Mato Grosso

Tecnologia e gestão eficiente garantem mais de R$ 130 milhões poupados e aprimoram a gestão pública em MT

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Mais recursos para educação, saúde e inovação são garantidos pela atuação da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), que tem gerado economia de recursos públicos em Mato Grosso. Desde 2022, o trabalho técnico realizado na análise de processos de aquisição de bens e contratação de serviços de Tecnologia da Informação (TI) resultou em uma economia superior a R$130 milhões aos cofres do Estado.

Esse resultado é fruto da aplicação da Instrução Normativa nº 008/2022/Seplag, que busca combater redundâncias, fortalece a governança digital e padroniza as aquisições de TI. Além disso, a IN define critérios e procedimentos obrigatórios para a compra de equipamentos e a contratação de serviços de TI pelos órgãos e entidades do Poder Executivo. A normativa assegura ainda que cada aquisição esteja alinhada ao planejamento estratégico do Governo e às diretrizes de governança digital, evitando gastos desnecessários e garantindo eficiência na aplicação dos recursos públicos.

De 2022 até novembro de 2025, a Seplag analisou 468 processos de TI, alcançando 10,23% de economicidade média em relação aos valores inicialmente propostos pelos órgãos demandantes. O tempo médio de análise foi de apenas 12 dias, demonstrando eficiência técnica e agilidade na tramitação dos processos.

É importante destacar que os serviços de TI abrangem soluções compostas por bens e serviços voltados ao uso, à gestão e ao suporte de tecnologias da informação. Eles incluem desde equipamentos e softwares até atividades de desenvolvimento, manutenção, hospedagem, suporte técnico, infraestrutura, comunicação de dados, computação em nuvem, segurança da informação, análise de dados, inteligência artificial e consultorias especializadas.

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As análises realizadas pela Seplag verificam a pertinência das aquisições, a compatibilidade com outras soluções já existentes no Governo e o potencial de uso corporativo, assegurando que as contratações sejam sustentáveis e integradas. Além disso, a Seplag atua no controle de contratações de pessoal de TI, na gestão de padrões técnicos e na fiscalização de conformidade das aquisições.

O impacto dessas ações vai além da economia direta. Pois, ao orientar e revisar previamente os processos de compra, a Seplag contribui para a melhoria da qualidade das soluções tecnológicas adotadas, reduzindo riscos de sobreposição de sistemas, desperdício de recursos e contratações desalinhadas com as prioridades do Estado.

Segundo o secretário de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra, os resultados desse processo comprovam o compromisso do Governo com a transparência, a eficiência e a boa gestão do dinheiro público, reforçando o papel estratégico da governança digital na modernização do Estado e na entrega de melhores serviços à população mato-grossense.

“Governar bem também é investir com responsabilidade. Cada real economizado pode representar mais investimentos em áreas que impactam diretamente o cidadão. A Seplag tem atuado para garantir que as contratações de tecnologia sejam eficientes, transparentes e alinhadas às prioridades do Governo, promovendo inovação e a boa gestão do dinheiro público”, destacou o secretário.

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Para o secretário Adjunto de Planejamento e Governo Digital, Sandro Brandão, esse resultado é uma prova de que a tecnologia, quando guiada por critérios técnicos e visão estratégica, transforma-se em uma poderosa aliada da boa gestão pública. “Modernizar o Estado não é apenas comprar sistemas novos, e sim garantir que cada investimento digital traga valor real à sociedade. Essa economia de mais de R$130 milhões é fruto de uma cultura de responsabilidade, inovação e inteligência aplicada à gestão pública que estamos consolidando em Mato Grosso”, informou Brandão.

A economicidade nas aquisições de TI é mais uma ação da transformação digital, que está desenvolvendo a gestão pública em Mato Grosso, e hoje é um eixo estruturante da estratégia de Governo do Estado. Além disso, esse processo figura como um dos pilares da modernização pública, impulsionando eficiência, transparência e melhores serviços ao cidadão. Esse compromisso se traduz em resultados concretos, com uma gestão técnica e rigorosa das contratações de TI. Assim, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão reforça o papel estratégico do digital na sustentabilidade financeira e operacional do Governo de Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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