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TRE-MT implementa sistema de automação processual com uso de Inteligência Artificial

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O sistema Janus, que alia automação à Inteligência Artificial (IA), foi implementado pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), com o objetivo de otimizar a prestação jurisdicional. A ferramenta foi apresentada aos juízes e juízas eleitorais e chefes de cartório, nesta sexta-feira (16.08), em reunião virtual. Desenvolvido pelo TRE da Bahia, o sistema foi disponibilizado por meio do Termo de Cessão nº 66/2023 e abrange o 1º Grau de Jurisdição.

Criado em 2021, o Janus impulsiona os feitos automaticamente, por meio de rotinas de automação, tais como elaboração de editais, de certidões, preparação de atos de comunicação processual, elaboração de minutas de sentenças e encaminhamento dos autos para as demais tarefas do fluxo processual do Processo Judicial Eletrônico (PJe).

Representando a corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, o juiz auxiliar da Corregedoria, Antônio Veloso Peleja Júnior, ressaltou que o sistema já está em funcionamento e poderá ser utilizado na análise e julgamento dos processos de registro de candidaturas das Eleições Municipais de 2024. Posteriormente, também será usado na análise e julgamentos dos processos de prestação de contas.

“A intenção é facilitar para todos e todas, estamos sempre em busca de ferramentas que possam auxiliar o trabalho na Justiça Eleitoral e estamos à disposição para eventuais dúvidas. A corregedora sempre ressalta a importância de otimizar as rotinas de trabalho e também vale destacar que uma ferramenta como esta representa segurança a todo o procedimento. Aproveito para agradecer ao TRE-BA pela disponibilização e parceria”, frisou o juiz auxiliar da Corregedoria.

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A demonstração técnica do Janus foi feita pelo servidor da Seção de Orientação e Apoio às Zonas Eleitorais (Soaze) da Corregedoria, Adriano Martins de Andrade. Ele explicou que, dentro dos processos de registro de candidatura, as principais rotinas do sistema são: 1-) Certificar a ausência de impugnação; 2-) Identificar a documentação completa e abrir vista ao Ministério Público para se manifestar no prazo de dois dias; 3-) Expedir minuta de sentença e encaminhar à assinatura do juiz ou juíza eleitoral; 4-) Lançar a movimentação processual, divulgar em mural eletrônico e intimar o Ministério Público; 5-) Identificar a ausência de recurso e certificar o trânsito em julgado; 6-) Registrar o julgamento no sistema. “Inicialmente, teremos as três primeiras rotinas implementadas no âmbito do TRE-MT. É importante ressaltar que essas rotinas podem ser executadas ao mesmo tempo, otimizando o processamento”, ressaltou o servidor.

A implantação do Janus no TRE-MT foi instituída pela Portaria n° 5/2024, que também instituiu um Grupo de Trabalho multissetorial, constituído pelos seguintes servidores e servidoras: Presidente: Adriano Martins de Andrade (SOAZE); Membros(as): Carlos Henrique Claro Leite (CSC), Marcos Vinicius Campos Rodrigues (SJ), Rodrigo Martins de Jesus (ASEPA) e Islanda Larissa Dias Garcia de Almeida (03ª Zona Eleitoral).

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Como o Janus atua

O sistema faz uso da plataforma Sinapses, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que classifica as peças processuais por meio de inteligência artificial, utilizando algoritmos de aprendizagem supervisionada. Com os classificadores treinados e validados no Sinapses, as peças processuais em análise pelo Janus são enviadas e, após o processamento, o Sinapses retorna a informação de classificação para cada peça, possibilitando ao Janus decidir o caminho a seguir no fluxo da automação processual.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Imagem de captura da tela de computador que mostra, à direita, a tela exibida na sala virtual, com informações sobre o Janus e a imagem de um computador com detalhes de inteligência artificial e, à direita, as imagens pequenas de alguns participantes, homens e uma mulher, e o restante em que aparecem só o nome, que participam da apresentação.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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