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Curso de formação: juízes substitutos recebem capacitação em direitos humanos e igualdade de gênero

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Nesta segunda-feira (30 de outubro), a juíza Tatiane Colombo, do 8º Juizado Especial Cível de Cuiabá, foi a responsável pela capacitação dos novos juízes e juízas substitutos(as) de Direito, em mais uma aula do Curso Oficial de Formação Inicial, o Cofi 2023. A magistrada abordou o tema direitos humanos e igualdade de gênero.
 
Segundo a magistrada, a capacitação é voltada a questões relacionadas à igualdade de gênero, julgamento com perspectiva de gênero, igualdade racial e sobre tráfico de crianças e adolescentes. “É uma visão aliada mais ao dia a dia, à postura do juiz com a temática. Não é uma apresentação primária, mas sim uma apresentação dentro de um contexto: como é que eles podem fazer para utilizar isso como magistrados?”, enfatizou Tatiane.
 
Além de fornecer orientações sobre como é possível proceder em questões cotidianas, como audiências e na elaboração de decisões, a magistrada explica que o mais importante é o compartilhamento de experiências, baseadas em quase 25 anos de magistratura. Segundo ela, apesar de inicialmente os novos magistrados atuarem em comarcas menores, essas questões também estarão presentes.
 
“É bom entender que isso está no nosso dia a dia. Quer dizer, numa comarca pequena, numa comarca grande, na análise de todos os casos, a gente precisa ter uma certa prudência, uma certa visualização dessas temáticas. E também estar atento para algumas outras. Isso torna o juiz mais sensível e mais aberto para poder entender como é a melhor análise do caso concreto, do tratamento e da efetividade das decisões”, observou.
 
“Julgar com perspectiva de gênero, atender com perspectiva de gênero, falar com perspectiva de gênero, mas o que é isso? O que eu preciso para entender isso? Eu preciso entender dentro desse ponto tudo, conceitos como sexo, gênero, sexualidade e identidade de gênero”, salientou. Conforme a magistrada, “o que é importante é exatamente o que temos no primeiro e no segundo artigo da Declaração dos Direitos dos Homens, que é o respeito ao próximo.”
 
Tatiane Colombo é juíza desde 1999 e hoje atua no 8º Juizado Especial Cível de Cuiabá. Bacharel em Direito, ela possui MBA em Gestão Judiciária pela Fundação Getúlio Vargas, é mestre em Direito junto a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), na área de Pensamento Jurídico e Relações Sociais, e atua como pesquisadora junto ao Laboratório de Estudos e Pesquisas Avançados em Direito Internacional e Ambiental (Lepadia – UFRJ).
 
A magistrada tem Certificação Internacional em Constelações Organizacionais Talent Manager Cecilio Regojo em conjunto com a Universidade CUDEC/ México e atuou como multiplicadora de Direito Sistêmico para a Hellinger Schule de 2017 a 2021.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: fotografia colorida da juíza Tatiane Colombo. Ela é uma mulher branca, de cabelos loiros, que veste uma camisa branca. Ela fala ao microfone. Ao fundo, aparece um banner da Esmagis-MT. 
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Enfam: Juiz do TJMT apresenta artigo sobre bioética e terminalidade infantil

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Um homem de terno preto e gravata azul posa em pé à direita de uma mesa de escritório preta. No centro da parede branca ao fundo, uma grande TV exibe uma videoconferência com quatro outras pessoas em janelas separadas.A leitura do artigo “O Fim da Vida em Pediatria e a Bioética: Parâmetros Ético-Jurídicos para as Decisões sobre a Terminalidade Infantil” convida à reflexão sobre um dos temas mais sensíveis enfrentados pela sociedade contemporânea: os limites éticos e jurídicos das decisões médicas envolvendo crianças em estado de terminalidade.

O trabalho é de autoria do juiz de Direito Anderson Fernandes Vieira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), e analisa os desafios impostos pelos avanços da medicina à luz da dignidade humana, da proteção integral da criança e dos direitos fundamentais.

No estudo, fruto do trabalho de conclusão de sua especialização pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam), o magistrado investiga os parâmetros capazes de orientar a tomada de decisões em casos sem perspectiva de cura. O debate foca no melhor interesse da criança e no cumprimento dos princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Constituição Federal.

