presencialmente no Tribunal de Justiça e despertou nele o sentimento de gratidão “eu acompanho através da TV e redes sociais, mas estar aqui hoje nessa visita me traz uma enorme satisfação, tirei a carteira recentemente e ter a oportunidade de viver essa experiência, se torna um bom começo, além desse contato agregar tanto minha vida profissional e pessoal.” conta o advogado.
 
A presidente da OAB de Sinop Xênia Guerra, que está acompanhando os profissionais recém-formados relembra as adaptações vividas por todos durante a pandemia, os advogados ali presentes vieram desse momento pandêmico em que aprenderam a advogar pelas telas com audiências virtuais. “A ideia da ordem é aliar a teoria à prática, capacitar esses advogados para que nós tenhamos uma prestação judicial cada vez mais capacitada, uma boa leva de profissionais da advocacia, trazendo-os para conhecer a estrutura do poder judiciário que muitos não conheciam. E com isso, a gente melhorar a entrega da prestação judicial com essa cooperação da advocacia.”
 
Os advogados receberam o Glossário Jurídico que é revisado anualmente. A cartilha faz parte do Programa Nosso Judiciário e contém respostas sobre as principais duvidas sobre o Tribunal de Justiça, além de trazer significados para os principais termos jurídicos. Finalizando o roteiro, a lembrança foi dada pelas mãos do desembargador Juvenal Pereira da Silva.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual.
Foto 01: presidente da OAB de Sinop Xênia Guerra com o glossário jurídico em mãos posa ao lado do Desembargador Juvenal Pereira da Silva.
Foto 02: Desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, com vestido verde e cabelos curtos, sorri ao conversar com os novos advogados.
Foto 03: Advogados ao lado do desembargador Juvenal Pereira da Silva, de gravata vermelha e terno preto, no Espaço Memória do TJMT, que possui em suas paredes diversos quadros e é distribuído no espaço, livros e relíquias do Poder Judiciário protegidos por uma proteção de vidro.
 
Emanuelle Caroline Candido da Costa (estagiária)/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso debate novo papel do Judiciário diante dos desafios do Estado Constitucional Cooperativo

