Mato Grosso

Suspeito de agredir duas mulheres é preso em flagrante pela Polícia Militar em Rondonópolis

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Policiais militares do 5º Batalhão prenderam um homem de 30 anos pelo crime de lesão corporal praticado contra duas mulheres, na madrugada desta segunda-feira (07.08). O suspeito foi preso em flagrante, no bairro Jardim Iguassu, em Rondonópolis.

Por volta de 0h15, a equipe do 5º BPM foi acionada para comparecer até a residência de uma das vítimas após ela e sua amiga sofrerem agressões do suspeito. No local, os policiais encontraram os três envolvidos do caso, sendo as mulheres com diversas lesões em seus corpos.

Questionados sobre a motivação da briga, a vítima disse que estava separada há um ano do suspeito, mas que durante a noite de domingo o homem teria lhe procurado em uma boate, onde ela estaria com sua amiga.

Ainda de acordo com a vítima, o homem invadiu o local e começou a lhe agredir com puxões de cabelo. A amiga teria tentado intervir na briga e também foi atacada pelo criminoso. Na sequência, os seguranças do local renderam o agressor e lhe expulsaram do estabelecimento.

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Momentos depois, as vítimas retornaram para a residência de uma delas, no bairro Jardim Iguassu. Ao chegarem no imóvel, foram surpreendidas pelo suspeito, que atacou novamente sua ex-convivente, aplicando golpes com um capacete que deixou lesões graves no rosto da mulher.

Neste momento, a amiga da vítima acionou a PM via 190, que compareceu ao local e deteve o suspeito em flagrante.

O agressor foi conduzido para a Delegacia de Rondonópolis, para registro da ocorrência e ficando à disposição da Polícia Judiciária Civil. As vítimas receberam atendimento médico e não correm risco de vida.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena homem por assassinato de mulher trans

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá acolheu a tese sustentada pelo Ministério Público de Mato Grosso e condenou, nesta terça-feira (04), Junio Santos da Silva a 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da mulher trans conhecida pelo nome social de Gisa (Gerardo Ribeiro Lima Junior), de 55 anos. Pelo MPMT, atuou em plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, rejeitando a absolvição do réu, e confirmou todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. Os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por motivo torpe, mediante asfixia, com emprego de meio cruel, com recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões da condição do sexo feminino, em contexto de discriminação contra uma mulher trans.Durante o julgamento, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva destacou que Gisa integra a exposição “Em Memória Delas”, do Observatório Caliandra, iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso voltada à sensibilização da sociedade sobre vítimas de feminicídio e violência de gênero. Segundo ele, a presença de Gisa na mostra evidencia o reconhecimento de sua identidade de gênero e reforça a necessidade de enfrentamento à violência motivada por preconceito. “Isso reforça a posição do Ministério Público em reconhecê-la como mulher”, afirmou.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 7 de abril de 2024, em um terreno baldio localizado na Rua Professora Tereza Lobo, no bairro Consil, em Cuiabá. Gisa foi atingida por diversos golpes na cabeça e asfixiada, sofrendo lesões que provocaram sua morte.“Essa condenação reafirma que nenhuma forma de violência motivada por preconceito pode ser tolerada. O Ministério Público trabalhou para demonstrar aos jurados a dinâmica dos fatos, a autoria do crime e as circunstâncias que envolveram a morte de Gisa, garantindo a busca por justiça para a vítima e seus familiares”, pontuou o promotor de Justiça.Na sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira destacou que os jurados reconheceram todas as circunstâncias qualificadoras submetidas à apreciação do Tribunal do Júri. Ao fixar a pena, considerou, entre outros aspectos, os impactos causados à família da vítima, especialmente à irmã e às sobrinhas, que sofreram consequências psicológicas duradouras em decorrência do crime.O acusado já estava preso preventivamente desde novembro de 2024. A magistrada determinou a manutenção da prisão e a execução imediata da pena, negando ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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