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Comarca de Várzea Grande promove capacitação para servidores sobre Entrega Legal e Adoção

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Em celebração a Semana Nacional da Adoção, que ocorre entre 20 a 25 de maio, a Vara da Infância e Juventude de Várzea Grande promove nesta quinta e sexta-feira (23 e 24/05), uma capacitação sobre as temáticas Entrega Legal e Adoção, no Fórum de Várzea Grande. Cerca de 140 servidores do Poder Judiciário e atores da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente do município e da capital participam do evento.
 
Segundo o juiz da Vara da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Souza Nogueira de Abreu, a inciativa, além de celebrar a semana da adoção, atende as diretrizes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
 
“Ao trazer como nossa palestrante a psicóloga especialista em Psicologia Jurídica pelo Conselho Federal de Psicologia, Lavínia Magda Barbosa de Vasconcelos Silva, e analista do Tribunal de Justiça da Paraíba, queremos proporcionar aos nossos servidores e demais parceiros a oportunidade de conhecer com alguém que possui prática diária no Judiciário. Além disso, ela poderá trazer exemplos reais para que a gente se capacite e entregue um desempenho ainda melhor”, afirmou.
 
Nesses dois dias de evento a psicóloga falará sobre diversos tópicos como: conhecendo a “Entrega Voluntária: o mito do amor materno, o direito em manifestar o desejo de entrega e os caminhos de sua efetivação ou desistência”; apresentação da resolução 485/2023 do CNJ e do Manual de Entrega Voluntária do CNJ; “entrega voluntária e Rede Socioassistencial e de Saúde: a participação corresponsável dos órgãos e políticas na efetivação do direito à entrega”; estudos de caso com entes da Rede presentes no evento, a partir da formação de grupos de trabalho com os presentes; entre outros.
 
Um dos principais desafios apontados por Lavínia Vasconcelos são as implicações emocionais e sociais que a adoção pode trazer. “Os pretendentes precisam estar cientes que existem muitos estágios de desenvolvimento das crianças e dos adolescentes. Por exemplo, alguns desafios surgem por conta da adaptação da realidade da adoção, seja porque essa família que adotou passa a oferta para essa criança parâmetros que ela nunca teve em sua família biológica, o que ocasiona uma diferença cultural. Ou porque em um caso como dos adolescentes, eles passam por um turbilhão de emoções. É importante não colocar tudo na ‘culpa’ da adoção e estar preparado para as várias adversidades que a vida proporciona”, pontuou.
 
A psicóloga destacou que é preciso estar preparado para as dificuldades da adoção, mas também da maternidade/paternidade. “Isso precisa ser muito trabalhado nos cursos de habilitados, pois as expectativas serão frustradas já que criança e adolescente dão trabalho, seja ela biológica ou adotiva. É necessário deixar esclarecido que o processo de adoção é irrevogável e os pretendentes precisam assumir isso como uma decisão para a vida toda vida”. Até por isso o período do estágio de convivência é essencial complementa Lavínia.
 
“Nesse prazo de 90 dias é comum a frustação, encontrar desafios além do que eles imaginavam e esse período é fundamental para esclarecer muita coisa e evitar problemas”.
 
Entrega Legal – A analista do Tribunal de Justiça da Paraíba também ressaltou a importância da entrega voluntária, que é quando a mulher manifesta o interesse em entregar o(a) filho(a) para adoção, antes ou logo após o nascimento.
 
“É preciso realizar um trabalho contínuo de conscientização de que entregar o filho para adoção, além de não configurar crime, é um ato de amor. É preciso provocar reflexão sobre o assunto, promovendo apoio social a mulheres que por não terem condições de exercer a maternidade optam por entregar a criança para adoção de forma segura e sigilosa. O intuito do Judiciário é evitar práticas como abandono de recém-nascidos, maus tratos e adoção ilegal”, disse Lavínia Vasconcelos.
 
Ela pontua ainda que geralmente esse processo de entrega voluntária é muito solitário e traz muitos julgamentos. “A ideia não é fazer a mulher desistir ou entregar a criança, a ideia é acolher. Independentemente de qual será a escolha dela haverá uma repercussão, então é preciso trabalhar esse acolhimento para que ela tenha condições de apresentar esse desejo. E a continuidade desse processo é a adoção, então são dois temas correlatos”, finalizou.
 
Algo interessante ressaltado na capacitação é a possibilidade que a lei traz na Entrega Legal. Se a mulher quiser ela pode deixar um registro para a criança que ao atingir a maioridade pode solicitar ao Judiciário.
 
“A história da criança é contada pelo Judiciário a partir das decisões judicias, dos estudos das equipes psicossociais envolvidas. Mas se a mulher quiser ela pode contar com suas próprias palavras quais foram suas motivações, seja por uma carta ou vídeo, por exemplo.
 
Em um caso que acompanhei na Paraíba a mulher me perguntou: o que eu falo pra essa criança? Eu a questionei de volta porque você está entregando ela? A sua resposta foi: por amor. Eu disse: pronto é isso que você dirá. Isso gerou muita emoção no atendimento, pois ela entendeu que não tinha condições de cuidar da criança, ela queria proporcionar uma vida melhor para ela. E não tem como julgar que essa é uma decisão sem amor”, argumentou.
 
O evento, realizado em parceria com a Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso, contou ainda com a participação da secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Elaine Zorgetti e com uma apresentação das crianças e jovens do “Coral Canto & Encanto”.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto em plano aberto que mostra o auditório do plenário do Fórum de Várzea Grande praticamente lotado. foto 2: o juiz Tiago Abreu fala ao microfone ele usar uma terno azul, camisa azul clara listrada e gravata vermelha listrada. foto 3: psicóloga a Lavínia Vasconcelo fala ao microfone, ela usa uma camisa presta, sinto dourado e saia azul e preta listrada.
 
Larissa Klein
Assessoria de imprensa CGJ-TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

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Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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