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Poxoréu amplia cobertura biométrica para 98,06% e atinge meta de campanha Biometria 100%

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Não é incomum que eleitores e eleitoras não cadastrem a biometria junto à Justiça Eleitoral por conta da rotina de trabalho. Entretanto, isso não desencorajou o cartório da 47ª Zona Eleitoral (ZE) no trabalho de alcançar o eleitorado sem biometria, seja no município de Poxoréu (255 km de Cuiabá) ou em cidades vizinhas. Com isso, a 47ª ZE atingiu o índice de 98,06% de cobertura biométrica e ultrapassou a meta da campanha “Biometria 100%”, estabelecida em 98%, tornando Poxoréu o 17º município mato-grossense a alcançar o índice. Isso significa que, de um total de 14.727 eleitores(as) aptos(as) a votar, 14.442 já possuem biometria. 

O percentual foi alcançado nesta sexta-feira (19), em que o Cartório Eleitoral buscou atender diretamente eleitores e eleitoras que estavam cadastrados em Poxoréu, mas que residiam ou trabalhavam em municípios vizinhos. Foram agendadas 7 visitas, com o objetivo de coletar a biometria daqueles(as) que não conseguiam comparecer à sede do cartório em Poxoréu devido à jornada de trabalho. Para atingir o resultado, foram realizadas ações de busca ativa, entrando em contato com eleitores(as) e familiares por meio de mensagens e ligações.  

Também foram promovidos atendimentos domiciliares e mutirões itinerantes. Ao final de dezembro, o cartório ainda notificou eleitores(as) com pendências eleitorais e/ou sem biometria, a fim de demonstrar a importância de regularizar o título de eleitor. “Foi preciso muita dedicação, empatia e força de vontade nessa trajetória. Faz muita diferença estar ao lado de pessoas comprometidas no processo”, expressou a servidora no cartório eleitoral Ângela Cristina Gomes Rabelo. 

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Para a servidora, foi uma experiência enriquecedora, especialmente o mutirão realizado em uma aldeia indígena, pois sentiu-se bem ao prestar atendimento em locais de difícil acesso. “Ao longo do ano, atendemos em lojas, oficina, escritório agrícola, escola e residências. Nos deparamos ainda com pessoas acamadas, idosos, mães e muitas outras realidades”, detalhou. 

A eleitora Verônica Trindade Sobral relata que regularizou a situação eleitoral porque, embora more e trabalhe em Primavera do Leste (distante a 234 km da Capital), o domicílio registrado na Justiça Eleitoral é de que ela residia em Poxoréu. A trabalhadora conta que conseguiu cadastrar a biometria no local de trabalho, uma vez que o cartório da 47ª ZE entrou em contato por mensagem de WhatsApp e informou que apenas seus pais vivem em Poxoréu. 

Patrícia Nunes Costa teve uma experiência parecida. A eleitora realizou o alistamento eleitoral em Poxoréu, mas, atualmente, mora na região de Vale Verde, zona rural do município. Ela trabalha como auxiliar de limpeza em uma empresa do segmento, em Primavera do Leste, e foi atendida após receber uma mensagem de WhatsApp do cartório para cadastrar a biometria. “Eles perguntaram se poderiam ir até onde trabalho e eu aceitei. Foi muito rápido e prático. A equipe também foi muito atenciosa comigo”, disse. Foram atualizados ainda outros dados cadastrais, como o endereço de residência. 

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Biometria 100% 

A campanha, organizada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE-MT), tem como objetivo ampliar o cadastramento biométrico do estado para, pelo menos, 98% em 2025. Para o próximo ano, a pretensão é alcançar 100% do eleitorado. Mato Grosso conta com 2.335.105 pessoas biometrizadas, o que corresponde a 91,45% em um universo de 2.553.236 eleitores(as) aptos (as) a votar. 

Atualmente, outros 17 municípios já alcançaram a meta: Araguainha (100%), Ponte Branca (99,9%), Vale de São Domingos (99,58%), Indiavaí (99,54%), Planalto da Serra (99,32%), Ribeirãozinho (99,05%), Torixoréu (98,77%), Araguaiana (98,57%), Santa Rita do Trivelato (98,46%), Alto Araguaia (98,32%), Jangada (98,32%), Itanhangá (98,29%), Dom Aquino (98,26%), Alto taquari (98,18%), Campos de Júlio (98,16%), Pontal do Araguaia (98,11%) e Lucas do Rio Verde (98,05%). 

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

#PraTodosVerem: A imagem mostra duas fotografias. A primeira com o servidor do Cartório Eleitoral prestando atendimento a uma mulher no local de trabalho. A outra mostra o mesmo servidor atendendo outra mulher em sua residência. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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