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Teste Público da Urna: confira a infraestrutura que estará à disposição dos participantes

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A Justiça Eleitoral está comprometida com a integridade do processo eleitoral. Diante disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai promover o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais 2025, de 1º a 5 de dezembro, com o objetivo de fortalecer a transparência, a confiabilidade e a segurança dos sistemas de votação e apuração a serem utilizados nas Eleições Gerais de 2026. O Teste Público ocorrerá em ambiente preparado e reservado, na sede do Tribunal, em Brasília, com uma infraestrutura robusta à disposição dos participantes. 

Poderão participar do Teste Público da Urna 2025, na condição de investigadora ou investigador, cidadãs e cidadãos brasileiros maiores de 18 anos, individualmente ou em grupo, mediante apresentação de documentação comprobatória.   

Para fazer a inscrição, que termina no dia 18 de julho, é preciso encaminhar o formulário preenchido e os documentos comprobatórios exigidos no edital. As inscrições devem ser feitas por meio da página oficial do Teste Público da Urna 2025, na qual também serão publicadas todas as informações, o calendário, os prazos e os resultados do evento.   

Infraestrutura 

Para a execução do Teste Público da Urna, o TSE oferecerá uma estrutura própria para receber os participantes nos dias de realização do evento. O objetivo é fornecer os materiais e os recursos humanos de apoio necessários para facilitar o trabalho dos investigadores (individuais e em grupo) que terão acesso à urna e aos sistemas eleitorais e colocarão em prática uma série de planos de testes, previamente aprovados. 

Durante o Teste Público da Urna 2025, os participantes terão acesso a: 

  • Mesas e cadeiras; 
  • Microcomputadores com plataforma Windows ou Ubuntu Linux 64 (não conectados à internet); 
  • Impressoras; 
  • Urnas eletrônicas (modelo UE2022); 
  • Suprimentos de urnas e mídias; 
  • Kit JE-Connect; 
  • Pendrives; 
  • Chave Phillips (para abrir e analisar peças internas da urna); 
  • Folhas de papel em branco; e 
  • Canetas esferográficas. 
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Serão instalados computadores com conexão à internet para eventuais consultas, que serão supervisionadas pela equipe de apoio técnico do TSE ou por representantes da Comissão Reguladora do Teste da Urna presentes. 

Ao promover uma avaliação dos sistemas eleitorais aberta e participativa, o TSE busca garantir que as eleições ocorram de forma segura e transparente, reafirmando a credibilidade do sistema eletrônico de votação e apuração perante a sociedade. 

Número de inscrições 

A participação no Teste é limitada a até 15 inscrições, individuais ou em grupo, e os grupos poderão ter até três participantes cada. Terá a inscrição selecionada a investigadora, o investigador ou o grupo que tiver pelo menos um plano de teste aprovado pela Comissão Reguladora.  

As investigadoras, os investigadores e os grupos que identificarem possíveis pontos que possam resultar no aprimoramento dos sistemas eleitorais abrangidos no Teste Público serão convocados a comparecer novamente à sede do TSE para reproduzir, em versão ajustada do sistema eleitoral, os mesmos testes que levaram às conclusões apresentadas. 

Sistemas à disposição 

Os sistemas eleitorais e os respectivos componentes de software e hardware, objetos do Teste, são:    

  • Sistema Gerenciador de Dados, Aplicativos e Interface com a Urna Eletrônica (Gedai-UE);  
  • Software Básico da Urna Eletrônica, Software de Carga (SCUE), Gerenciador de Aplicativos (GAP), Software de Votação (VOTA), Recuperador de Dados (RED) e Sistema de Apuração (SA);    
  • Sistemas Transportador, RecArquivos e InfoArquivos;   
  • Subsistema de Instalação e Segurança (SIS) e KitJE-Connect;   
  • Urnas modelo UE2022, com seus respectivos firmwares e mídias eletrônicas;   
  • Sistema de apoio às auditorias de autenticidade e integridade – Módulo (SAVP – Sorteio) e Módulo Votação (SAVP – Votação);  
  • Sistema Verificador Pré/Pós-Eleição (VPP); e 
  • Sistema Verificador de Integridade e Autenticidade de Sistemas Eleitorais (AVPART).     
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Teste Público da Urna em números 

O primeiro Teste de Segurança foi realizado em 2009. A partir de então, ocorreram outros seis testes: em 2012, 2016, 2017, 2019, 2021 e 2023. Ao todo, 157 investigadoras e investigadores já participaram dos testes e 112 planos foram executados em 247 horas de planos executados.    

Em 2016, o Teste da Urna passou a ser obrigatório e disciplinado pela Resolução do TSE nº 23.444, de 30 de abril de 2015. A norma prevê que os testes sejam realizados, preferencialmente, no ano anterior à eleição. 

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral 

 

#PraTodosVerem: A imagem apresenta o logotipo do “Teste Público da Urna”, com uma ilustração estilizada de uma urna eletrônica em azul, acompanhada de um grande símbolo de check (✔️) amarelo sobreposto. Ao lado direito, o texto está disposto em três linhas: “TESTE” em azul escuro e letras maiúsculas, “público” em preto e minúsculas, e “DA URNA” em verde escuro e maiúsculas. A composição transmite a ideia de verificação e transparência no processo eleitoral, reforçando a confiabilidade das urnas eletrônicas. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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