Tribunal de Justiça de MT

Estudantes vivenciam na prática o papel da Justiça em Chapada dos Guimarães

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Em um momento de aproximação entre o Poder Judiciário e a comunidade, o Fórum de Chapada dos Guimarães recebeu nesta semana cerca de 60 alunos da Escola Estadual Cívico-Militar Ana Tereza Albernaz. A visita proporcionou aos estudantes uma experiência prática sobre o funcionamento da Justiça e o papel das instituições na consolidação da democracia.

Os alunos foram acolhidos pelo juiz diretor do Foro, Leonisio Salles de Abreu Junior, e por servidores da unidade, em um encontro marcado pelo diálogo aberto e pela troca de conhecimentos. Durante a atividade, foi feita uma explicação detalhada sobre o funcionamento do Judiciário, desde o início de um processo até a decisão final.

Ao conversar com os estudantes, o magistrado destacou que cada etapa processual segue critérios técnicos e legais, reforçando que o Judiciário existe para assegurar direitos e oferecer respostas à sociedade. A iniciativa buscou aproximar os jovens da realidade das instituições públicas e mostrar que o fórum é um espaço de garantia de cidadania.

A proposta da visita faz parte das ações desenvolvidas pela Escola Estadual Cívico-Militar Ana Tereza Albernaz desde a adesão ao programa estadual. O gestor Cívico-Militar da unidade, coronel PM Sérgio Coneza, explicou que a iniciativa integra um planejamento pedagógico mais amplo.

“A escola, que em julho do ano passado adotou o programa Cívico-Militar (Lei estadual 12.388/24), vem desenvolvendo ações voltadas não só ao currículo pedagógico, como incorporando práticas disciplinares orientadas a princípios cívicos voltados a uma cidadania plena, consciente dos deveres e direitos dos cidadãos”, explicou.

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Segundo o coronel Coneza, as atividades extrapolam a sala de aula e incluem experiências práticas junto às instituições públicas. “Como prática, é adotado um calendário de visitações, notadamente aos órgãos e serviços nos poderes da República que mais claramente remetem à efetivação dos direitos fundamentais. O Poder Judiciário é marco fundamental como guardião da Constituição e demais normativos legais. Nada mais oportuno que os nossos alunos possam não só conhecer seu funcionamento, mas entender como se pratica a função judicante”.

O coronel também ressaltou o impacto das visitas na formação profissional dos estudantes. “Também, essas visitas possibilitam conhecer referências profissionais como forma de incentivo à orientação vocacional desses jovens no futuro”.

Ele destacou ainda que a experiência contribui para o desenvolvimento integral dos alunos. “Além dos bancos acadêmicos, uma possibilidade de interação e, consequentemente de desenvolvimento integral dos alunos”.

Para o estudante do 1º ano do Ensino Médio, Robert Medeiros, a experiência representou acesso a informações essenciais para a formação cidadã. “Foi uma experiência muito boa porque é informação que nós precisamos. Como funciona a Justiça do Brasil, entender como funcionam as leis”, afirmou.

Ao refletir sobre a vivência no fórum, o estudante comentou a percepção que muitas pessoas têm ao entrar no local. Segundo ele, é comum que o ambiente cause certo desconforto, já que geralmente está associado a conflitos. “Muitas pessoas se sentem desconfortáveis de estar aqui porque, como o próprio juiz disse, se a pessoa está aqui é porque ela está passando por problemas, mas é um local para nos ajudar. Para resolvermos nossos problemas”, destacou.

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Para Robert, compreender o funcionamento das instituições é fundamental. Ele classificou esse tipo de conhecimento como “crucial para todos os cidadãos”, ressaltando que a informação fortalece a participação consciente na sociedade.

A visita também despertou interesse profissional. O estudante revelou curiosidade sobre a carreira no Judiciário e não descarta a possibilidade de seguir esse caminho no futuro. “Acho um cargo muito importante, interessante, e é sim alguma coisa que eu possa fazer no futuro”, disse.

Além da estrutura tradicional de andamento dos processos, os alunos conheceram iniciativas voltadas à pacificação social, como a Justiça Restaurativa, a Justiça Comunitária e os métodos autocompositivos desenvolvidos nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). Essas práticas incentivam o diálogo e soluções construídas de forma colaborativa.

Mais do que apresentar rotinas e procedimentos, a visita reforçou a importância de aproximar as novas gerações das instituições públicas. Ao vivenciarem o ambiente forense, os estudantes puderam enxergar o Judiciário como um espaço acessível, voltado à solução de conflitos e à promoção de direitos.

A ação integra um movimento contínuo de abertura à comunidade, reafirmando que a construção da cidadania também passa pela educação, informação e pelo contato direto com as instituições.

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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