Tribunal de Justiça de MT

Alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Liceu Cuiabano recebem o projeto ‘Nosso Judiciário’

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Com o tema ‘Como funcionam os Juizados Especiais’, o projeto ‘Nosso Judiciário’ atendeu 420 alunos do Ensino Médio na Escola Estadual Liceu Cuiabano, na manhã dessa quinta-feira (12 de setembro). Essa é uma das ações encontradas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso para se aproximar dos jovens que são o futuro da sociedade, levando até eles informações sobre o Judiciário.
 
Nesses quase 10 anos do programa, 32.426 alunos foram contemplados e 143 escolas, tanto públicas como privadas, já foram atendidas com a realização de palestras e também a distribuição de cartilhas sobre o Poder Judiciário. O ‘Nosso Judiciário’ dialoga sobre os direitos e deveres como cidadãos aos jovens, além de alertar sobre os principais crimes cometidos por indivíduos nessa fase da adolescência, como explica o técnico Judiciário do TJMT, Neif Feguri, um dos responsáveis pelo projeto e que ministrou a palestra.
 
“Muitos jovens e adolescentes hoje não sabem as funções dos Juizados Especiais. Falamos sobre crimes, drogas, ameaças, sobre dirigir embriagado, entregar falso atestado médico, cometer bullying e também o cyberbullying, que é a prática agressiva de intimidações e perseguições no ambiente virtual. Falamos também sobre o Marco Civil da Internet e explicamos sobre. E os jovens, de uma forma errada, praticam esses crimes sem terem noção das causas e das consequências disso”, explicou Neif.
 
A tradicional Escola Liceu Cuiabano, que recebeu o projeto, é a primeira escola pública estadual de Mato Grosso, que nasceu em 1879.
 
O diretor da escola, Lucas Vaz, ressaltou a importância de receber o projeto. “É interessantíssimo quando a Justiça traz para a escola informações sobre o ordenamento jurídico brasileiro, traz uma relevância, porque os alunos precisam aprender sobre esse campo do conhecimento para terem possibilidades mais amplas possíveis como cidadão. Então essa junção de áreas e campos de atuação é fundamental para a gente progredir com o processo educativo e também pedagógico”, destacou o diretor.
 
Para a aluna do 3º ano, Louhany Felix dos Santos, de 18 anos, os assuntos abordados ajudam os jovens a terem conhecimento sobre os seus direitos, além de dar mais consciência sobre alguns crimes para que não os cometam.
 
“Eu gostei bastante, porque tinha coisas que eu realmente não sabia, como, por exemplo, a parte onde o palestrante explicou que a Justiça é de graça. Eu não sabia disso e depois li mais informações na cartilha, e achei ótimo porque é mais acessível. Outra parte interessante foi sobre o crime cibernético, porque aqui já ocorreu e até viralizou. Falar sobre esse tema com a gente reforça ainda mais que isso não pode acontecer novamente, para que nós tenhamos mais entendimento e consciência sobre o assunto”, enfatizou a aluna.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: No registro fotográfico, é possível visualizar o palestrante e servidor Neif Feguri, de camisa branca social e calça preta. Ele está no palco de perfil para a foto, palestrando com o microfone em uma mão e a cartilha em outra. Logo à sua frente, há centenas de alunos sentados nas cadeiras do auditório, todos com a cartilha do Poder Judiciário na mão ouvindo a palestra.
 
Luana Daubian
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Direito e Sociedade: parceria entre Esmagis, UFMT e Unemat fortalece produção científica

