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Alexandre Meinberg Ceroy é o novo juiz da 9ª Zona Eleitoral, em Barra do Garças

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O juiz Alexandre Meinberg Ceroy assumiu a titularidade da 9ª Zona Eleitoral, com sede em Barra do Garças (511 km de Cuiabá), a partir desta terça-feira (02.12). O novo magistrado assumiu a vaga deixada por Michell Lotfi Rocha da Silva, que terminou o biênio no último dia 27 de novembro. 

 

A designação do juiz Alexandre Ceroy consta na Resolução n° 2.941/2025, assinada pela presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves, aprovada pelo Pleno e publicada no Diário de Justiça Eletrônico (DJE) n° 4.539, de 02 de dezembro deste ano.  

 

Juiz de Direito da 3ª Vara Cível da Comarca de Barra do Garças, o novo titular da 9ª Zona Eleitoral ressalta que o desafio atual é atingir a meta de 98% do eleitorado com cadastramento biométrico. “Hoje nós estamos em uma situação relativamente confortável nessa região. Dos seis municípios integrantes da Zona Eleitoral, quatro já atingiram a meta e nós estamos com dois que ainda não atingiram. Mas, mesmo assim, esses dois estão num patamar de percentual de cumprimento superior à média do estado. Nós pretendemos terminar esse cadastramento, atingirmos a meta de 98% ainda esse ano e, para isso, estão sendo feitos mutirões de atendimento. Eu, tendo assumido agora, já vou começar uma ampla divulgação nos meios de comunicação, falando sobre a necessidade da biometria”, ressaltou. 

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Em relação às questões processais, o magistrado avalia que a Zona Eleitoral também está em uma situação confortável. “Nós temos pouca movimentação processual, então, hoje nós intencionamos somente manter esses baixos níveis de demanda processual”. Já quanto ao próximo ano de 2026, o juiz projeta vários desafios. “Temos todos os preparativos para as Eleições Gerais e isso envolve, evidentemente, muita demanda, até porque hoje a 9ª Zona Eleitoral é uma das maiores do estado, abrange seis municípios. Inclusive, num passado recente nós tínhamos duas Zonas Eleitorais aqui, isso também é uma demanda que será levada ao conhecimento do Tribunal Regional Eleitoral, ou seja, a necessidade de ampliação dessa Zona, ou a criação de mais uma ZE, tendo em vista que hoje nós temos mais de 60 mil eleitores e eleitoras no nosso âmbito”, finalizou. 

 

Antes de assumir esta vaga, o magistrado já atuou como juiz eleitoral na 30ª ZE e na 31ª ZE, sediadas em Água Boa e Canarana, respectivamente, além de ter ocupado o cargo em substituição na 13ª Zona Eleitoral, com sede em Barra do Bugres.  

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O processo de escolha do juiz da 9ª Zona Eleitoral foi regido pelo Edital n° 14 – SRMJE/CP/SGP/2025, publicado no Diário Eletrônico da Justiça Eleitoral nº 4503, de 07/10/2025. As inscrições foram recebidas no período de 08 a 14 de outubro deste ano. 

 

A 9ª Zona Eleitoral é responsável, além de Barra do Garças, pelos municípios de Araguaiana, General Carneiro, Pontal do Araguaia, Ribeirãozinho e Torixoréu, totalizando 64.872 pessoas aptas ao voto. 

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem apresenta um card institucional do TRE-MT, com foto de um homem em destaque à esquerda e, à direita, informações textuais sobre sua função na Justiça Eleitoral. O fundo é azul com elementos gráficos discretos, em estilo oficial e formal. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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