Mato Grosso

Setasc e Prefeitura de Tangará da Serra reforçam apoio do programa SER Família Mulher no município

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A Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc) e a Prefeitura de Tangará da Serra se reuniram, nesta terça-feira (11.2), para reforçar a importância do programa SER Família Mulher no município.

O SER Família Mulher, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes e executado pela Setasc, oferece auxílio moradia a mulheres vítimas de violência doméstica, proporcionando condições de sobrevivência imediata, impulsionando o afastamento do agressor e contribuindo para a redução da taxa de feminicídio no Estado.

“A visita da Setasc ao município é fundamental para fortalecer a colaboração entre Estado e município na proteção das mulheres. Ao unirmos forças, garantimos que o programa SER Família Mulher alcance quem realmente precisa, oferecendo o suporte para que essas mulheres reconstruam suas vidas com dignidade e segurança”, afirmou a primeira-dama Silvana Ló Masson.

Para além do auxílio financeiro e acompanhamento, o programa SER Família Mulher também atua na prevenção da violência contra a mulher, através de ações de conscientização e informação.

Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Grasi Bugalho enfatizou a importância do SER Família Mulher em Mato Grosso e da comunicação em todas as esferas da sociedade.

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“Para que o programa funcione efetivamente, a comunicação deve ser reforçada em todas as instâncias, como escolas e comunidades. É fundamental que as mulheres saibam que não estão sozinhas e que podem contar com o apoio do Estado e do município para recomeçar suas vidas”, disse Grasi.

A secretária também destacou a importância do acompanhamento multidisciplinar oferecido pelo programa.

“Além da transferência de renda, o programa oferece acompanhamento das beneficiárias por profissionais qualificados em serviço social ou psicologia, que fornecem suporte durante o período de concessão do auxílio moradia, garantindo assistência integral às mulheres em situação de violência. Precisamos fortalecer o apoio ao município, ampliando a rede de proteção e promovendo a assistência contínua”, complementou Grasi.

O programa estabelece medidas rigorosas para o cancelamento do benefício nos casos previstos em lei, garantindo que o auxílio seja destinado de forma justa e eficaz às mulheres que realmente necessitam.

Também participaram da reunião o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, a secretária adjunta de Assistência Social (Saas), Miranir Alcantara, e entre outros representantes do município.

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Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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