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Judiciário participa de visita ao terreno onde será construída nova Casa da Mulher Brasileira

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Magistrados do Poder Judiciário de Mato Grosso participaram de visita ao terreno onde será construída a nova Casa da Mulher Brasileira em Cuiabá. A solenidade foi realizada na tarde dessa segunda-feira (15 de abril), no terreno que fica localizado ao lado do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), e contou com a presença da ministra do Ministério das Mulheres, Cida Gonçalves.
 
A ministra veio cumprir agenda em Cuiabá e falou que a capital mato-grossense é um exemplo para todo o país por ter uma unidade judiciária híbrida para violência doméstica e familiar contra a mulher, que trata de questões cíveis e criminais conjuntamente.
 
“Cuiabá já tem um exemplo, com um único juizado híbrido da Lei Maria da Penha do Brasil e tem demonstrado vontade política de resolver a questão da violência. A Casa vem para consolidar tudo isso em um único serviço. São serviços que trabalham integrados de forma humanizada para resolver a questão da mulher em situação de violência”, pontuou a ministra.
 
A Casa irá conter todos os serviços previstos na Lei Maria da Penha, dentre eles uma delegacia especializada, juízo especializado, defensoria, promotoria, abrigamento provisório, atendimento psicossocial, Patrulha Maria da Penha e serviços de autonomia econômica.
 
A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, participou da solenidade e ressaltou a importância da Casa da Mulher para evitar a chamada rota crítica.
 
“É de suma importância Cuiabá ser uma das capitais que vai sediar a Casa da Mulher Brasileira para tirar aquela mulher tão sofrida, que está em uma situação de desespero, da rota crítica, que é a mulher ter que andar em várias repartições para resolver seu problema. Com a Casa da Mulher Brasileira, ela vai em um só local e registra o boletim de ocorrência, faz exame de corpo delito, já solicita medida protetiva e isso quebra essa rota crítica, resolvendo todas as demandas em um atendimento privilegiado para uma mulher que está vulnerável e precisa de ajuda do ente público”, esclarece a magistrada.
 
Essa nova obra substitui a Casa da Mulher Brasileira em construção anunciada em 2021, que passará a ser o Centro de Referência para a Mulher. O tamanho será 13 vezes maior, sendo o modelo tipo I, com 3.670 m² de área construída e investimento de R$ 10,4 milhões.
 
O juiz Jamilson Haddad Campos também participou da solenidade, juntamente com outras autoridades da Prefeitura de Cuiabá, secretários, vereadores e convidados.
 
#Paratodosverem
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Descrição de imagem: foto horizontal colorida da cerimônia de lançamento do terro da Casa da Mulher Brasileira. À frente do púlpito, a juíza Ana Graziela faz uso da palavra, ao lado de diversas autoridades sentadas, entre elas a ministra, que veste terno vermelho. Abaixo, o público convidado, composto em sua maioria por mulheres, olha para a magistrada. Eles estão embaixo de uma tenda e ao fundo há árvores.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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