“A proposta do artigo não é defender a eutanásia ou a antecipação da morte, mas discutir critérios ético-jurídicos para situações excepcionais. Nesses cenários, os avanços da medicina ampliam a capacidade de prolongar a vida e geram conflitos que vão além do aspecto clínico, exigindo uma construção compartilhada entre família, equipe de saúde e o Judiciário, sempre valorizando os cuidados paliativos e a dignidade humana até o fim da vida”, destacou o juiz.

A produção acadêmica representa o resultado final da especialização em Bioética, Justiça e Direitos Humanos, promovida pela Enfam. Leia aqui o artigo completo.

https://esmagis-mc.tjmt.jus.br/esmagis-arquivos-prod/cms/2026_08_07_Artigo_da_pos_Bioetica_38035ef931.pdf

Conclusão da especialização

O juiz Anderson Vieira concluiu oficialmente o curso nesta quinta-feira (6 de agosto), após a defesa e aprovação do artigo científico. Segundo ele, a oportunidade marcou um importante ciclo de formação continuada voltado ao aperfeiçoamento da atividade jurisdicional. “Há um ano e meio, a Enfam abriu inscrições para uma pós-graduação em Bioética, Justiça e Direitos Humanos, com vaga para um juiz de cada estado, além de juízes federais e servidores da Justiça Federal. Eu fui o escolhido do TJMT e acabei de fazer a defesa final do artigo aqui na Enfam”, relatou.

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A especialização foi ofertada pela Enfam por meio de processo seletivo nacional e reuniu magistrados e servidores de diferentes instituições do Judiciário brasileiro. Para o magistrado, o curso permitiu aprofundar os estudos em um tema que ganha relevância crescente diante dos avanços tecnológicos e científicos na área da saúde. “A especialização representou uma oportunidade de aprofundar estudos em um tema de grande relevância para o Direito contemporâneo, especialmente diante dos desafios éticos e jurídicos decorrentes dos avanços da medicina”, destacou.

Homem de terno azul e barba por fazer sentado em plateia. Ao fundo, dois homens mais velhos de camisa e gravata, desfocados. Vieira assinalou que, ao longo do curso, procurou desenvolver uma pesquisa que dialogasse com questões concretas enfrentadas pela sociedade e pelo Poder Judiciário, contribuindo para a construção de decisões cada vez mais fundamentadas, humanas e comprometidas com a proteção dos direitos fundamentais.

Ele ressalta que os avanços da medicina ampliaram significativamente a capacidade de prolongar a vida, mas também passaram a exigir respostas jurídicas para situações extremamente delicadas, sobretudo quando envolvem crianças em estado de terminalidade. “Nesses casos, surgem conflitos que vão muito além da medicina, envolvendo a dignidade da pessoa humana, a proteção integral da criança, a atuação da família, da equipe de saúde e, em determinadas situações, do próprio Poder Judiciário.”

Segundo o magistrado, o artigo buscou identificar parâmetros éticos e jurídicos capazes de orientar essas decisões dentro do ordenamento jurídico brasileiro, sempre priorizando a proteção integral da criança e seu melhor interesse. A pesquisa defende a importância dos cuidados paliativos, do diálogo entre os envolvidos e da preservação da dignidade humana em todas as etapas do tratamento.

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Ao concluir a formação, Anderson Vieira reafirmou a importância da qualificação permanente da magistratura para enfrentar questões cada vez mais complexas da sociedade contemporânea. “Concluir essa especialização representa mais um passo no compromisso permanente com o aperfeiçoamento da atividade jurisdicional. Acredito que a formação continuada fortalece a magistratura, amplia a capacidade de enfrentar temas complexos com responsabilidade e sensibilidade e contribui para uma prestação jurisdicional cada vez mais qualificada, técnica e comprometida com a efetivação dos direitos fundamentais”, concluiu.

A aprovação do trabalho e a conclusão da especialização representam mais uma etapa na trajetória acadêmica do magistrado, que atualmente é mestrando em Direitos Fundamentais e Democracia, no Programa de Pós-Graduação em Direito do Centro Universitário Autônomo do Brasil.

Outras produções acadêmicas

Os interessados em conhecer outras produções acadêmicas desenvolvidas por magistrados e magistradas de Mato Grosso podem acessar o acervo disponibilizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT). O espaço reúne artigos e trabalhos voltados ao debate de temas jurídicos contemporâneos, à difusão do conhecimento jurídico e ao aprimoramento da atividade jurisdicional.

Clique neste link para acessá-lo.

https://esmagis.tjmt.jus.br/pagina/60d4833bc9e8ac001b2485a6

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Lígia Saito

Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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