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Eleições 2024: Justiça Eleitoral de Mato Grosso inicia montagem de kits para seções eleitorais

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A 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá, assim como as outras 56 zonas eleitorais do estado, deu início à montagem e organização dos kits de material de expediente que serão utilizados nas 8.707 seções eleitorais instaladas em 1516 locais de votação de Mato Grosso. A preparação faz parte de uma etapa essencial para garantir a realização tranquila e organizada do processo de votação, marcado para o dia 6 de outubro.
 
Com apenas 12 dias para o pleito, a equipe da Justiça Eleitoral se empenha na separação de materiais e montagem dos kits. Entre os itens organizados estão cadernos de votação, cartazes de identificação das seções, informativos, manual do mesário, crachás dos mesários, materiais de expediente e impressos com os nomes de todos os candidatos e seu número de identificação nas urnas. Cada seção eleitoral receberá um kit completo, cuidadosamente preparado para atender as demandas do dia da eleição.
 
A servidora Genifer Borges da 55ª Zona Eleitoral, explica que a equipe está trabalhando com bastante antecedência para garantir que tudo esteja pronto dentro do prazo. “Estamos com uma equipe de 10 pessoas aqui da 55ª Zona Eleitoral, organizando cerca de 43 kits para os coordenadores e 322 para os mesários. Esse trabalho vai perdurar por uma semana e é essencial para garantir que tudo esteja pronto no dia da eleição, facilitando o trabalho dos mesários e garantindo a ordem no processo de votação”, afirmou.
 
A logística envolve a separação minuciosa de materiais para cada uma das seções eleitorais. Compete a cada cartório, além de montar os kits, organizar a logística de distribuição.
 
Além da 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá, esse trabalho está sendo replicado nas demais 56 zonas eleitorais de Mato Grosso. No total, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso deve preparar kits para mais de 7 mil seções espalhadas por todo o estado, demonstrando a complexidade do processo logístico e a importância de cada etapa na preparação para as eleições.
 
O juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Antônio Veloso Peleja Júnior, destacou a importância dessa fase para o bom andamento das eleições. “Essa organização prévia garante que no dia da eleição todos os materiais estejam prontos para uso, evitando atrasos e imprevistos. A logística por trás da montagem dos kits é essencial para que o eleitor possa votar com tranquilidade e segurança”.
 
A Justiça Eleitoral em Mato Grosso segue trabalhando para garantir eleições seguras e eficientes para quase 2,5 milhões de eleitores aptos no estado.
 
Jornalista: Andréa Martins Oliveira
#PraTodosVerem: Foto que mostra oito servidoras da Justiça Eleitoral trabalhando na montagem de kits para as eleições, em um espaço grande, com mesas, documentos, pastas e caixas.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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