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Reserva do Cabaçal recebe mutirão da Justiça Eleitoral nesta quinta-feira

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso, por meio da 41ª Zona Eleitoral, realiza nesta quinta-feira, 05 de dezembro, uma ação itinerante no município de Reserva do Cabaçal. A equipe do cartório estará instalada no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para atender a população local. O foco principal é a coleta de dados biométricos para o cumprimento das metas estaduais de cadastramento. 

A mobilização busca aproximar os serviços eleitorais da comunidade. “Nosso objetivo é facilitar o acesso do cidadão, especialmente em localidades que não sediam cartório. A meta é alcançar 98% do eleitorado com a biometria cadastrada até o final do ano, garantindo segurança e transparência ao processo de votação”, destaca o juiz da 41ª Zona Eleitoral, Dimitri Teixeira Moreira dos Santos. 

A iniciativa considera as dificuldades de deslocamento enfrentadas por muitos moradores de Reserva do Cabaçal até a sede da zona eleitoral, localizada em Araputanga. A ação elimina a necessidade de viagem e custos com transporte para quem precisa regularizar a situação cadastral ou tirar o primeiro título. 

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Durante o mutirão, os servidores oferecerão um leque completo de serviços. Os eleitores poderão realizar o alistamento (primeira via do título), transferências de domicílio eleitoral, revisão de dados pessoais e emissão de segunda via. A estrutura montada no CRAS permite que todo o procedimento seja concluído no local. 

Horários e documentos 

O atendimento ao público será realizado em dois turnos para abranger o maior número de pessoas. Pela manhã, os trabalhos iniciam às 08h e seguem até às 11h. No período vespertino, o atendimento retorna às 12h e encerra às 15h. O CRAS está localizado na Avenida Mato Grosso, nº 221, na região central da cidade. 

Para receber o atendimento, é indispensável a apresentação de documentos oficiais. O cidadão deve portar um documento de identificação com foto, como RG, Carteira de Trabalho ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de um comprovante de residência atualizado. 

A Justiça Eleitoral alerta para regras específicas no caso do primeiro alistamento. Jovens do sexo masculino, com idade entre 18 e 45 anos, devem apresentar o certificado de quitação do serviço militar. Além disso, para a emissão do primeiro título, a CNH não é aceita como documento de identificação isolado, pois não contém a informação da nacionalidade. 

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Daniel Dino 

Assessoria TRE-MT 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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