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Cartório Eleitoral de Tangará da Serra reúne líderes comunitários e representantes de assistência social para discutir projeto “Biometria 100%”

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O Cartório da 19ª Zona Eleitoral (ZE), no município de Tangará da Serra (a cerca de 253 km de Cuiabá), realizou, nesta sexta-feira (17), uma reunião na sede do cartório para discutir meios de divulgação da campanha Biometria 100%. Estavam presentes representantes municipais do Centro de Referência de Assistência Estudantil (CRAS), Secretaria Municipal de Saúde, líderes religiosos e comunitários e o juiz da 19ª ZE, Anderson Gomes Junqueira. 

 

Anderson ressaltou a importância da divulgação dos mutirões de atendimento realizados pela Justiça Eleitoral. O empenho das lideranças em propagar as ações às próprias comunidades pode facilitar a identificação dos eleitores e eleitoras sem biometria. “Essas pessoas estão vinculadas, por exemplo, aos agentes de saúde comunitária. São servidores que visitam o cidadão na sua própria casa e, por conseguinte, podem nos auxiliar nessa busca ativa pelo eleitorado sem cadastro biométrico”, declarou. 

 

A campanha Biometria 100% busca ampliar a coleta biométrica para atingir, pelo menos, 98% do eleitorado de Mato Grosso até o fim de 2025. Tangará da Serra ocupa a 90ª posição no ranking de cobertura biométrica entre os 142 municípios do estado. Com um eleitorado de 67.983 pessoas, 61.290 (90,15%) já possui a biometria cadastrada, enquanto 6.693 eleitores(as) não efetuaram o cadastro, que corresponde a 9,85% do total.

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Cartório Eleitoral de Tangará da Serra reúne líderes comunitários e representantes de assistênci...

 

Avanço tecnológico 

 

A biometria representa uma inovação no processo de votação. Desde 2008, a Justiça Eleitoral optou em utilizar as impressões digitais para identificar o eleitorado. Assim, garante mais segurança, evita fraudes e promove acessibilidade e rapidez no momento do voto. 

 

Além das digitais, o cadastramento biométrico envolve a captura de fotografia do eleitor e a revisão de outros dados pessoais. Para efetuar o serviço, basta procurar um posto de atendimento da Justiça Eleitoral e apresentar o documento oficial com foto, seja em versão física ou digital. 

 

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão de Nara Assis) 

 

#PraTodosVerem: A primeira imagem mostra o juiz da 19ª Zona Eleitoral, Anderson Gomes Junqueira, falando em frente aos líderes comunitários. O local é fechado, com paredes brancas, equipamentos ao fundo e um cartaz da campanha Biometria 100%. A segunda foto mostra o juiz sendo entrevistado pela imprensa.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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