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Escola de Acorizal recebe palestra da Cemulher sobre combate à violência doméstica

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A equipe da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Poder Judiciário (Cemulher-MT) percorreu quase 70 quilômetros para levar a cerca de 230 estudantes do 8⁰ e 9⁰ ano do Ensino Fundamental e do 1⁰, 2⁰ e 3⁰ ano do Ensino Médio da Escola Estadual Pio Machado palestras sobre o combate à violência contra a mulher, na manhã desta sexta-feira (13).

Ao longo do Mês da Mulher (março), a Cemulher-MT intensifica seus projetos, especialmente o “Cemulher e a Lei Maria da Penha nas Escolas”, voltado à prevenção da cultura do machismo e da violência contra a mulher junto ao público adolescente.

Aluna do 3⁰ ano, Júlia Soares, de 17 anos, considerou a palestra foi importante para orientar os alunos sobre como se deve tratar as mulheres. “Muitas vezes, a violência acontece dentro das nossas casas e a gente não está vendo”, disse Júlia.

Segundo ela, a ação demonstra que o Tribunal de Justiça está disposto a contribuir com a formação dos jovens. “Mostra que nós também temos voz, que temos esse poder de falar e denunciar”, destacou.

De acordo com Matheus dos Anjos Ramos, 16, aluno do 2⁰ ano, a palestra foi um incentivo para que os jovens estejam atentos sobre o tema da violência doméstica. “É importante preservar a vida das mulheres e também para que elas não sofram mais violência, como elas têm sofrido”, .

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Para a aluna do 2⁰ ano Ana Carolina Carlotto, 16, muitas pessoas não recebem esse tipo de ensinamento em suas casas, o que ressalta a necessidade das campanhas de conscientização. “O respeito que não aprendeu em casa, vai aprender na escola”, disse.

Após participar da palestra, a adolescente conta que passou a entender a amplitude da violência em seu cotidiano. “A gente consegue perceber essas violências ao redor, a todo momento é muito comum ver ciúmes em amizades e em relacionamentos também”, afirmou.

Estudante do 3⁰ ano, Leandro Teixeira, 17 anos, comenta que “através dessa palestra, muitas pessoas vão levar essa formação pra vida, pra mudar o comportamento tanto em casa, quanto na escola. Como somos adolescentes e vamos entrar na fase adulta, vamos ter a consciência do que é certo e do que é errado”, comentou.

O diretor da Escola Pio Machado, Luís Fernando Pedroso, enalteceu o projeto “Cemulher e a Lei Maria da Penha nas Escolas”. “Vejo como bastante positiva essa campanha em parceria com o Tribunal de Justiça porque nós, professores, passamos a informação de uma forma. E quando temos essas participações de parceiros, os alunos refletem mais, eles aprendem que nem sempre algumas atitudes que eles veem como brincadeira é uma brincadeira”, pontuou.

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A assessora técnica multidisciplinar da Cemulher, Adriany Carvalho, destacou que o grande intuito do projeto é agir preventivamente. “Ao levar informação, a gente está atuando nas políticas de prevenção à violência doméstica. E nós estamos nesse objetivo de plantar uma semente de transformação nesses jovens para que eles desnaturalizem o desrespeito, reconheçam o relacionamento abusivo, que eles possam compreender os sinais da violência e se relacionar de forma saudável para que tenhamos, futuramente, reduzidos os índices de violência, que têm sido muito tristes para o nosso estado”, afirma.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Anderson Borges

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

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Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

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Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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