Tribunal de Justiça de MT

Magistrada recebe homenagem da Câmara Municipal de Rondonópolis por campanha “Opção pela Vida”

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A juíza Maria das Graças Gomes da Costa, da Vara Especializada da Infância e Juventude da Comarca de Rondonópolis, recebeu uma moção de congratulação da Câmara Municipal, na última quarta-feira (25 de outubro). A magistrada foi indicada pelo vereador Adonias Fernandes, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido na campanha “Opção pela Vida”, em alusão ao mês de conscientização e prevenção ao suicídio – Setembro Amarelo.
 
A Vara da Infância, juntamente com a promotoria de Justiça e a OAB promoveu essa campanha de conscientização, que teve como público-alvo os adolescentes, alunos da rede estadual de ensino. Foram ministradas palestras durante três dias, alcançando em torno de 600 estudantes. Eles também receberam camisetas da campanha, viabilizadas através de parceria com diversas empresas da cidade. A campanha culminou com uma caminhada, no dia 25 de setembro, chamando atenção para o tema.
 
De acordo com a magistrada, os adolescentes foram escolhidos por estarem vivendo a transição da infância para a vida adulta. “Os adolescentes também são, hoje em dia, formadores de opinião”, acrescentou.
 
Panfletos foram entregues aos estudantes incentivando o diálogo e que, essas conversas, estejam orientadas sempre pela valorização da vida e pelo respeito à diversidade. E não por pensamentos negativos. “Para que eles possam, nas rodas de conversa, nas redes sociais, e nas opiniões e sugestões que emitem, fazer essa leitura positiva”, explicou Maria das Graças.
 
As ações serão continuadas ao longo do ano. “Nós estamos trabalhando essa interação do Poder Judiciário com a comunidade para continuar abordando esses temas. Temos o programa Escola, Família e Justiça Dialogando pelo Caminho, que atinge crianças, adolescentes e a família. Por que, se a família estiver alicerçada, terão suporte para dar às crianças e adolescentes”, disse a magistrada.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Homenageados estão em pé, lado a lado, segurando as placas de moção à frente do corpo. Juíza Maria das Graças fala ao microfone. Ela veste calça e camisa vermelhas, tem os cabelos escuros soltos sobre os ombros.
 
Adellisses Magalhães
Coordenadora de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

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Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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