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Zona Eleitoral de Sinop atende indígenas ikpeng com projeto Zonas sem Fronteiras

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A 22ª Zona Eleitoral, com sede em Sinop, está atendendo eleitores e eleitoras indígenas da etnia ikpeng, também conhecida como txikão ou iñof, grupo que habita o Parque Indígena do Xingu. Os atendimentos são viabilizados por meio do projeto Zonas sem Fronteiras, encampado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), e que consiste na possibilidade de que o cidadão e a cidadã sejam atendidos por qualquer Zona Eleitoral, independente da região em que residem. 

 

Neste caso específico, os(as) indígenas atendidos(as) são da Aldeia Pavuru, localizada no Parque Indígena do Xingu e, portanto, pertencente ao município de Feliz Natal, que faz parte da 36ª Zona Eleitoral. Porém, o local de votação da aldeia, a Escola Estadual Ikpeng, foi instalado na época em que o mesmo pertencia à 22ª Zona Eleitoral. Para chegar à aldeia, o acesso é de barco ou avião/helicóptero. São 114 km de Sinop a Feliz Natal, mais uma hora de estrada de terra até a beira do rio e, posteriormente, 7 horas de travessia de barco. 

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Conforme o juiz titular da 22ª Zona Eleitoral, Walter Tomaz da Costa, os indígenas ikpeng acabam indo com mais frequência à Sinop, por ser uma cidade maior e historicamente utilizada como ponto de referência para resolução de demandas burocráticas. “É uma satisfação para nós podermos contribuir com outra Zona Eleitoral, neste caso, a 36ª, com sede em Vera. Faz parte do nosso trabalho e a Justiça Eleitoral é única no estado de Mato Grosso. Eles estão recorrendo ao nosso Cartório Eleitora, principalmente, para fazer o cadastro da biometria, ou regularizar a situação eleitoral”, explicou o magistrado. 

 

Ele também enfatizou a importância deste esforço conjunto das Zonas Eleitorais em prol da ampliação do cadastramento biométrico no estado de Mato Grosso. “É algo que vai ao encontro do plano de atuação da Corregedoria Regional Eleitoral, e temos contribuído nesse sentido. No caso de Sinop, estamos com 93,3% do eleitorado biometrizado, faltando apenas 4,58%, os quais estamos buscando com intensificação do atendimento”, acrescentou o juiz Walter Tomaz da Costa. 

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A Escola Estadual Ikpeng possui duas seções eleitorais, com 260 e 259 pessoas aptas ao voto em cada uma, totalizando 519. No caso da 36ª Zona Eleitoral, do qual este local de votação faz parte, 85,2% do eleitorado total já cadastrou a biometria. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem é composta por três quadros que retratam o atendimento de pessoas indígenas em um ambiente institucional relacionado à Justiça Eleitoral. No primeiro quadro, três mulheres e um homem aguardam sentados em uma sala de espera. No segundo, uma jovem indígena assina digitalmente em um equipamento de coleta de dados. No terceiro, a mesma jovem está sentada à frente do equipamento, olhando para a câmera. A sequência sugere o processo de cadastramento biométrico ou atualização de dados eleitorais. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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