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Mutirão da Justiça Eleitoral realiza 103 atendimentos em Várzea Grande

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A Justiça Eleitoral promoveu mutirão de atendimento em Várzea Grande, na Região Metropolitana de Cuiabá, nesta sexta-feira (28). A ação ocorreu das 8h às 15h, na Escola Municipal Ednilson Francisco Kolling, localizada na Avenida Tiradentes, s/nº, Quadra 3, Chapéu do Sol. Segundo levantamento do Cartório da 20ª Zona Eleitoral, foram atendidos 103 eleitores e eleitoras com pendências no cadastro ou que não possuíam biometria cadastrada. 

Além da coleta biométrica, foram oferecidos serviços de alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), transferência, revisão de dados cadastrais, emissão de segunda via e de guias para pagamento de multas eleitorais, além da possibilidade de regularização da situação eleitoral. Do total de atendimentos, o cartório contabilizou 19 alistamentos eleitorais, 27 transferências e 50 revisões. 

“Nessa ação, acredito que foram realizados entre 40 e 45 cadastros biométricos. A operação que leva à coleta da biometria é a revisão. Tem gente que revisa por outros motivos, não exatamente pela biometria, então essa quantidade é um pouquinho menor”, informou a chefe de Cartório da 20ª Zona Eleitoral, Simeres Albuquerque Godoy. 

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A iniciativa buscou aumentar o acesso da população aos serviços essenciais da Justiça Eleitoral, promovendo mais praticidade e conforto. Além disso, o mutirão também integra a campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso, que visa ampliar o cadastramento biométrico de Mato Grosso para, no mínimo, 98% em 2025. 

A eleitora Gisele Moraes da Silva foi uma das pessoas que procuraram atendimento no mutirão realizado no bairro Chapéu do Sol. Segundo ela, a motivação de ir até o mutirão foi a proximidade entre a escola e sua residência. “Recebi várias mensagens divulgando o mutirão, então tomei a decisão de vir. Facilitou muito ser perto de casa, porque me animou a procurar os serviços”, relatou. 

Panorama biométrico 

Várzea Grande possui 188.017 cidadãs e cidadãos aptos a votar. Deste total, 175.441 realizaram o cadastro, equivalente a 93,31%, enquanto 12.576 (6,69%) eleitores(as) ainda não estão com a biometria cadastrada. Atualmente, a 20ª Zona Eleitoral conta com 104.206 aptos(as) a votar, em que 98.325 possuem biometria cadastrada, correspondendo a 94,36%. Por outro lado, 5.881 pessoas não cadastraram as digitais na Justiça Eleitoral, o equivalente a 5,64%. 

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Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

#PraTodosVerem: A foto mostra duas servidoras, com a camisa da Justiça Eleitoral, atendendo duas eleitoras. Elas estão sentadas em cadeiras escolares azuis. Nas mesas estão os equipamentos, como scanner, computador e mouse. Dois anéis de luz (ring lights) estão posicionados ao lado das mesas. As paredes da escola são brancas e verdes, com cortinas verdes e uma impressora ao fundo.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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