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Eleitores participam do Teste de Integridade com biometria e destacam segurança da urna

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Eleitores e eleitoras que passaram pela seção 1153, localizada na Arena Pantanal, em Cuiabá, puderam liberar a urna eletrônica com a própria biometria para o registro do voto no Teste de Integridade. Realizado paralelamente à votação do 2º turno das Eleições Municipais de 2024, neste domingo (27.10), o teste consistiu na conferência dos resultados de 1.776 votos que foram inseridos em urna de lona e, posteriormente, digitados na urna eletrônica. Ao todo, foram escolhidas/sorteadas seis seções para a realização do Teste de Integridade e três para o Teste de Autenticidade.

Jacinta Benevides Martins Viegas foi uma das eleitoras a participar, liberando o voto com a biometria. “Eu acho muito importante essa participação para a segurança da votação eletrônica. Eu acho interessante, para comprovar que realmente funciona o voto, e que tem celeridade e, dessa forma, podemos votar para melhorar e ter um bom resultado”.

Mario Marcio de Arruda, apesar de não ter liberado o voto com a biometria, quis saber mais sobre o Teste de Integridade e ver de perto como funciona. “Achei bastante interessante, participativo, então, acredito que temos que participar. Eu acredito na segurança da urna eletrônica, é um processo muito válido, temos que ter essa tranquilidade de que o resultado vai ser realmente válido, aceito e reconhecido por todos, inclusive por quem administra a cidade”.

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O teste é todo filmado e transmitido ao vivo pelo canal do TRE-MT no YouTube. Uma empresa de auditoria externa acompanha todo o procedimento, além da equipe da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) do Tribunal, e entidades fiscalizadoras. O Teste de Integridade também pode ser acompanhado por qualquer pessoa interessada, no local de votação, na Arena Pantanal.

As cédulas de votação foram preenchidas por eleitores e eleitoras convocados pela Justiça Eleitoral, na cerimônia de escolha/sorteio das seções que tiveram as urnas submetidas ao teste, realizada no sábado (26.10), no Plenário do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Após a inserção dos votos, as urnas de lona foram lacradas e só foram abertas neste domingo (27.10), para a realização do Teste de Integridade.

O presidente da CAVE, juiz Alexandre Elias Filho, explicou que o teste nada mais é que a conferência dos votos de papel inseridos na urna de lona e que foram digitados nas urnas eletrônicas escolhidas para este fim. “O que nós fazemos é conferir estes dados e eles conferem, porque a urna eletrônica não erra. O que pode ocorrer é o erro humano de digitação, assim como já ocorreu com eleitores que digitaram o número do candidato ou candidata errado, até por isso a Justiça Eleitoral recomenda e permite que seja levada uma colinha com o número do candidato anotado. Todo o Teste de Integridade é auditado e filmado, então, é um processo totalmente seguro e transparente”.

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Sobre as seções

Para o Teste de Integridade foram escolhidas/sorteadas as seguintes seções com respectivas Zonas Eleitorais: Seções 1153 (com biometria) e 0838 da 1ª Zona Eleitoral; Seção 0702 da 39ª Zona Eleitoral; Seção 0067 da 51ª Zona Eleitoral; e Seções 0126 e 0239 da 55ª Zona Eleitoral. Já para o Teste de Autenticidade foram escolhidas as seguintes seções eleitorais: 0414 e 0060 da 39ª Zona Eleitoral e 0108 da 51ª Zona Eleitoral. Clique aqui para conferir a lista completa com os nomes dos locais de votação.

No Teste de Autenticidade, minutos antes da votação, nas seções eleitorais, autoridades e entidades fiscalizadoras conferem se as urnas selecionadas na véspera possuem os sistemas eleitorais oficiais devidamente instalados.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra uma eleitora, de costas, olhando para a seção de votação do Teste de Integridade com biometria, com uma servidora e um servidor da Justiça Eleitoral, sentados em cadeiras, efetuando o teste. Ao lado dela, tem outro servidor explicando sobre o procedimento.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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