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TRE-MT marca presença no 84º Encontro do Coptrel, em Minas Gerais

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Mato Grosso está presente na 84ª edição do Encontro do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais do Brasil (Coptrel). O evento é realizado no Estado de Minas Gerais e trata das orientações e expectativas da Justiça Eleitoral para as Eleições Municipais de 2024, em especial das ações realizadas para garantir um fechamento de cadastro com o máximo de eleitores atendidos.

Para a presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, “a Justiça Eleitoral de Mato Grosso está atenta e preparada para atender seus eleitores, independentemente das barreiras, sejam elas sociais, econômicas ou geográficas. A democracia é para todos e estamos trabalhando para continuar fortalecendo cada vez mais a democracia do nosso país.” Ela reforçou ainda que o Estado enfrenta desafios logísticos devido à extensa área territorial.

“Nossa geografia única nos desafia a garantir que todos os cidadãos, independentemente de onde vivam, possam exercer seu direito de voto. É essencial intensificar os esforços para assegurar que a Justiça Eleitoral alcance cada canto do nosso estado, incluindo comunidades remotas e de difícil acesso. Juntos, podemos fortalecer nossa democracia e garantir a participação plena de todos os mato-grossenses no processo eleitoral”, declarou a presidente.

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A programação do Coptrel inclui 2 dias (04 e 05 de abril) e será encerrada com a assinatura da Carta de Belo Horizonte. Também representam Mato Grosso o juiz auxiliar da presidência, Aristeu Dias Batista Vilella, e o diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sergio Diogo. “Temos intensificado os atendimentos para que a população resolva suas pendências antes do dia 8 de maio, prazo final para o fechamento de cadastro. Após esta data, nenhum procedimento eleitoral será feito, conforme estabelece a Lei nº 9.504/1997”, pontuou Aristeu.

“A gestão atual da Justiça Eleitoral tem focado em ir até o eleitor, independentemente de onde ele estiver.” A afirmação foi dada pelo diretor-geral do TRE, Mauro Diogo. “Fizemos um esforço contínuo para assegurar a participação política e incluir todos os cidadãos através da abertura de novos locais de votação e a realização de mutirões. Somente neste ano de 2024, já foram realizados mais de 50 mutirões em diversos municípios, entre zona urbana e zona rural. Assim, o Tribunal tem se preparado para as Eleições de 2024.”

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O COPTREL

O Encontro do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais do Brasil (Coptrel) foi criado em 1955 com a finalidade de debater e desenvolver respostas para questões da Justiça Eleitoral e da democracia brasileira.

Além de presidentes de TREs de todo o país, o evento conta com a presença e participação de representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como a ministra e vice-presidente do TSE, Cármen Lúcia. Neste ano, presidido pelo desembargador Octavio Augusto De Nigris Boccalini, também presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, a 84ª Coptrel traz iniciativas de sucesso e levanta debates sobre novos horizontes na Justiça Eleitoral, como a automatização no atendimento e o uso de Inteligência Artificial (IA).

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Daniel Dino)

#DescriçãodaImagem: A imagem mostra a sala com uma mesa de reunião que mostra os participantes e atrás o painel do evento.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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