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Explicando Direito: juíza Janaína Rebucci aborda a pesquisa sobre os jovens “nem-nem”

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No podcast “Explicando Direito” desta semana, a juíza Janaína Rebucci Dezanetti, titular da 3ª Vara da Comarca de Alta Floresta, fala sobre a pesquisa dos jovens inativos, também conhecidos como “nem-nem”, que vai ser apresentada ao Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam).
 
A pesquisa tem por base os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que colocam o Brasil em segundo lugar no ranking mundial, com jovens entre 18 e 24 anos que não estudam e nem trabalham. Essa posição foi identificada pelo relatório de 2022, que analisou 37 países. Segundo o levantamento, um a cada cinco jovens encontra-se como “nem-nem”, totalizando pouco mais de 7 milhões, sendo que 60% desse total são mulheres.
 
“Desses jovens que não trabalham nem estudam, nós temos uma boa parte que declara que parou os estudos porque está procurando um trabalho, mas é óbvio, sem qualificação, não consegue um trabalho com uma boa remuneração. Uma outra parte, em especial as meninas, é porque houve uma gravidez na adolescência ou porque precisam cuidar de algum familiar, tem essa questão também”, pontuou.
 
“Nós temos também um outro ponto importante que alguns educadores colocam, que são as características dessa geração jovem, conhecida como geração Z, pessoas nascidas entre 1995 e 2010. É uma geração que tem facilidade de lidar com o trânsito de informações, especialmente com recursos eletrônicos, com mídia. Tudo isso os atrai, mas isso, se de um lado é muito bom, essa capacidade de entendimento, de codificar informações, de outro lado ela pode trazer o que se chama de síndrome do pensamento acelerado, ou seja, o fluxo de ideias é tão rápido que traz também a dificuldade de concentração, o baixo limiar para frustração e algo que nós constatamos, a questão do mito e da realidade”, salientou a magistrada.
 
Segundo Janaína, uma parte desses jovens que se desencanta com os estudos e, às vezes, até com a vida, porque querem uma realidade que é vendida nas mídias de forma falaciosa. “Aquele crescimento meteórico, aquele sucesso, a riqueza sem trabalho, muitos querem ser influencers digitais, sendo que um número muito restrito consegue realmente a fama e o sucesso financeiro. Então, são descompassos entre a realidade e o mito que é vendido.”
 
 
O programa “Explicando Direito” é uma iniciativa da Esmagis-MT em parceria com as rádios TJ e Assembleia 89,5 FM. O objetivo é levar informações sobre Direito de forma simples e descomplicada, todas as segundas-feiras, às 8h15, e nos intervalos da programação diária.
 
O material também é disponibilizado nos sites da Esmagis-MT e do TJMT.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: Fotografia retangular e colorida. Na lateral esquerda o texto ‘Ouça agora no Spotify!’. No canto superior direito a palavra Podcast. No centro, o nome do programa Explicando Direito, com a foto do convidado, o tema “Jovens nem nem” e o nome do convidado – Juíza Janaína Rebucci Dezanetti. Na parte inferior os endereços eletrônicos da Rádio Assembleia, Rádio TJ e Escola da Magistratura. Assina a peça o logo do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Esmagis-MT.
 
Elaine Coimbra/Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Inscreva-se: Esmagis realizará curso sobre Poder Judiciário no Estado Constitucional Cooperativo

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Arte de divulgação de curso com fotografia de uma pessoa sentada e informações do evento. O material destaca o tema Em um cenário marcado pela crescente complexidade das relações sociais e pelos desafios impostos à democracia contemporânea, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) promoverá o curso ‘O Poder Judiciário no Estado Constitucional Cooperativo’ para aprofundar o debate sobre o papel da Justiça na atualidade. A capacitação será ministrada pelo professor doutor Marcos Augusto Maliska, em 7 de agosto, das 9h às 18h30, no Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, de forma presencial.
As inscrições estão abertas e foram disponibilizadas 200 vagas voltadas para magistrados, servidores, operadores do Direito e estudantes, por meio de exposições dialogadas e reflexões teóricas e práticas sobre os desafios da função jurisdicional contemporânea. A coordenação do projeto é das juízas de direito Célia Regina Vidotti e Suzana Guimarães Ribeiro. Inscreva-se aqui.
Formação crítica para os desafios contemporâneos
Com proposta teórico-prática, o curso se destaca por articular fundamentos filosóficos e constitucionais às exigências concretas da atuação jurisdicional contemporânea. A metodologia privilegia exposições dialogadas e estimula a reflexão interdisciplinar, permitindo aos participantes compreender o papel do Poder Judiciário em um cenário de pluralismo, interdependência e alta complexidade institucional.
A programação está organizada em dois eixos complementares. O primeiro aborda a construção de uma teoria do Estado Constitucional Cooperativo, contemplando a evolução do conceito de Estado, a relação entre cooperação e pluralismo, os desafios contemporâneos do Direito, a questão da soberania e o elemento republicano. Destacam-se as distinções entre liberalismo e republicanismo e a ideia de liberdade como não dominação, fundamental para a análise crítica do papel das instituições.
O segundo eixo trata do Poder Judiciário nesse modelo constitucional, abordando o lugar do sistema de justiça na ordem constitucional, a hermenêutica jurídica como instrumento de criação do direito e a centralidade dos precedentes judiciais. Também estão em pauta temas como o direito jurisprudencial para além da lei, a atuação do Judiciário na formulação de políticas públicas, os processos estruturais e os mecanismos consensuais de resolução de conflitos.
Currículo do formador
O Professor Doutor Marcos Augusto Maliska é professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Direitos Fundamentais e Democracia do UniBrasil – Centro Universitário e procurador federal da AGU. Mestre e doutor em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizou doutorado-sanduíche na Ludwig Maximilians Universität, em Munique, Alemanha, e pós-doutorado no Instituto Max Planck de Direito Público de Heidelberg. Possui trajetória acadêmica internacional, com atuações como professor e pesquisador visitante em universidades da Alemanha, Polônia, Cazaquistão, Áustria, Ucrânia e Canadá. É autor e editor de 17 livros e de mais de 150 artigos acadêmicos.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito e Keila Maressa

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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