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Capa da quarta edição da revista jurídica A quarta edição da revista científica Interface Direito e Sociedade consolida a parceria entre a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A iniciativa tem contribuído para ampliar os espaços de produção e divulgação científica, reunindo pesquisadores, magistrados(as), docentes, estudantes e profissionais da sociedade civil em um ambiente voltado à reflexão sobre temas jurídicos e sociais contemporâneos.
Para a diretora-geral da Esmagis-MT, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, o periódico consolida a união de forças em prol do desenvolvimento intelectual e do papel social da Justiça no estado. “A parceria entre a Esmagis, a UFMT e a Unemat representa a convergência de instituições que compartilham o compromisso com a excelência acadêmica, a produção científica e o fortalecimento da democracia por meio do conhecimento. A revista Interface Direito e Sociedade é fruto dessa união e da convicção de que os grandes desafios contemporâneos exigem uma abordagem interdisciplinar, capaz de aproximar o saber jurídico das reflexões produzidas pela Filosofia, pela Sociologia e por outras áreas que contribuem para a compreensão da realidade social.”
Mulher de longos cabelos escuros ondulados, sorrindo de frente para a câmera. Ela veste um blazer verde-água sobre uma blusa de tom semelhante, com fundo cinza claro e neutro.A desembargadora ressalta ainda que a publicação amplia o diálogo entre diferentes atores envolvidos na construção do conhecimento jurídico e no aperfeiçoamento das instituições. “Ao reunirmos magistrados, pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais da sociedade civil em um mesmo espaço de debate científico, ampliamos as possibilidades de construção de respostas qualificadas para questões que impactam diretamente o sistema de justiça e a vida em sociedade. Essa parceria reafirma a importância do diálogo entre universidade e Poder Judiciário, promovendo uma cultura jurídica mais crítica, plural e comprometida com a inovação, a ética e a permanente busca pelo aperfeiçoamento das instituições e da prestação jurisdicional.”
Na avaliação do diretor da Faculdade de Direito da UFMT, professor Carlos Eduardo Silva e Souza, a cooperação institucional representa um avanço importante para a pesquisa jurídica em Mato Grosso e na região Centro-Oeste, ao aproximar a produção acadêmica dos desafios enfrentados pelo Sistema de Justiça. “Trata-se de uma iniciativa que aproxima, de maneira concreta e permanente, a academia e o Sistema de Justiça, permitindo que o conhecimento produzido nas universidades dialogue diretamente com os desafios contemporâneos enfrentados pela magistratura, pelos operadores do Direito e pela sociedade.”
O professor Carlos aparece, de frente e sorrindo, em meio corpo. Veste terno, camisa branca e gravata estampada. No fundo, há um painel de madeira com prateleiras e vasos de plantasSegundo o professor, a Interface Direito e Sociedade foi concebida como um espaço plural e interdisciplinar de reflexão científica. “A revista nasceu justamente com esse propósito: criar um espaço qualificado, plural e interdisciplinar de reflexão científica, reunindo pesquisadores, magistrados, docentes, estudantes e profissionais comprometidos com a construção de soluções jurídicas mais modernas, humanas e alinhadas às transformações sociais.”
A publicação também amplia as oportunidades para estudantes de pós-graduação, pesquisadores e docentes divulgarem seus trabalhos em um ambiente editorial voltado à excelência científica. “A publicação oferece uma oportunidade concreta para que pesquisadores publiquem estudos com elevada relevância acadêmica e social, em um ambiente editorial comprometido com a excelência científica, a interdisciplinaridade e o debate contemporâneo sobre temas jurídicos.”
Homem sorrindo com barba curta, cabelos cacheados e óculos de grau. Veste camisa social azul-marinho. Está posicionado da cintura para cima, com fundo desfocado em ambiente externo.Para o professor do curso de Direito e assessor de Gestão de Formação da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da Unemat, José Ricardo Menacho, a parceria fortalece a visibilidade das produções científicas desenvolvidas nas instituições participantes e contribui para a qualificação dos debates jurídicos. “As parcerias institucionais – como esta firmada entre a Unemat, a UFMT e a Esmagis – proporcionam-nos visibilizar as nossas produções científicas, com mais força, eficiência e alcance, contribuindo, assim, para a qualificação dos debates e discussões jurídicas nos mais diversos níveis, local, estadual, regional, nacional e internacional.”
Ele destaca ainda que a iniciativa favorece a criação de redes de pesquisa e a troca de conhecimentos entre pesquisadores de diferentes instituições. “Nos possibilitam estreitar laços de trabalho com colegas de outras instituições, abrindo o terreno para a constituição de redes de pesquisa e de trocas de saberes, enriquecendo sobremaneira o olhar e a leitura de nossos muitos objetos de estudos.”
Além disso, a revista é vista como um espaço de excelência para a divulgação científica e para o fortalecimento de uma reflexão crítica sobre o Direito. “A Revista abre um espaço de excelência e rigor técnico-científico para a divulgação do Direito; para a promoção de uma reflexão crítica e comprometida com a realidade material, à luz de suas condições de produção; e para a proposição e o dimensionamento de caminhos outros na área, tanto em termos formativos quanto profissionais.”
Com prazo de submissão reaberto até 21 de agosto, a quarta edição da Interface Direito e Sociedade recebe trabalhos inéditos nas áreas de Direito, Filosofia e Sociologia, fortalecendo a integração entre instituições
de ensino superior e o Poder Judiciário na promoção do conhecimento científico e da reflexão sobre temas de interesse da sociedade.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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