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ESPECIAL – Gestão 2023-2025 foi marcada por inovação e Eleições 2024

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Em um Tribunal que tem sua demanda de trabalho constantemente ampliada, sem a possibilidade de ampliar o quadro de servidores, o eixo inovação e tecnologia ganhou especial atenção nesta gestão do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Encerrando o biênio 2023-2025, nesta segunda-feira (28.04), a presidente, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, ressaltou algumas ações deste eixo, além dos pilares gestão e integração, sustentabilidade e Eleições 2024.

Vale ressaltar que os pilares participação feminina e acessibilidade foram abordados na primeira matéria especial de balanço de gestão.

Dentro da inovação e tecnologia, foi firmado o projeto Conexão Cidadã, integrando os serviços da Justiça Eleitoral ao aplicativo MT Cidadão, ampliando os canais de atendimento digital e tornando o trabalho ainda mais acessível. O TRE-MT criou, ainda, o projeto Zona Sem Fronteiras, permitindo o atendimento ao eleitor e eleitora em qualquer cartório do estado, de forma integrada. Com o Sistema SAUS-AZ, a emissão de certidões judiciais para registro de candidaturas foi automatizada. A ferramenta, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), reduziu impugnações em 90% em relação às Eleições Municipais de 2020. E com a ferramenta “Nada Consta”, criou certidões unificadas, agilizando o atendimento.

Além disso, foi implementado o sistema JANUS, de inteligência artificial, desenvolvido pelo TRE-BA, que automatiza tarefas repetitivas e reduz erros humanos. A atual gestão também adotou o SEI 4.0, com interface responsiva, melhorando a acessibilidade e promovendo a transparência dos processos administrativos e foi colocado em prática o projeto VISIO, que deu aos chefes de cartório uma ferramenta de autogerenciamento, proporcionando uma visão completa da produtividade, dos processos e das necessidades das Zonas Eleitorais.

Gestão e integração

No eixo gestão e integração, parcerias foram reforçadas e canais permanentes de diálogo foram criados para fortalecer a atuação institucional da Justiça Eleitoral. “Mantivemos reuniões periódicas com representantes partidários, promovendo a segurança jurídica, a transparência e o alinhamento técnico sobre temas como convenções, registros de candidatura, peticionamento e certidões criminais. Realizamos palestras em todo o estado com foco na prevenção à corrupção eleitoral e na conscientização sobre os impactos da desinformação”, destacou a presidente.

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Dentro disso, o TRE-MT organizou o 1º Congresso Mato-Grossense de Direito Eleitoral, que reuniu especialistas, magistrados, magistradas, estudantes, operadores e operadoras do Direito em um espaço plural e democrático de aprendizado. Outra novidade foi a criação do sistema digital de confecção de diplomas de encerramento de biênio aos juízes-membros, contendo indicadores de produtividade e destaques de atuação, valorizando cada magistrado e promovendo a transparência.

Sustentabilidade

No pilar da sustentabilidade, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso lançou a campanha Eleições sem Poluição, além de modernizar a frota de veículos com critérios ecológicos, atualizar o Plano de Logística Sustentável (PLS) e criar o Painel de Sustentabilidade, que orienta a tomada de decisões com base em dados. Com o projeto Recicla JE, a gestão promoveu a destinação correta de resíduos, com edital em linguagem simples, incentivando a inclusão produtiva de cooperativas de catadores e catadoras de materiais recicláveis.

Outra iniciativa foi o lançamento do edital para o Auxílio Bolsa de Estudos, incentivando a qualificação de servidores e servidoras, reconhecendo a educação como pilar do serviço público de excelência. Houve, também, facilitação ao acesso a informações com o projeto Cognoscere, que dá aos juízes, juízas e servidores e servidoras recém-chegados um panorama detalhado sobre o funcionamento das zonas eleitorais.

As Eleições Municipais

“Todo este trabalho foi realizado para garantir a excelência de nossa maior entrega, as Eleições Municipais de 2024. Este eixo merece destaque. Planejamos, executamos e concluímos um dos maiores processos eleitorais da história de Mato Grosso”, classificou a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. Tudo começou no fechamento do cadastro eleitoral, em 08 de maio de 2024, quando o TRE-MT alcançou o número recorde de 2.588.666 eleitores cadastrados, um crescimento de 4,8% em relação ao pleito anterior.

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso recebeu 10.575 pedidos de registro de candidaturas, todos julgados até 16 de setembro, com agilidade e responsabilidade. No início da propaganda eleitoral gratuita, no dia 30 de agosto, 88% do eleitorado foi atingido via rádio e 68% pela televisão, garantindo ampla visibilidade às propostas dos candidatos e candidatas. No dia 06 de outubro, primeiro turno, foi realizada a maior operação logística do estado, com 9.600 urnas distribuídas em 1.467 locais de votação; 52 mil pessoas mobilizadas, sendo 31.800 mesários; 5 mil agentes de segurança pública e 7 mil câmeras de monitoramento, visando à garantia da ordem e da segurança. No segundo turno, em 27 de outubro, a Justiça Eleitoral teve a apuração mais rápida da história da capital: apenas 28 minutos entre o início da totalização e a conclusão do resultado.

“Encerramos este ciclo com a cerimônia de diplomação dos eleitos, coroando um processo eleitoral limpo, seguro e transparente. Todo este trabalho nos gerou uma grata surpresa. Recebemos o Selo Diamante do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que reconhece os tribunais com excelência em governança, produtividade e transparência. É a Justiça Eleitoral mato-grossense entre as melhores do país. Nada disso seria possível sem o empenho incansável de cada juiz, servidora, servidor, estagiário e colaborador. Saio da presidência com a convicção de que entregamos um Tribunal mais moderno, transparente, acessível, humano e preparado para os desafios do futuro. Sigamos, todos nós, com o mesmo propósito: fortalecer a Justiça Eleitoral como instrumento de cidadania, dignidade e confiança pública”, concluiu a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, vestindo uma toga, no Pleno do TRE-MT. Ela está sentada, com os cabelos presos, usa óculos de grau e sorri.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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