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EM TANGARÁ: Reunião destaca assuntos como propaganda eleitoral e desinformação

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Representantes de 10 Zonas Eleitorais participaram da reunião preparatória para as Eleições Municipais de 2024, realizada em Tangará da Serra, nesta sexta-feira (26.07). O objetivo foi alinhar diretrizes do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), a fim de assegurar, de forma integrada, a transparência na organização e segurança do pleito que se aproxima. Entre os diversos assuntos tratados, esteve a propaganda eleitoral e desinformação.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, frisou a importância de debater esta e outras temáticas diretamente no polo regional. “A reunião preparatória é uma forma de alinharmos os entendimentos, visando uma atuação estratégica para que as eleições transcorram da melhor maneira possível. Ouvir os juízes e juízas eleitorais, bem como chefes de cartório da região, é fundamental para compreender quais os desafios enfrentados por eles. Então, temos a questão da propaganda eleitoral, de como lidar com a desinformação, entre outros assuntos, para que a gente possa estabelecer uma análise comum e de uma forma mais concreta”.

Neste encontro, participaram representantes das seguintes Zonas Eleitorais: 19ª ZE, com sede em Tangará; 7ª ZE, de Diamantino; 13ª, com sede em Barra do Bugres; 17ª ZE, de Arenápolis; 29ª, com sede em São José do Rio Claro; 42ª ZE, com sede em Sapezal; 56ª ZE, de Brasnorte; 60ª ZE, com sede em Campo Novo do Parecis e 61ª ZE, de Comodoro, que compõem o polo, e também a 35ª ZE, de Juína.

Para a vice-presidente e corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves, este momento de escuta no polo regional é muito importante. “Esse é o momento em que a Justiça Eleitoral ouve diretamente quais são as dificuldades dos juízes eleitorais e dos Cartórios Eleitorais e, ao mesmo tempo, a gente está disponibilizando toda a tecnologia que o Tribunal Regional Eleitoral dispõe, e as informações, resolvendo todas as questões e todas as dúvidas que possam existir”.

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A propaganda eleitoral foi abordada pelo juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Antônio Veloso Peleja Júnior, que também discorreu sobre a desinformação. “A questão da Inteligência Artificial nas campanhas, por exemplo, gerou a expedição de novas resoluções por parte do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Cito o que chamamos de IA fraca, que consiste na aplicação da tecnologia em atividades corriqueiras, como ajustes de som e criação de elementos gráficos, o que é permitido pela resolução do TSE. É importante ressaltar que deve haver o aviso prévio e claro ao eleitorado sobre o uso de IA na produção dos conteúdos sintéticos, que são aqueles alterados total ou parcialmente, ou produzidos com ferramentas de criação e edição de áudio, vídeo ou imagens”.

O magistrado alertou, ainda, sobre as deepfakes, que se referem ao uso de tecnologias de inteligência artificial para criar vídeos ou áudios falsos que parecem autênticos, e que são proibidas. Na campanha eleitoral, isso pode incluir vídeos falsos onde candidatos dizem ou fazem coisas que nunca ocorreram ou áudios manipulados para alterar declarações de candidatos ou figuras públicas, por exemplo. “Inclusive, são previstas sanções severas quando identificadas a produção e veiculação de deepfakes, como cassação de candidaturas e inelegibilidade”, ressaltou o juiz auxiliar da Corregedoria.

A juíza da 60ª Zona Eleitoral, com sede em Campo Novo do Parecis, Cláudia Anffe Nunes da Cunha, destacou que a reunião preparatória foi muito importante para alinhar as diretrizes para as Eleições Municipais de 2024. “É sempre bom padronizar os entendimentos e deixar tudo organizado para que o processo eleitoral ocorra da melhor forma possível. Esta eleição deve ser bem acirrada, temos muitas novidades, principalmente com relação à inteligência artificial, mas acreditamos que podemos ter uma eleição tranquila”.

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Segundo o chefe de cartório da 19ª Zona Eleitoral, com sede em Tangará da Serra, Renato Bisse Cabral, o encontro representa uma oportunidade de diálogo com a alta administração. “É um momento que a gente tem de interação com a alta cúpula do TRE-MT para saber as diretrizes e também apresentar as demandas do Cartório Eleitoral. Além disso, a reunião permite a integração com os demais colegas de outras Zonas Eleitorais, para conhecer a realidade de cada uma”.

O polo de Tangará da Serra possui 265.848 eleitores e eleitoras aptas ao voto e 922 seções eleitorais, distribuídas em 163 locais de votação. No último pleito municipal, realizado em 2020, esta região teve 76 candidatos e candidatas ao cargo de prefeito (a). Já o cargo de vereador(a) foi disputado por 1.715 pessoas.

Integram este polo os municípios de Alto Paraguaia, Diamantino, Barra do Bugres, Denise, Porto Estrela, Arenápolis, Nortelândia, Nova Marilândia, Santo Afonso, Nova Olímpia, Tangará da Serra, Nova Maringá, São José do Rio Claro, Campos de Júlio, Sapezal, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Comodoro, Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Rondolândia.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra participantes da reunião, sentados em volta de uma grande mesa em formato de U e com toalhas azuis. Ao fundo, tem uma parede branca e banner de divulgação das redes sociais do TRE-MT.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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