Três novas escolas da Rede Estadual de ensino iniciam esta semana atividades dentro da programação do projeto Escola da Família. As unidades são Antônio Ferreira Sobrinho (Jaciara), Pindorama (Rondonópolis) e Teotônio Carlos da Cunha Neto (Confresa), que abrirão suas portas para a comunidade participar de atividades esportivas e recreativas a partir desta segunda-feira (14), 16 e 19 de abril, respectivamente.
O Escola da Família começou em 2024 e já tem 14 escolas desenvolvendo o projeto em Cuiabá e Várzea Grande. Além das três novas unidades iniciando atividades, outras 16 também estão em fase de implantação no interior do Estado.
A Gestora da Política de Bem-Estar da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Emanoela Cardoso, disse que o projeto piloto teve a participação de 10 escolas em 2024. Nesse ano, a Escola da Família ampliou sua atuação para 33 unidades, alcançando escolas em diversas regiões do Estado.
Objetivo é oferecer, segundo ela, uma variedade de atividades que vão além da sala de aula e promover a interação entre alunos, pais e a comunidade, como vôlei, basquete, ping-pong e futsal, ou participar de jogos de mesa como xadrez e dama.
“Para quem busca uma experiência mais relaxante, há hidroginástica e recreação na piscina. A diversidade de opções ainda inclui oficinas de judô, tricô, design de unhas e capoeira, permitindo que cada um encontre a sua forma de diversão mais adequada”, conclui Emanoela.
Escolas Participantes em Cuiabá e Várzea Grande
• Colégio Estadual Integrado – CEI 01 Victorino Monteiro da Silva • Colégio Estadual Integrado – CEI 02 – João Crisóstomo • Colégio Estadual Integrado – CEI 03 Mário de Castro • Colégio Estadual Integrado – CEI 04 Malik Didier • Colégio Estadual Integrado – CEI 05 Miguel Baracat • EE Eliane Digigov Santana • EE Diva Hugueney de Siqueira Bastos • EE Rafael Rueda • EE Ernandy Maurício Baracat de Arruda • EE Deputado Milton Figueiredo • EE Prof. Marlene Marques de Barros • EE Leovegildo de Melo • EE Jaime Verissimo de Campos Junior (Jaiminho) • EE Prof. Elizabeth Maria Bastos Mineiro
• EE Cleufa Hubner (Sinop) • EE Mário Spinelli (Sorriso) • EE Dom Bosco (Lucas do Rio Verde) • EE Pedro Alberto Tayano (Tangará da Serra) • EE 29 DE NOVEMBRO (Tangará da Serra) • EE Andre Antonio Maggi (Sapezal) • EE Patriarca da Independência (Distrito de Progresso) • EE Militar Dom Pedro II Vitória Furlani da Riva (Alta Floresta) • EE Cecilia Meireles (Alta Floresta) • EE Neide Enara (Nova Monte Verde) • EE Militar Dom Pedro II Andre Antônio Maggi (Rondonópolis) • EE Nilce Maria Magalhães (Diamantino) • EE São José do Rio Claro (São José do Rio Claro) • EE José Aparecido Ribeiro (Nova Mutum) • EE Antônio Ferreira Sobrinho (Jaciara) • EE Pindorama (Rondonópolis) • EE Teotônio Carlos da Cunha Neto (Confresa) • EE Cândido Portinari (Santa Rita do Trivelato) • EE Militar Tiradentes Coronel PM Jorge Luiz de Magalhães (Querência)
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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