Policiais militares do 3º Batalhão prenderam, na madrugada desta sexta-feira (27.3), um homem, de 28 anos, suspeito por violência doméstica e atear fogo contra a residência da vítima, no bairro Altos da Serra, em Cuiabá. A mulher, de 26 anos, apresentava lesões por diversas partes do corpo.
Por volta das 4 horas, as equipes foram acionadas para atendimento da ocorrência e identificaram a vítima que estava em uma avenida, nas proximidades da casa dela. Ela contou que convive com o suspeito há dois meses.
Conforme o relato, ambos ingeriam bebidas alcoólicas e faziam uso de entorpecentes, no momento em que houve um desentendimento. Na ocasião, o homem desferiu socos, chutes e arremessou ela ao chão, resultando em lesões visíveis no olho e escoriações pelo corpo.
Após as agressões o suspeito fugiu. Em seguida, durante atendimento da ocorrência, os policiais militares receberam novas informações de que o homem havia retornado a casa da mulher e ateado fogo no local. Assim que os militares chegaram, flagraram o suspeito tentando se esconder em meio a multidão que se formou de frente a residência.
Na tentativa de abordagem, ele passou a resistir à prisão, agredindo os policiais militares, sendo necessário uso de armamento menos letal. Ao ser contido, o suspeito passou a proferir ameaças de morte contra a namorada e os militares. Ele foi encaminhado à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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