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Plateia sentada em auditório durante evento formal. Em primeiro plano, homens e mulheres vestindo trajes formais e sociais acompanham a ocasião dispostos em fileiras de poltronas pretas.Magistrados (as), servidores(as) e operadores(as) do Direito participaram, nesta sexta-feira (7), do curso “O Poder Judiciário no Estado Constitucional Cooperativo”, promovido pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), no Complexo dos Juizados Especiais, em Cuiabá. Ministrada pelo professor e procurador federal Marcos Augusto Maliska, a capacitação reuniu especialistas para discutir os impactos das transformações do Direito contemporâneo e o papel do Judiciário em uma sociedade cada vez mais conectada aos sistemas internacionais de proteção de direitos.
Ao longo do dia, os participantes acompanharam exposições sobre teoria constitucional, pluralismo jurídico, precedentes, processos estruturais e o papel da magistratura em um contexto de crescente cooperação entre Estados, organismos internacionais e instituições.
Homem de óculos, paletó azul e gravata estampada fala em um microfone sobre um púlpito de madeira. Ao fundo, à direita, há bandeiras hasteadas, incluindo a do Brasil.Para o professor Marcos Augusto Maliska, o conceito de Estado Constitucional Cooperativo representa uma evolução da compreensão tradicional do Estado, que deixa de atuar de forma isolada e passa a dialogar com outras ordens jurídicas.
“O Estado Constitucional Cooperativo é um Estado que preserva os pilares da democracia, do Estado de Direito e da separação de poderes, mas que está aberto à cooperação com as nações, organismos internacionais e tribunais internacionais. Hoje, o fenômeno jurídico ultrapassa as fronteiras territoriais e isso exige uma nova compreensão sobre o papel do Poder Judiciário”, explicou.
Segundo ele, esse cenário fortalece a importância da jurisprudência e amplia a responsabilidade da magistratura na concretização dos direitos fundamentais.
“Há um deslocamento da centralidade do direito exclusivamente legislado para um direito cada vez mais jurisprudencial. Nesse contexto, o protagonismo do juiz se torna ainda mais relevante. Discutir esse tema com magistrados, que vivenciam diariamente esses desafios, é uma oportunidade extremamente rica para aprimorar essa reflexão”.
Mulher de cabelos escuros longos e óculos de armação preta falando próximo a um microfone com o logotipo Formação alinhada aos desafios da magistratura
Coordenadora do curso, a juíza Suzana Guimarães Ribeiro, da 2ª Turma Recursal, explicou que a iniciativa surgiu a partir do contato com o professor durante o curso de mestrado desenvolvido pela Esmagis em parceria com a UniBrasil. Ela afirmou que a proposta dialoga diretamente com as mudanças que vêm sendo incorporadas à atuação judicial.
“O professor Maliska desenvolve um trabalho reconhecido nacional e internacionalmente sobre jurisdição cooperativa e o novo papel do juiz. Hoje, o magistrado não pode se limitar apenas à aplicação literal da lei; é preciso considerar os direitos humanos, os tratados internacionais e o controle de convencionalidade”, disse.
A magistrada destacou ainda que a recente Recomendação nº 68/2026 do Conselho Nacional de Justiça, que trata do Estatuto do Juiz Ibero-americano, reforça a atualidade do tema. “Esse novo paradigma aproxima o juiz brasileiro dos padrões internacionais de proteção aos direitos fundamentais. É exatamente essa reflexão que buscamos proporcionar aos magistrados”.
Mulher sorridente de cabelos loiros ondulados e compridos vestindo blusa verde-água e colar fino, vista em plano médio curto. Ela está levemente virada para a esquerda em um ambiente com painel de madeira ao fundo.Também coordenadora da capacitação, a juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, ressaltou que o Direito Constitucional Cooperativo amplia a capacidade institucional do Judiciário para enfrentar problemas complexos. “A Constituição não é uma estrutura fechada em si mesma. Quando há cooperação entre instituições, entre diferentes sistemas jurídicos e experiências, fortalecemos o próprio Poder Judiciário”.
Segundo a magistrada, essa visão tem aplicação prática no cotidiano das decisões judiciais. “Lidamos diariamente com demandas que envolvem políticas públicas, orçamento e interesses coletivos. Buscar experiências semelhantes e soluções desenvolvidas em outros contextos contribui para decisões mais qualificadas e efetivas”, ressaltou.
Novas perspectivas para o Direito
Homem com barba e bigode aparados em corte curto, vestindo paletó escuro e camisa clara, falando próximo a um microfone da No período da tarde, o evento contou com uma roda de conversa entre especialistas. O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Marco Aurélio Marrafon, destacou que o debate buscou refletir sobre a necessidade de adaptação das instituições diante das transformações provocadas pela era digital.
“Vivemos uma transição paradigmática. As novas tecnologias, especialmente a inteligência artificial, desafiam as estruturas jurídicas e políticas construídas ao longo dos séculos. Precisamos repensar essas instituições sem abrir mão das conquistas democráticas e dos direitos fundamentais”, contou.
Para ele, iniciativas como a promovida pela Esmagis colocam a magistratura em posição de antecipar discussões que rapidamente chegarão ao cotidiano da Justiça. “Quando a magistratura debate temas dessa natureza, ela se prepara para oferecer respostas mais eficientes aos desafios concretos da sociedade“.
Homem de cabelos curtos escuros e óculos de armação preta enquadrado em plano médio curto. Ele veste paletó escuro, camisa azul-claro e gravata escura. Ao fundo, veem-se três bandeiras hasteadas e painel de madeira.O professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Valerio de Oliveira Mazzuoli enfatizou que o encontro dialoga diretamente com as diretrizes mais recentes do Conselho Nacional de Justiça sobre a atuação judicial em perspectiva internacional.
“A Recomendação nº 68 de 2026 do CNJ apresenta o juiz brasileiro como um juiz interamericano, comprometido com a aplicação dos padrões internacionais de proteção aos direitos humanos. Esse é um tema extremamente atual e que vem ganhando espaço em todo o Judiciário brasileiro. Eventos como este curso e a roda de conversa permitem aprofundar o debate e aproximar a teoria da realidade enfrentada diariamente pelos magistrados. Aqui podemos refletir sobre essas novas tendências da magistratura e sobre o fortalecimento da atuação jurisdicional em um cenário cada vez mais integrado ao Direito Internacional”, pontuou Mazzuoli.

Ana Assumpção

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Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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