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TRE-MT participa do III Encontro das Magistradas Eleitorais

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A juíza-membro substituta do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, participou do III Encontro das Magistradas Eleitorais, realizado nesta terça-feira (28.03). O evento ocorreu na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF).

Um dos assuntos debatidos foi o protocolo para julgamento com perspectiva de gênero, que foi tema da conferência de abertura, proferida no período da manhã, pela conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desembargadora Salise Monteiro Sanchotene.

No âmbito da Justiça Eleitoral, o protocolo destaca a atuação dos(as) juízes(as) sobre legitimidade das cotas, distribuição do tempo de propaganda e de recursos eleitorais. Ao tratar da legitimidade das cotas, o documento recomenda, por exemplo, que na análise da cota de gênero de candidaturas, convém à juíza ou ao juiz eleitoral adotar postura ativa e sensível à realidade para afastar situações que tentam burlar a legislação, como candidaturas fictícias.

A porcentagem mínima de 30% por gênero para distribuição de tempo de propaganda eleitoral gratuita e para distribuição das verbas do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) como ferramenta indispensável para a conquista de mais cadeiras no parlamento pelas mulheres foi outro ponto destacado no encontro.

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“Considero muito importante o avanço no julgamento com relação a estes pontos, pois a atuação de magistrados(as) é fundamental para que as cotas sejam respeitadas e, assim, tenhamos uma representatividade cada vez mais diversa. O III Encontro das Magistradas Eleitorais discutiu o assunto de forma muito produtiva, principalmente no que diz respeito ao protocolo apresentado. A construção de uma rede de proteção às mulheres, nesta Justiça Especializada, é fundamental para a solidificação de um Estado mais igualitário ”, ressalta a desembargadora Serly Marcondes Alves.

A desembargadora também destaca que, apesar de a ministra Maria Claudia Bucchianeri não ter podido participar por problemas de saúde, a iniciativa em promover o evento foi enaltecida pelos presentes. “Se percebeu a intenção na realização do encontro, que logrou êxito no que foi planejado previamente. Também é importante destacar que abrilhantou o evento a presença de três mulheres presidentes de TREs, sendo da Paraíba, de Roraima e de Sergipe, respectivamente, Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão, Elaine Cristina Bianchi e Elvira Maria de Almeida Silva. Inclusive, elas fizeram parte da mesa de encerramento junto com o presidente do TSE. Parabenizo o TSE, Comissão TSE Mulheres, Escola Judiciária Eleitoral (EJE), Escola Nacional da Magistratura (ENM) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)”.

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O evento também contou com um painel sobre “Os desafios das mulheres e a perspectiva de gênero na Justiça Eleitoral”, com a participação de desembargadoras eleitorais, e com o workshop “A aplicação do protocolo para julgamento com perspectiva de gênero na Justiça Eleitoral”.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes; o corregedor-geral eleitoral, ministro Benedito Gonçalves; os ministros do TSE, Carlos Horbach e Sérgio Banhos; o presidente da AMB, Frederico Mendes Junior; e o presidente da ENM, desembargador Nelson Missias de Morais, também participaram do encontro.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra os participantes do encontro, sentados atrás de uma grande mesa que tem em destaque o nome e a marca do evento na parte da frente, assim como as marcas das instituições participantes.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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