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TRE-MT marca presença no 2º Encontro Nacional de Bibliotecas do Judiciário

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) marcou presença no 2º Encontro Nacional de Bibliotecas do Judiciário (ENABIJUD). O encontro foi realizado no Rio de Janeiro, está em sua segunda edição, e é um espaço criado para que profissionais de bibliotecas judiciárias troquem experiências e enriqueçam seu repertório a partir de reflexões e aprendizados conjuntos. O tema escolhido para a edição é “Bibliotecas – Construindo Redes de Memória, Inovação e Direitos Humanos”.

“Debatemos como ter um olhar atencioso para os desafios enfrentados na preservação da memória, na promoção dos direitos humanos… Foram discussões para colaborar com os gestores de bibliotecas na tomada de ações estratégicas na gestão do patrimônio bibliográfico”, avaliou a chefe da seção de biblioteca e editoração, Lener Aparecida Galinari, representante do TRE-MT. 

A programação do evento incluiu rodadas de palestras, mesas de discussão e visitas guiadas. As atividades contaram com a participação de duzentos participantes de todo o país, desde bibliotecários, magistrados, profissionais da informação e servidores. Foram discutidos temáticas como: Gestão da memória e Patrimônio bibliográfico e seu Papel estratégico nas Bibliotecas judiciárias;  Inteligência artificial, Transformação Digital e Experiência do Usuário nas Bibliotecas; Agenda 2030 – Transformando Bibliotecas jurídicas em Agentes de Mudança para os Objetivos da Agenda 2030: O Papel das bibliotecas na Disseminação do Conhecimento e na Promoção da Justiça Sustentável; e Biblioteca do Judiciário: planejando o futuro. 

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Para Lener Aparecida, o Centro Cultural Justiça Federal, local escolhido para sediar o encontro, é significativo. Isso porque, como explicou, esse espaço representa uma memória ligada à presidência do Tribunal Regional Federal da 2° Região, antiga sede do Superior Tribunal Federal (STF). Inaugurado em 1960, a  construção integra o projeto urbanístico da então Capital Federal. 

O evento foi realizado nos dias 20, 21 e 23 de março, sendo organizado pelo Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), e pela Rede Nacional de Bibliotecas Judiciárias (Bibliomemojus) com a parceria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Superior do Trabalho (TST),   Tribunal Superior de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Militar (STM). 

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Daniel Dino) 

#DescriçãdaImagem: A fotografia mostra 14 pessoas de pé em frente ao painel do evento. São 8 mulheres e 6 homens. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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