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Justiça Eleitoral promove curso “Abuso de Poder e Condutas Vedadas aos Agentes Públicos”

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Com aprendizado participativo e linguagem simples, mais de 160 pessoas participam do curso “Abuso De Poder e Condutas Vedadas aos Agentes Públicos”, iniciado nesta segunda-feira (15.07). O evento é realizado pela Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), em formato virtual, e é voltado a magistrados, magistradas, promotores, promotoras, advogados, advogadas, servidores e servidoras do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

A abertura foi conduzida pelo vice-diretor da EJE-MT e juiz-membro, Eustáquio Inácio de Noronha Neto, que agradeceu a participação no curso preparatório para as Eleições Municipais de 2024.  “Agradeço a todos e todas pela presença e à equipe da EJE, em nome da diretora da Escola, a magistrada Ana Cristina Mendes, que não pôde estar presente na abertura. É gratificante ver a participação ativa de servidores da Justiça Eleitoral, bem como de advogados da Comissão de Direito Eleitoral, que sempre estão presentes. Um especial agradecimento à professora Anna Paula Mendes, que aceitou ministrar o curso e compartilhar seus conhecimentos sobre um tema tão importante e relevante como o abuso de poder nas eleições”, destacou.

A mestre em Direito da Cidade (UERJ), servidora do TRE-RJ, professora da pós-graduação em Direito Eleitoral do IDP, UERJ,  Unifor, UERR e UFG, Anna Paula Mendes, que ministrou o curso, demostrou de forma objetiva como ocorre o abuso de poder, de acordo com a Lei Complementar (LC 64/1990), abordando suas manifestações nos âmbitos do poder econômico, poder político (abuso de autoridade) e o uso indevido dos meios de comunicação social. Para ela, não há problema no uso do dinheiro em campanhas, já que ele é necessário. “O problema reside no mau uso dos recursos financeiros, muitas vezes relacionado ao desrespeito às regras de arrecadação e gastos”, frisou.

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A metodologia ativa foi utilizada para envolver os participantes na construção do conhecimento durante a aula. A professora Anna Paula Mendes discutiu questões legais e outros aspectos importantes do processo eleitoral. Durante a aula, ela mostrou a charge “Careta”, de Alfredo Storni (1927), da Primeira República, na qual uma mulher usa um vestido com a palavra “Soberania” e está diante de uma “urna”, enquanto um homem vestido com fraque, chapéu e óculos, identificado como “político”, puxa pelo cabresto um jumento com forma humana, com expressão triste segurando uma cédula de papel. A professora Anna Mendes questionou se essa charge ainda reflete o cenário eleitoral atual, recebendo a concordância de vários servidores e servidoras.

O juiz-membro do TRE-MT, Edson Dias Reis, participou da discussão, comparando ao cabresto digital dos dias atuais. O chefe de Cartório da 38ª Zona Eleitoral, Adriano Borba, complementou, explicando que o cabresto agora se manifesta por meio do uso inadequado das mídias digitais, influenciando eleitores e eleitoras de forma imprópria. 

O conteúdo das aulas, que seguem nos dias 17, 18 e 22 de julho, tem os seguintes tópicos: Abuso do poder no direito eleitoral: conceito; proporcionalidade x gravidade; inelegibilidade e impessoalidade; formas típicas e atípicas de abuso do poder no direito eleitoral; abuso do poder econômico; abuso do poder político; uso indevido dos meios de comunicação social; abuso do poder religioso; abuso por disseminação de desinformação; fraude à cota de gênero e sua análise por meio da Ação de Investigação Judicial Eleitoral e Ação de Impugnação ao Mandato Eletivo (AIJE e AIME); e condutas vedadas aos agentes públicos em pleitos eleitorais.

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Os servidores do TRE-MT, Valéria Crystal, Katiane Borges, Adriana Gagliardi, Diego Osmar Pizzato, Armando Sussia, Marion Moraes, e Sebastião José de Souza, foram unânimes em elogiar o primeiro módulo. Eles classificaram a aula como “excelente, ótima, e de muito aprendizado”.

Política Internacional – Missão transparência Eleitoral

 

Anna Paula Mendes também atuou como Observadora Internacional nas eleições do Parlamento Europeu em junho deste ano, em Aquisgrana, Alemanha, representando a ONG Transparência Eleitoral e a Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP). “Participei como parte do edital da ONG Transparência Eleitoral. Pude observar sessões eleitorais sem filas, onde o voto é facultativo, a contagem é manual pelos mesários e há a opção de voto pelos correios”, pontuou.

A professora da Universidade Iguaçu é, ainda, autora do livro “O Abuso do Poder no Direito Eleitoral: uma necessária revisitação ao instituto”, editora Fórum (2022). 

Jornalista: Laura Gonçalves Quadros

#PraTodosVerem: Foto da sala de aula online com alguns participantes (14 mulheres e 10 homens com a câmera ligada) e a professora.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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