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TRE-MT reforça cadastro biométrico em visita à Barra do Garças

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Com o olhar voltado para fortalecer a participação cidadã, a Corregedoria Regional Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) desembarcou em Barra do Garças (cerca de 500 km de Cuiabá), para alinhar estratégias que acelerem o cadastramento biométrico na região. O juiz auxiliar da Corregedoria, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, esteve com o juiz da 9ª Zona Eleitoral, Michell Lotfi Rocha da Silva, e com o chefe de Cartório, Wilian Bezerra Andrade, nesta quinta-feira (11.09), acompanhando de perto as ações realizadas na região.

O juiz auxiliar da Corregedoria destacou a importância de intensificar a atuação, aproximando ainda mais a Justiça Eleitoral da população local. “É fundamental ampliar a mobilização regional para que os municípios alcancem a totalidade do cadastramento biométrico do eleitorado. Apesar de estarmos sediados em Cuiabá, a Corregedoria Regional Eleitoral está acompanhando todas as Zonas Eleitorais, temos um mapa com todo o percentual da biometria e fazemos o contato direto com os juízes eleitorais e os chefes de cartório, sempre visando o melhor trabalho e a melhor entrega à sociedade. Aqui na 9ª Zona Eleitoral, o Dr. Michell tem feito um ótimo trabalho nesse sentido, com a realização de mutirões e nós estamos à disposição, na Corregedoria, para apoiar no que for preciso”, frisou o magistrado Marcelo Moraes.  

A 9ª Zona Eleitoral abrange 64.699 pessoas aptas ao voto, distribuídas pelos municípios de Barra do Garças, Araguaiana, General Carneiro, Pontal do Araguaia, Ribeirãozinho e Torixoréu. Deste total, 59.011, ou seja, 91,21% já fizeram o cadastramento biométrico. Atualmente, do total de 45.488 pessoas aptas ao voto em Barra do Garças (município sede do Cartório Eleitoral), 41.555, o equivalente a 91,35%, já cadastraram a biometria.

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A maior preocupação, segundo o juiz da 9ª Zona Eleitoral, é o município de General Carneiro que, atualmente, possui 75,84% do eleitorado com a biometria coletada. Do total de 4.776 pessoas aptas ao voto, 3.622 já fizeram o cadastro, mas ainda faltam 1.154. Araguaiana está com o índice de 98,46% atingido, sendo que do total de 3.242 pessoas aptas ao voto, 3.192 já cadastraram a biometria, restando apenas 14 para atingir a meta de 98% e 50 no total. Ribeirãozinho também está com um bom índice, 97,42%, já que do total de 2.445 do eleitorado, 2.382 já estão com a biometria em dia, faltando a regularização de 63 pessoas. Torixoréu vem logo em seguida, com 96,10% do eleitorado biometrizado, ou seja, 3.498 do total 3.640 pessoas aptas ao voto, sendo que faltam 142. Pontal do Araguaia está com 93,23% de cobertura biométrica, pois dos 5.108 aptos, 4.762 já fizeram o cadastro da digital, enquanto 346 ainda precisam procurar a Justiça Eleitoral.

“Estamos realizando mutirões de atendimento externo, em General Carneiro, por exemplo, onde fizemos recentemente, cerca de 300 pessoas puderam cadastrar a biometria. Pedimos que os eleitores e eleitoras compareçam ao posto de atendimento que temos em General Carneiro, em Barra do Garças temos o Cartório Eleitoral e, também, a unidade no Ganha Tempo, em Pontal do Araguaia temos o posto da Justiça Eleitoral. Em Torixoréu e Ribeirãozinho, onde não há posto de atendimento, estamos em conversa com os prefeitos para marcarmos uma data e irmos até lá realizar o cadastro biométrico e bater essas metas todas”, explicou o juiz eleitoral Michell Lotfi Rocha da Silva.

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Além disso, é importante destacar que o cartório da 9ª Zona Eleitoral tem feito a busca ativa do eleitorado, por meio de mensagens de WhatsApp e ligações telefônicas. A Justiça Eleitoral reforça, porém, que o contato é apenas para informar que a pessoa ainda não possui a biometria cadastrada e a forma que pode regularizar. Portanto, não são enviados links nem solicitados pagamentos de qualquer natureza.

Mais segurança

O cadastramento biométrico é essencial para garantir a segurança, a autenticidade e a agilidade nas eleições, prevenindo fraudes e aumentando a confiabilidade dos resultados. Para fazer a biometria, basta comparecer a qualquer posto de atendimento da Justiça Eleitoral portando documento oficial com foto. Caso precise mudar de endereço ou regularizar título cancelado, também é necessário apresentar um comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 anos que forem tirar o primeiro título também devem levar o comprovante de quitação militar.        

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: A imagem mostra um atendimento do TRE-MT. Um servidor, usando camiseta com o tema “Biometria 100%”, está sentado à mesa diante de uma mulher, realizando procedimentos eleitorais. Sobre a mesa há cabos, papéis, álcool em gel e outros materiais de apoio. Ao lado, aparece uma impressora multifuncional e, ao fundo, um painel verde do TRE-MT com logomarcas institucionais. No corpo do texto, aparecem duas fotos, com os dois juízes (Corregedoria e o eleitoral) concedendo entrevista para a imprensa local.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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